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"Sou uma mulher independente, gosto muito da minha liberdade"

Isabela Valadeiro está, por estes dias, a viver uma nova fase da sua carreira. Pela primeira vez a fazer teatro profissional, a atriz falou sobre o desafio numa entrevista ao Fama ao Minuto e não recusou conversar sobre amor, assunto em relação ao qual mostrou estar bem resolvida.

"Sou uma mulher independente, gosto muito da minha liberdade"

Isabela Valadeiro é a prova viva de que a idade não representa, unicamente, experiência. Aos 26 anos e com alguns projetos de grande dimensão no currículo, a atriz estreia-se no teatro, um desejo que nunca escondeu e do qual falou muito nos últimos anos.

Em 'Trair E Coçar É Só Começar', a peça que está desde dia 19 de outubro em cena no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa, Isabela dá vida a 'Vera', a esposa do administrador do prédio que se deixa envolver por todas as confusões criadas por 'Palmira', a personagem de José Raposo.

A admiração por este colega foi um dos pontos que sublinhou numa entrevista exclusiva ao Fama ao Minuto onde falou, ainda, sobre a estreia, a nível profissional, numa peça de teatro. Já perto do fim, lembrou carinhosamente o ex-namorado, José Mata, e revelou estar feliz, embora sem nenhuma relação assumida publicamente neste momento.

A Isabela estreia-se em teatro e logo ao lado de José Raposo, um ator que muito respeita. A experiência torna-se ainda mais especial por isso?

Já tinha trabalhado com o José antes mas em televisão. Teatro é teatro e eu estou muito feliz por estar a pisar as tábuas finalmente, deixa-me muito contente. Era algo que eu já queria há algum tempo. Eu iniciei-me na escola de atores no teatro, com algo muito amador, mas agora estou em palco com o José e com estes grandes atores. É uma grande honra e o José ensina muita coisa, vibra muito com o teatro e isso passa para nós. Tem um à-vontade em cima do palco que só com muita experiência e muito amor se consegue. O José é o rei do improviso e é muito fixe estar a contracenar com ele.

Era sabida essa sua vontade de fazer teatro. Tem sido como imaginava que seria?

Tem sido uma experiência maravilhosa. É a realização do porquê de ter escolhido a minha profissão porque nos confrontamos com o público, com os espectadores, e é para eles que nós trabalhamos. São eles que dão vida ao nosso trabalho, que nos alimentam, que nos enchem de bateria... É muito fascinante fazer teatro por isto, porque estamos a trabalhar para aquelas pessoas. Ainda bem que estou a fazer teatro e estou muito feliz por estar a dar parte de mim a este público tão merecedor.

Eu gosto muito de conviver com pessoas mais velhas, o tipo de humor é mais familiar, talvez porque vim de uma aldeiaCom o teatro está, de alguma forma, a descobrir uma nova vertente desta profissão?

Na escola já tinha feito vários espetáculos, cerca de 13 peças. Já tinha tido essa experiência e senti que pertencia ali. A televisão e o teatro são duas coisas completamente diferentes. A televisão permite-nos fazer outras coisas. As pessoas, às vezes, ficam presas na ideia de que a televisão pode efetivar uma repetição mas não se trata de poder repetir, é uma outra dinâmica e eu também gosto muito de fazer novelas. A rapidez com que se chega às emoções e o exercício diário é maravilhoso. No teatro será sempre diferente porque nos confrontamos com o que é o nosso propósito de ser ator, que é a empatia que se cria com o público, a emoção que se passa. Aí é que reconhecemos se a nossa emoção está a ser passada, se estou a conseguir passar a mensagem. Porque é ali, é ao vivo, é a cores e é cru, e isso a televisão não tem, embora tenha outras coisas que eu adoro.

Recentemente disse, numa publicação feita no Instagram, que o José Raposo e o Carlos Areia a "enchem de amor". Será que esse demonstração de amor também se deve ao facto de saberem que esta é a sua estreia no teatro?

Sim, mas também porque tenho um charme notório [gargalhadas]. Este grupo é, de facto, muito unido. Pode parecer cliché e estamos fartos de dizer isto nas entrevistas, mas este grupo criou um elo de ligação muito forte, também proporcionado pelo Miguel Thiré [encenador] desde o primeiro segundo. Incentivou sempre a transparência, a partilha... Criámos todos um elo para partilhar as nossas coisas. O José Raposo eu já conhecia, porque já tinha trabalhado com ele e sempre tivemos este carinho um pelo outro. Eu gosto muito de conviver com pessoas mais velhas, o tipo de humor é mais familiar, talvez porque vim de uma aldeia e tive contacto com pessoas mais velhas. Com o Carlos houve uma empatia muito rápida e com o restante elenco também. Eles enchem-me de amor e eu também os encho de amor. Tento dar o melhor de mim todos os dias. Há uma enchente de amor neste grupo e é tão bom. Vai ser maravilhoso.

Acho que um ator não se define pelo género em que trabalha, um ator é aquilo em que se transforma em prol do género em que trabalha

Mas sabendo que a Isabela nunca fez teatro profissionalmente e que este registo de comédia não é tanto aquele que nos tem apresentado nas personagens que tem feito, como surge o convite?

Há cerca de dois anos que me estava a focar muito em fazer teatro. Queria mesmo fazer teatro e houve até uma altura em que pensei 'se não fizer teatro até ao fim deste ano eu vou criar a minha própria companhia' [risos]. Já tinha muitas saudades de fazer e o teatro dá-me outro alento.  Há um ano estive a ensaiar com a Marina Albuquerque e com o José Raposo uma peça, também pela UAU [produtora], e esse convite surgiu por sugestão do José porque estava sempre a comentar com ele que queria fazer teatro. Começámos a ensaiar essa peça, depois por complicações nessa passámos para outra e, entretanto, apareceu a pandemia e acabou por não acontecer nada. Eu voltei para o banco de suplentes à espera que me chamassem novamente e este convite surge agora. Às vezes, quando pedimos muito uma coisa que queremos e ela nos vem parar às mãos, não podemos dizer que não. Queria tanto fazer teatro que, ao surgir este convite, eu pensei 'tem de ser'. Acho que um ator não se define pelo género em que trabalha, um ator é aquilo em que se transforma em prol do género em que trabalha. Seja uma personagem dramática que faça em televisão ou uma personagem cómica que faça em teatro, o que importa é que a faça com integridade e com verdade.

Tem-se sentido confortável neste registo de comédia?

Já fiz a série 'Golpe de Sorte', onde dei vida a uma personagem mais cómica [Telma], embora mais 'abonecada' do que esta. Todos temos um bocadinho de muitas coisas e vamos aprimorando conforme as necessidades do que estamos a fazer. Eu adoro rir e considero que tenho muito sentido de humor, portanto é só acentuar um bocadinho mais isso.

Já conhecia a peça 'Trair E Coçar É Só Começar', que está há mais de 36 anos em cena no Brasil?

Não, não sabia, mas vou confessar: quando me disseram 'vamos fazer uma peça com o José Raposo' eu disse 'está bem, bora' [risos]. O texto está muito bem escrito e o elenco é excecional e, também por isso, a peça resulta tão bem.

A televisão será sempre um sítio ao qual voltarei porque me interessa

Para além da vontade de fazer teatro já havia expressado também a vontade de fazer cinema. Já há algum projeto pensado?

Eu adoro falar sobre estas coisas que quero fazer porque elas acabam por acontecer. Pensado ainda não há nada, mas quero acreditar que mais cedo ou mais tarde, com trabalho e foco, vai surgir alguma coisa.

E em televisão, há alguma coisa para breve?

Para já tenho a peça e estou muito feliz por estar a fazê-la. Vamos para o Porto em fevereiro, o que significa que será uma temporada longe de casa a absorver o que a cidade tem para nos dar. Em março não sei o que virá, mas tenho as expetativas sempre lá em cima. A televisão será sempre um sítio ao qual voltarei porque me interessa, porque tenho uma boa relação com a SIC e porque, acima de tudo, as novelas têm o seu público fiel e é também para ele que continuamos a trabalhar com integridade e respeito. Entretemos milhares de pessoas e isso deixa-me contente. A nossa profissão tem de ser dignificada seja qual for a área.

Acredito que, pela importância que a Isabela desempenha na SIC, seja do interesse do canal continuar a contar consigo. Sendo que só estará disponível a partir de março, já lhe foi dito que a estação quer voltar a tê-la numa novela nessa altura?

Só posso falar sobre aquilo que estiver prestes a ser efetivado, tudo o que está em 'stand by' não posso comentar [risos]. Mas quero acreditar que sim. A última novela que fiz foi 'A Serra' e fiz agora a série 'Praxx', para a Opto. Quando estiver mais folgada e quando a SIC quiser contar comigo espero voltar a trabalhar com eles.

Eu tenho um carinho muito grande pelo José [Mata], vou ter sempre

O início da sua carreira também passou pela moda. Qual é o espaço que esta área ocupa agora na sua vida?

A moda foi um meio para chegar a um fim. Nunca tive uma carreira longa na moda, embora tenha passado por lá e até tenha ganhado um concurso. Nunca foi uma coisa digna de uma grande notoriedade. Ocupa um lugar saudável mas pequeno. Continuo a fazer sessões fotográficas, o que me dá muito gozo, continuo atenta às tendências e a participar em eventos de moda. Tenho muito respeito pela área e pelos designers, principalmente pelos que optam pela sustentabilidade, ecologia e reaproveitamento de materiais.

A nível amoroso e depois de uma relação mais mediática, sabe bem que neste momento ninguém saiba nem fale sobre este aspeto da sua vida?

Nós fomos sempre muito discretos. Eu tenho um carinho muito grande pelo José [Mata], vou ter sempre, e estou bem. Sou uma mulher independente, gosto muito da minha liberdade e é nessa fase de autodescobrimento, autoconhecimento e amor próprio que tenho vivido nos últimos tempos. Estou rodeada de amigos, de extraordinários colegas, de uma família maravilhosa e o amor é isto também. Não tem de ser necessariamente romântico. Ter pessoas extraordinárias à nossa volta é muito bom.

Aos 26 anos e já com tanta coisa feita, onde se vê no futuro?

Quero muito fazer cinema português, acho que estamos cada vez melhores. Há uma tendência para igualar o maravilhoso cinema que se faz lá fora e isso só nos torna mais exigentes. Há muitos realizadores portugueses com os quais gostaria de trabalhar. Quero fazer também mais peças de teatro e ter um 'pezinho' lá fora, no mercado espanhol, por exemplo. Gosto muito de Espanha e dos costumes espanhóis. Vejo-me, também, a criar o meu próprio negócio no Alentejo.

E em que área se vai inserir esse negócio?

Isso agora... [gargalhadas].

Mas poderá estar relacionado com a moda?

Não, nada a ver com a moda. Um dia saberão, fica o suspense. 

Leia Também: "Já fui muitas vezes salva pela minha profissão e esta é mais uma delas"

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