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"Tudo o que tenho, já tinha antes de namorar com a Mafalda Castro"

Rui Simões, radialista da Cidade FM e comunicador digital, é o entrevistado de hoje.

"Tudo o que tenho, já tinha antes de namorar com a Mafalda Castro"

Os dias de Rui Simões começam logo de madrugada, às 5h da manhã. Quando o despertador toca, questiona: 'Porquê?'. Enquanto luta contra o sono, olha para a namorada, Mafalda Castro, que com um sorriso discreto lhe lembra que tem de ir trabalhar. E assim acontece. 

Todos os dias Rui anima as manhãs dos ouvintes da Cidade FM. Foi um desafio que surgiu recentemente e que o levou a sair da Rádio Comercial, estação para a qual deseja regressar um dia. 

É também namorado de Mafalda Castro, que conheceu quando foi convidado para ser repórter do 'Big Brother'. 

Em entrevista, o comunicador partilhou o seu percurso profissional, que começou nos 'Morangos com Açúcar', passando pela Engenharia Civil, até chegar à rádio. 

A ida da Mafalda Castro para a rádio Comercial foi uma surpresa?

Para mim não foi tanto porque acho que a Mafalda é Comercial. Tem espírito, cara e atitude de rádio Comercial. Estava à espera que surgissem propostas. No caso dela ficou um bocadinho [surpreendida], no sentido em que é a rádio mais ouvida do país, acho que quem faz rádio tem sempre essa ambição. Isto foi daquelas situações em que ela tinha mesmo o sonho. Quando aconteceu foi uma explosão de emoção dentro dela, ficou muito feliz. 

Agora vão trabalhar os dois na mesma casa. Isto vai trazer novos desafios?

O desafio agora vai ser levar apenas um carro para o trabalho, até vai dar jeito [risos]. Agora pertencemos ao mesmo grupo, quem sabe vamos os dois para o refeitório num ambiente muito romântico...

Chegou a dizer que acabou por ser uma vantagem manter uma relação com uma pessoa da área, até porque acabam por se compreender melhor. 

Sim, acho que o facto de trabalharmos os dois na mesma área leva-nos a perceber as angústias um do outro ou o que estamos a pensar sem termos de dizer grande coisa. Há uma maior facilidade de apoio. 

E o sonho do Rui? Também passou sempre pela rádio?

Não, não, não… Nem sei bem qual era o meu sonho quando era mais novo, acho que era não fazer nada e passar o dia todo no sofá a ver séries [risos]. Sabia que gostava de comunicar, de pessoas, do público, mas sempre percebi que este meio era pequenino e que era difícil lá chegar. Como sempre tive receio, tentei arranjar, primeiramente, um plano A e a comunicação seria um plano B, por isso é que decidi tirar Engenharia Civil. Só que houve ali um momento da minha vida em que pensei: ‘ok, agora trabalho em Engenharia Civil, se tudo correr bem vou ter que fazer isto até aos 60, 70 anos… Será que vou ser feliz todos os dias? Será que é isto que vou querer fazer?’. 

Como é que me apaixonei pela rádio? Tirei um workshop de apresentador e um dos módulos era o de rádio, que na altura foi dado pelo Diogo Beja. Gostei do módulo, das coisas que ele ensinou… Numa visita guiada aos estúdios da Comercial, em que vou ver o Diogo Beja a fazer o programa, pergunto-lhe: 'olha lá, é isto que vocês fazem?'. Porque aquilo parecia-me duas pessoas que já se conheciam há muito tempo numa conversa de café. Foi a partir desse momento que pensei que era aquilo que queria.

Chegou também a participar nos 'Morangos com Açúcar'. Como é que surgiu a oportunidade?

Nessa altura foi o último ano em que tinham o casting aberto a toda a gente e um amigo meu convenceu-me a ir lá. Quando chegamos estava uma fila gigantesca, algumas pessoas com tendas e por dia só entravam mil pessoas e, por isso, não conseguimos entrar. No dia a seguir acordamos estupidamente cedo e lá conseguimos... Éramos o número 900 e qualquer coisa. No início era tirar duas fotografias, ele acabou por não ficar, eu passei.

Soube que tinha sido escolhido num antigo café da margem sul, estava a jogar snooker, toca-me o telemóvel e era um senhor: 'Soube que fez o casting para os Morangos com Açúcar e gostávamos de contar com a sua presença para ser ator na 3.ª temporada'. Eu fiquei tão contente… Estava com um taco na mão, disse um palavrão e parti-o em cima da mesa.  

E os seus pais reagiram bem?

Sim, sempre fui livre para fazer o que me dava na cabeça, menos assaltar um banco. A minha mãe nunca me prendeu. Nessa fase dos ‘Morangos’ e sabendo como o meio funciona, fez ali um bocadinho o papel de advogado do diabo. 'Será que é mesmo isso que queres? Agora vais perder um ano de escolaridade e depois as coisas acabam por não dar em nada'. Teve um discurso que acho necessário para levares com um banho de realidade. E, de facto, depois da série não surgiu mais nada. 

E ficou deslumbrado na altura, apesar dos avisos da sua mãe?

Acho que é impossível não te deslumbrares com os 'Morangos com Açúcar', pelo menos para uma pessoa que não era conhecida como eu. As pessoas conhecem-te na rua, estás muito à vontade numa discoteca… Acho que tens sempre de passar por essa fase e quanto mais cedo te deslumbrares melhor, porque acabas por perceber que é efémero. 

Pensei que se tinha acontecido nos 'Morangos' iria acontecer em outras novelas. Na altura até pensava que queria representação porque achava que era tudo muito fácil, estupidamenteFicou desiludido por não ter conseguido entrar em mais novelas?

Desiludido não, mas frustrado, porque as coisas aconteceram com muita facilidade. De repente faço um casting, em que nem estava à espera de entrar, e tudo aquilo acontece muito rapidamente. Pensei que se tinha acontecido nos 'Morangos' iria acontecer em outras novelas. Na altura até pensava que queria representação porque achava que era tudo muito fácil, estupidamente. Como era muito novo não sabia bem daquilo que gostava, se era de ser ator, se era daquilo que os ‘Morangos’ me davam, o do facto de ser conhecido… Há ali um conflito em que não percebes muito bem o que queres. 

Lembra-se do que fez com o primeiro ordenado que ganhou nos 'Morangos com Açúcar'? 

Lembro-me perfeitamente. Foi comprar muita roupa e ir de táxi para casa. Estoirei metade do meu ordenado a ir de táxi para todo o lado. Morava na margem de sul e ia até uma discoteca em Cascais de táxi. Em vez de fazer uma viagem e coisas de pessoas maduras, não, roupa e táxi.

Entretanto começou a trabalhar em Engenharia Civil e despediu-se. Foi preciso coragem, imagino. 

Era 'ou vai, ou racha'. Queria dedicar-me a 100% à comunicação e se as coisas não dessem, dava dois passos atrás. Na altura disseram-me que era maluco porque tinha um trabalho seguro.

E demorou muito até dar frutos?

Não. Às vezes penso que vivo com uma ferradura no bolso. Acabo o meu curso e aquela escola tinha uma parceria com a Sporting TV, as pessoas que acabavam iam fazer um casting. Vou fazer um casting, as coisas correm bem, mas não tinham espaço para mim. Fiz um trabalho não remunerado com o Vítor Moura, ainda na altura do 'Box Office', que era um magazine de cinema na TVI. A única coisa que pagavam eram os custos de alimentação, uns 150 euros. Lembro-me que tinha uns euros na conta, ia e voltava de carro do estágio, por isso, tinha algumas despesas. Antes de começar o trabalho a primeira coisa que fiz foi racionar o dinheiro para aqueles 3 meses. Andava mesmo a contar tostões.

Uma semana antes de acabar esse estágio, a Sporting TV liga-me a dizer que tinha aberto um canal desportivo e que a pessoa que tinham para fazer dois programas ia sair e queriam que fizesse outro casting. Fui fazer e eles gostaram de mim.

Às vezes caímos no erro de imitar as nossas influências, as pessoas que admiramos, isso já me aconteceu. Mas essas pessoas já existem. O Bruno Nogueira já existe, o Pedro Ribeiro já existe, o Manzarra já existe...O que aconselharias aos jovens que perseguem esse sonho tal como tu o fizeste?

Só há uma coisa que vocês podem controlar que é trabalho, trabalho, trabalho. Dediquem-se, entreguem-se. O resto não podemos controlar. Podes também não ser a pessoa indicada para aquele trabalho. Sê profissional, chega a horas, faz o que te pedem, se proativo, toma iniciativa. Interessa-te pelas coisas. Se quiseres rádio, ouve muita rádio incansavelmente. 

Ousadia, arrisquem sem medos e com originalidade. Às vezes caímos no erro de imitar as nossas influências, as pessoas que admiramos, isso já me aconteceu. Mas essas pessoas já existem. O Bruno Nogueira já existe, o Pedro Ribeiro já existe, o João Manzarra já existe... Portanto, acho que a originalidade é uma parte importante. E acho que seres atrevido também. Sejam otimistas, acreditem que as coisas vão correr sempre pelo melhor. 

O que responderia àqueles que criticam a contratação de pessoas, como o Rui, que não são formadas em comunicação, mas que são escolhidas para os trabalhos na área?

Há uma coisa muito comum na área da comunicação: é que estamos constantemente a arranjar justificações para o sucesso dos outros. Nunca achamos que nós estamos mal, os outros é que estão. Ou porque têm uma cara gira, ou porque têm seguidores no Instagram, ou porque conhecem A, B ou C… Mas gostava de dizer: experimentem olhar para dentro e não para fora. Em vez de estares a perder tempo a olhar para os outros, perde a olhar para ti.

Seria estúpido e hipócrita da minha parte dizer que não ganhei notoriedade nenhuma ao estar com a MafaldaSentiu que de alguma forma as pessoas pensam que conseguiu determinadas coisas por ser o namorado de… ?

Diretamente nunca me disseram nada, agora seria muito ingénuo se achasse que uma pessoa nunca pensou isso. Seria estúpido e hipócrita da minha parte dizer que não ganhei notoriedade nenhuma ao estar com a Mafalda. A Mafalda é uma pessoa que tem alguma visibilidade, com muitos seguidores no Instagram, para muitas pessoas sou o namorado da Mafalda Castro.

[Mas] antes de namorar com ela, já tinha estado na Sporting TV e na Comercial. Ou seja, já tinha tudo, tirando o nosso podcast que foi uma ideia conjunta. Claro que tenho mais visibilidade por causa da Mafalda, mas se é só por causa dela? Acredito que não. Tudo aquilo que eu tenho agora, já tinha antes da Mafalda.

A minha luta é que daqui a muitos anos digam ‘vai ali a namorada do Rui Simões’ [risos].

Que projetos tem em mão agora?

Estou nas manhãs da Cidade FM, algumas coisitas no digital e tenho o meu podcast com a Mafalda. Alguns projetos ficam na gaveta por preguiça.

O que é que gostaria de fazer a nível profissional?

Para amanhã era tentar tirar ali da gaveta um ou outro projeto a nível digital. Daqui a muitos anos era voltar para a Comercial - esse é o meu objetivo radiofónico. 

Teve pena de sair da Comercial?

Tive pena porque sabia aquilo que ia lá deixar, que basicamente eram as pessoas, sabia que ia deixar aqueles ouvintes e forma de trabalhar. Deixa-me saudades aquela sala de produção.

Como está a ser a experiência na Cidade FM?

Está a ser ótima. Começou como uma sugestão do Pedro Ribeiro. Acho que o Pedro sabe o que eu gostaria de atingir na vida em termos da rádio e está-me a dar alguns recursos para evoluir e daqui a uns anos poder lá voltar. É muito giro acordar às 5h30 da manhã, nada violento [diz com ironia].

O que é que diria ao Rui na altura em que foi fazer o casting para os 'Morangos com Açúcar?'

Sinceramente, faz tudo igual. Às vezes até tenho de me esforçar para arranjar coisas com que me queixar, tudo aquilo que ambicionava tenho hoje em dia. Tenho muitos sonhos para concretizar, mas ao dia de hoje tenho tudo o que quero. 

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