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"Tenho uma reforma de m****. Não temos que andar a pedir esmola"

Io Appolloni esteve à conversa com Daniel Oliveira, entrevista que foi transmitida este sábado, 26 de junho, no programa ‘Alta Definição’, da SIC.

"Tenho uma reforma de m****. Não temos que andar a pedir esmola"
Notícias ao Minuto

17:00 - 26/06/21 por Notícias ao Minuto

Fama Io Appolloni

Foram várias as recordações que partilhou durante a conversa com o apresentador, incluindo o tempo em que esteve numa relação com Camilo de Oliveira

A primeira gravidez, fruto do romance com o falecido ator, resultou num aborto “porque o Camilo ainda estava casado e não tinha saído a lei sobre os filhos nascidos fora do casamento”. “E não queria ter um filho de pai incógnito, era uma vergonha tanto para mim como para a minha família e, portanto, não quis passar por isso”, explicou. Na altura Io tinha 20 anos. 

Esta foi uma decisão tomada em conjunto com Camilo. “Devia estar de dois meses ou dois meses e meio. E tenho a impressão que foi a frio. Bom, não quero pensar mais nisso. Senti mesmo. É um horror”, confessou. 

Mais à frente, revelou o que a fez apaixonar-se por Camilo. “Por causa do sexo”. “Com o Camilo descobri o prazer sexual. Pensava que se pudesse ter só de vez em quando, afinal não. O orgasmo tem-se cada vez que tens relações. E mais, não tens só um, tens dois, três, quatro, cinco… impressionante”, afirmou. 

“A nossa relação não começou logo, mas quando começou, nunca mais parou. Durante sete anos, aguentei-lhe traições, uma atrás das outras, e […] para ele era só o corpo a funcionar. Não conseguia entender o que se significava a deslealdade, a traição. E eu conseguia perdoar. Chegou a uma certa altura que disse que bastava. Acabou. Ele não acreditava porque já tinha aguentado tantas vezes”, lembrou. 

Ao falar da maneira como descobria as traições, recordou um desse episódios: “Fui ao teatro e não viu a chave do Camilo. Fui ao camarim e estava fechado à chave. Bati à porta e não abriu. Meti a cabeça por baixo e vi quatro pés. Fui buscar uma enxada e ameacei que ia deitar a porta abaixo caso ele não abrisse. Abriu e estava com uma mulher feia até dizer chega. Portanto, pergunto-me, traiu-me com esta mulher porquê? Era só isso, o sexo, não significava mais nada. Gosto do Camilo porque não tenho raiva, passou”. 

A grande admiração pela mãe

Tenho uma admiração pela minha mãe, descomunal. Mas agora, porque agora tenho consciência disso, naquela altura não tinha”, disse, afirmando de seguida ao apresentador: “Eu disse-te para não me fazeres chorar, Daniel”.

Nesse momento, a artista recordou a filha que a mãe perdeu. A menina sofria de disenteria e “levaram-na ao colo até ao médico”. “Não conseguiram salvá-la. Passados 30 anos, o meu pai ainda chorava a morte daquela filha”, contou. 

Da mãe só guarda “boas recordações”, e explicou a razão de não ter ido ao funeral da mesma. “Não valia a pena. Porque quando vamos a um funeral, não vamos pela pessoa, vamos pelos outros, porque a pessoa que já morreu já não vê, já não ouve. Portanto, quando vamos ao funeral de alguém é para mostrar aos outros que aquela pessoa significou alguma coisa para nós. Mas como ia a esse funeral um irmão com quem não me dou… por isso é que não fui”, justificou. 

Homens que amou e os relatou de violência doméstica

Os homens desejaram-me, cobiçaram-me, mas não me amaram. A minha vida privada é melhor esquecer. Mas não me arrependo de ter amado os homens que amei”, afirmou. 

Nunca me arrependo de ter amado, mesmo o mais f*** d* p*** desta terra”, frisou, contando ainda que teve um companheiro que era muito “ciumento”. 

E no passado chegou a ser vítima de violência doméstica. “Estive grávida, não digo de quem, e deu-me um pontapé na barriga. Daniel, não me faças lembrar coisas tristes. Passei por tudo”, desabafou, admitindo que “houve separações”, mas que depois “ia buscá-lo porque o amava, desejava”. 

A paixão é um sentimento irracional terrível”, realçou. “Enquanto se vive num estado de paixão, é sempre muito perigoso, pode acontecer tudo”, acrescentou, deixando ainda uma mensagem a todas as mulheres que são vítimas de violência doméstica. 

Que se tentem libertar, é a melhor forma. Porque um homem que tem essa tendência não se renova”, destacou. 

A fase difícil após o filho ser diagnosticado com cancro

A luta do filho Bruno contra o cancro, diagnosticado quando o mesmo tinha 24 anos, foi outras das fases que a artista também lembrou durante a entrevista. 

Quando o meu Bruno me diz, mãe tenho um cancro. Pensas que chorei? Nem por sombra. Agarrei no telefone e 15 dias depois o meu filho estava a ser operado. Tinha 24 anos. Um cancro no testículo. Perante o meu filho, sempre com um sorriso nos lábios”, relatou. 

No entanto, em privado, teve momento de grandes desabafos. “À noite, quando me davam os ataque de angústia, gritava lá em cima no quarto. Chorava, gritava, era uma terapia. Porque depois de chorar tanto e gritar, dormia sossegada”, confessou. “E perante o meu filho, o que lhe dizia era para ele ter coragem e que ia conseguir. E conseguiu”, lembrou. 

“Gostavam tanto que os meus filhos tivessem filhos para saberem o que é que significa. E só se sabe o que significa ter um filho quando o tens, se não, não sabem dar o devido valor a uma mãe. Mas não te preocupes porque estou tão bem comigo própria. A minha autoestima, se calhar, é um bocadinho grande demais", comentou.

"Sei que fiz tudo o que devia fazer pelos meus filhos, eduquei todos com pais desencontrados. E saíram educados, estudaram, são todos formados, todos a trabalhar, todos a ganhar o seu dinheiro, são pessoas grandes e isso para mim é uma grande satisfação. Gostaria que se lembrassem um bocadinho mais da mãe. O Cami [filho] lembra-se todos os dias de mim, telefona-me sempre porque ele consegue perceber que um telefonema dele - nem que seja a dizer ‘mãe estás boa’, ‘mãe gosto de ti’ - para mim é uma vitamina… Os outros filhos não percebem ainda”, desabafou. 

O momento em que mudou de vida e a reforma “de m****” 

A dada altura na sua vida, Io Appolloni começou a vender doces. Mas houve quem a denunciasse para impedi-la de trabalhar. No entanto, não parou e até chegou a abrir a fábrica que já tinha nos planos. 

Continuei a trabalhar durante um ano na clandestinidade, tive um prejuízo de mais de 20 mil contos e esse dinheiro dava-me para poder fazer a fábrica, que gastei 30 mil contos nessa fábrica”, detalhou.

“Hipotecou” vários bens para ter dinheiro para que o negócio fosse em frente “o mais depressa possível”. “Passado um ano tinha a fábrica a funcionar”, lembrou, referindo que na altura “ganhou muito dinheiro” e conseguiu “pagar tudo”. Depois deu conta que “uma das empregadas estava a falsificar o Tiramisù através de um cliente”. “Foi uma facada tão profunda”, disse, tendo decidiu fechar a empresa.

Neste momento, diz, tem "uma reforma de m****. 395 mais os duodécimos faz 428 euros, e trabalho nem vê-lo". "E pedinchei em tudo o que é sitio, até na santa casa da misericórdia pedi. A vida de artista em Portugal é assim. E não sou só eu que estou nesta situação. Há dezenas deles”, destacou. 

Felizmente tinha algum dinheiro guardado, e conta-se os tostões. Não se pode gastar mais do que isto. Não há dinheiro para comprar um quilo de carne? Compra-se 200 gramas e logo se vê”, admitiu. 

Não é justo. Não temos nada que andar a pedir esmola, temos direito a trabalhar, mas em Portugal é assim. Sempre foi assim. Só se safaram meia dúzia deles", acrescentou.

"Tenho feito tudo para não pedir dinheiro a ninguém porque fiquei traumatizada. Uma vez, nos anos 80, estava à rasca e agarrei em todas as joias que tinha e fui ter um amigo que sabia que tinha dinheiro. Dei-lhe a garantia das minhas joias para me emprestar dinheiro e não me emprestou. A partir desse momento, vou fazer tudo para não pedir dinheiro a ninguém. Antes vai-se vender isto tudo. Sou uma mulher serena”, partilhou. 

Antes de terminar, a artista confessou: “Não sou feliz neste momento. […] Esta [dor] ciática, mais a depressão, não me deixam ser uma pessoa feliz, mas sou serena”. 

A morte não me preocupa, o ser humano tem que se preocupar com o que está aqui, agora, tem que ser gente aqui e agora, e não é pedir perdão para merecer o céu, é portar-se bem como ser humano, fazer bem aos outros, não fazer mal aos outros, já é muito bom”, realçou ainda. 

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