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"A minha vida passará sempre pela comunicação e pela televisão"

Natural de Santa Maria de Lamas, vivendo em Lisboa há vários anos, Isabel Silva não tem medo de meter as mãos na massa e embarcar em novos desafios. No entanto, todos eles têm de estar em sintonia com o seu “estilo de vida do bem”.

"A minha vida passará sempre pela comunicação e pela televisão"

"Em primeiro lugar sou uma comunicadora, essa é a minha profissão, é aquilo que gosto de fazer”. Isabel Silva pode até ter muitos outros projetos que a ligam ao empreendedorismo, mas no final o que lhe dá realmente “prazer” é a comunicação, área na qual é formada.

Há dez anos que começou a construir carreira em televisão, na TVI, estação da qual se despediu recentemente para ir à procura de novos desafios. E enquanto aparecia no pequeno ecrã, o lado de empreendedora, de empresária, foi surgindo na sua vida “sem pensar que esse era o grande objetivo”. “Vou-me deixando levar pelos projetos que me causam boas sensações, emoções, e que sei que com estes posso contribuir para um mundo melhor”, afirmou em conversa com o Fama ao Minuto.

Uma entrevista que surge no âmbito do lançamento do novo projeto, a marca VOA, mas que nos levou ainda a viajar pelo estilo de vida saudável, a falar da saída da TVI e dos rumores em relação a alegados convites de outras estações.

Isto de ser saudável é uma droga do caraças. Sou completamente viciada na vida saudável. E ser feliz é curtir a felicidade e aceitar que há momentos que não são tão bons

Quando pensamos na Isabel Silva automaticamente pensamos na sua energia, no estilo de vida saudável… Mas quando e como é que começou esta preocupação com este estilo de vida? Foi desde sempre?

Sempre fui assim. Isto é uma coisa que já vem do ensinamento dos meus pais. Acho que na barriga da minha mãe já praticava atividade física. Tive uma infância muito feliz em Santa Maria de Lamas. Sempre fui habituada a consumir os alimentos consoante aquilo que a terra nos dá. Tive uma vida muito simples. Todos os dias almoçava com os meus avós, estava habituada a ver a minha avó a ir buscar os legumes à terra, a cortar, a lavar e a meter na mesa. Sempre me habituei ao sabor dos alimentos, de maneira que isto é um estilo de vida muito fácil para mim. Como de tudo. Como pizza, lasanha, hambúrguer, não olho às calorias. O que para mim é fundamental é a qualidade da matéria-prima, tem de ser boa. Claro que não gosto de comer enlatados ou pacotes de coisas. Gosto de comida natural, pura, que tem a ver com a minha pessoa. Sou muito natural, simples, pura...

Agora, não sou nada fundamentalista. Adoro beber um copo de vinho. A minha avó quando faz anos faz um mega bolo com açúcar refinado e eu como uma fatia. Mas no meu dia-a-dia é uma coisa tão natural. E a atividade física faz-me sentir livre, dá-me foco, discernimento e adoro tudo o que tenha a ver com o corpo, com a qualidade. E quando falo em nutrir o meu corpo é com a comida, com o desporto, com o descanso, com o convívio com os outros… É tudo isso que me dá power, clareza e criatividade para criar coisas.

Às vezes as pessoas perguntam qual é o segredo. O segredo é tu cultivares a tua pessoa. É cuidares de ti porque o ser humano é tão poderoso… Digo isto porque há dias em que também estou mal e passo por fases, não estou sempre [em alta]. Quando estou bem penso que quero estar sempre assim. E porque é que agora estou assim? Porque realmente ando a ter uma alimentação sem açúcares, o meu índice glicémico não está lá em cima, estou zen, centrada, porque ando a dormir bem, porque não ando tão ansiosa. Tudo isto contribui para depois seres melhor naquilo que fazes. Eu acredito muito nisto. Aliás, só sei viver assim. Isto de ser saudável é uma droga do caraças. Sou completamente viciada na vida saudável. E ser feliz é curtir a felicidade e aceitar que há momentos que não são tão bons. Sou uma pessoa feliz, mas isso não significa que esteja feliz todos os dias.

Não há muito tempo esteve infetada com Covid-19 e ficou sem paladar e olfato. Teve mais algum tipo de sintoma?

Perdi o paladar e olfato em novembro e ainda não recuperei a 100%. Aliás, há vários casos de pessoas que ainda não recuperaram. Mas estou cada vez melhor, já estou tipo a 80%.

As pessoas têm de viver a vida sem fundamentalismos com a consciência de que o mais importante é estarmos sempre no centro 

E como foi quando se deparou com essa realidade? Sentiu algum medo?

Não! Tive algumas dores de corpo, mas depois passou. Passei bem, mas custou-me porque nem sequer podia levar o Caju à rua. Quando alguma coisa me acontece - pelo menos é assim que tento levar a vida -, passo o momento da tristeza mas depois tento perceber: ok, vou estar assim X dias, o que é que posso fazer para saber lidar com isto da melhor forma possível? Dedicava 20 minutos do dia em que me obrigava a ir à varanda apanhar sol. Deitava-me à hora X e acordava à hora Y, dedicava um tempo do meu dia a fazer desporto, e quando me sento na secretária é para trabalhar. Funciono muito bem com foco e organização. Portanto, sempre que me é colocada uma adversidade, coloco sempre essas duas valências em primeiro lugar, foco e organização, que é para conseguir encarar os dias com tranquilidade.

Continuo a ter ambição e vontade de construir uma carreira brilhante no mundo da televisão que é uma coisa que gosto

Aliás, esse ‘regime’ de ter horas para acordar e deitar faz parte do seu estilo de vida saudável.

É a minha vida. Claro que ainda na semana passada tive de ir a casa de um amigo, acabei por jantar lá e deitei-me às 23h30. Houve outro dia também que me deitei mais tarde e depois acordei um bocado cedo, e roubei umas horas de sono à cama… Agora, quando estás mais cansado, mais irritado, é tu perceberes de onde é que aquilo vem, e depois é tornar a equilibrar. Ainda há duas semanas quando estava no Norte com os meus pais bebi dois copos de vinho e fiquei super zen, e está tudo bem. A vida é isto. A minha mãe fez uma sobremesa e eu comi. Gosto de viver a vida. O importante é estar sempre bem.

E gosto de comer uma francesinha… Ainda agora a minha avó diz que no Natal quer fazer um peru para mim, que ela tem lá em casa, e eu vou comer peru. Gosto de uma boa mariscada e beber um bom vinho verde, gosto de dançar, de sair à noite… A vida também nos pede isso. Temos de viver e experimentar coisas. Agora, estou é centrada. As pessoas têm de viver a vida sem fundamentalismos com a consciência de que o mais importante é estarmos sempre no centro.

Não saio da TVI por ter desistido da televisão, nem pensar. Saio precisamente pelo oposto, porque quero consolidar-me e crescer cada vez mais em televisão 

Disse que o empreendedorismo surgiu sem ser planeado… Mas alguma vez pensou nisso como uma forma de assegurar o seu futuro para o caso de em televisão não dar certo?

No início, não. Fui fazendo. Mas hoje em dia, ou nos últimos dois anos, penso nisso. Privilegio muito a minha liberdade, e acho que todos somos seres livres e temos de ter capacidade de escolha. E nós sabemos qual é o melhor caminho para nós. Quando trabalhas para outros, que é ótimo porque cresces imenso, mas também cresces de acordo com aquilo que a tua chefia quer. Ou seja, tens de responder a uma entidade patronal. Portanto, trabalho no mundo da televisão e trabalhei dez anos na TVI - que é uma estação que amo de coração.

A minha vida passará sempre pela comunicação e pela televisão também, porque quero voltar a trabalhar em televisão e adoro, porque gosto é disto, de comunicar e criar conteúdos. A grande diferença, e no mundo da televisão - que neste caso foi lá que cresci nos últimos dez anos, e que venham os próximos pela frente –, é que tu trabalhas com uma casa que tem uma entidade patronal e que toma as suas escolhas. O mais importante aqui é tu estares feliz no local onde estás. Sentires que no sítio onde estás, estás a fazer o trabalho da forma que desejas.

Porque é que gosto também de ter os meus próprios negócios? Porque aqui sou também a dona de mim própria. Acho que isso é muito bom, que é tu teres o teu porto de abrigo, a tua base. Obviamente que podes desenvolver outros projetos para outras coisas, mas depois voltas à tua base. Continuo a ter ambição e vontade de construir uma carreira brilhante no mundo da televisão que é uma coisa que gosto. Por isso é que acho que é importante em todos os negócios que tenho perceber muito bem qual o meu contributo, e perceber as pessoas que estão comigo para o projeto poder crescer.

Como é óbvio, na VOA tenho um papel preponderante na criação de conteúdos e na comunicação, mas em toda a parte operacional e de logística tenho uns sócios que fazem isso muito melhor do que eu. O meu E-FIT é a mesma coisa. Estou lá, vou às reuniões, tenho uma equipa comigo. Estou sempre direcionada para esse foco, mas também tenho de me saber posicionar. Tenho vários projetos, mas o meu grande objetivo e o meu grande foco é continuar na área da comunicação, da televisão, da rádio, é onde quero também continuar a crescer.

Não saio da TVI por ter desistido da televisão, nem pensar. Saio precisamente pelo oposto, porque quero consolidar-me e crescer cada vez mais em televisão. Mas também nos projetos que acho que estão cada vez mais alinhados comigo, e que podem contribuir cada vez mais para o entusiasmo e felicidade daqueles que nos veem na televisão.

Percebi que não ia crescer na TVI. Ia ficar muito estagnada

A TVI está numa fase de transformação, de mudança. Sentiu que não se encaixava muito bem nesta nova fase, foi um bocadinho isso?

Sim, claro. Tinha vontade de abraçar outro tipo de projetos. Mas atenção, tenho um profundo carinho e respeito pela TVI e adoro a TVI. Dou-me bem com toda a gente da TVI e tenho saudades, claro, de toda a gente, mas estou muito serena e segura da decisão que tomei. Não foi uma decisão fácil, foi muito ponderada, mas percebi que não ia crescer na TVI. Ia ficar muito estagnada. E está tudo certo, não tem problema nenhum porque respeito muito as estratégias de comunicação do canal e as escolhas do canal, entendo. Mas sou muito apologista de quem não está bem e quer abraçar outro tipo de projetos tem de voar. Agora, voar não é fugir. Só estou a voar para outro alinhamento porque quero muito continuar a trabalhar em televisão, obviamente.

Já fez muitas coisas na TVI, mas o que gostava de fazer em televisão nesta fase?

Tenho muita vontade de abraçar projetos que contribuam para entreter e acrescentar valor na vida das pessoas. Gosto muito de programas inspiracionais, de transformação. Todos os programas que envolvam pessoas e que provoquem transformação de pessoas acho que são ótimos. Estou a falar de um ‘The Biggest Loser’ (‘Peso Pesado’), um ‘MasterChef’, programas de desafios em que tu como apresentadora apresentas mas podes estar envolvida com eles e ajudá-los a ir a um próximo nível… Gosto daqueles programas em que tu como apresentadora também podes ser uma coach, quase. Gosto do daytime porque todos os dias há um tema diferente o que te obriga a pensar rapidamente, a saber improvisar, obriga-te a estudar muito, e eu gosto de estudar. Mas depois também gosto de programas leves, de jogos, de desafios, de entrevistas… Há tanta coisa que quero fazer em televisão, e ainda fiz tão pouco.

Nunca recebi nenhuma proposta de nenhuma canal, nem da RTP, nem da SIC

Neste momento as pessoas estão cada vez mais a apostar no digital. Nunca pensou em dedicar-se mais a essa área, ou a televisão é mesmo o seu foco?

A televisão, a rádio, a comunicação... Obviamente que tenho esse desejo de voltar à televisão, tenho desejo de, quem sabe, eventualmente, experimentar a rádio que é uma área que adoro… Mas paralelamente a isso vou alavancando outros projetos. Tenho a minha DoBem que é um canal, o meu Instagram... Na DoBem eu produzo uma série de conteúdos e ali posso criar também episódios, programas, entrevistas, ter crónicas, ter receitas… Ter exatamente programas de TV dentro da própria DoBem. Gosto de estar em todas as frentes da comunicação que é aquilo que me apaixona. Portanto, posso estar em televisão, em rádio e posso estar na minha DoBem ou desenvolver um projeto para um canal por cabo… Estou muito disponível. Tenho vontade de trabalhar, de aprender e evoluir.

Tem-se falado muito de uma possível ida para a SIC ou para a RTP, por exemplo. De facto já houve alguma proposta?

Não! Nunca recebi nenhuma proposta de nenhum canal, nem da RTP, nem da SIC. Fico muito contente por sentir que os canais gostam de mim porque sou convidada para ir aos canais e vou com toda a alegria. Até tem sido interessante para mim porque tenho conhecido outras equipas, outras pessoas e outras formas de trabalhar, mas nunca recebi nenhum convite.

“2021 é um ano de transformação da minha pessoa”, esta foi uma afirmação sua no ‘Maluco Beleza’, de Rui Unas. Como está a ser este processo de transformação e o que gostava de dizer no final de 2021?

Está a ser incrível porque estas minhas decisões têm tanto de certo, como de incerto. Mas isso é a magia da vida. Quando tomas uma decisão na tua vida - esta é uma, mas estou a tomar várias -, tens de estar muito alinhado com os teus valores, com a tua essência, com aquilo que te faz feliz. Não estou a dizer que sou melhor ou pior do que alguém, eu cá dentro já descobri o que me faz bem, que pode ser diferente daquilo que faz bem a outra pessoa. O que interessa é estarmos todos bem. Mas estou muito alinhada com o meu caminho, com a certeza de que tenho um caminho com pedras, pedregulhos, desafios, e que preciso muito de força, daí a minha necessidade de estar nutrida para encarar estes desafios com leveza e discernimento. Sinto que ainda estou no início desta transformação.

Esta transformação já começou em outubro/novembro. Desde aí até agora, já cresci imenso e aquilo que digo sempre, e que quero dizer às pessoas, é que nunca tenham medo de tomar as decisões que vêm cá de dentro. Quando a tua intuição te diz algo, tens de ir por aquele caminho. Às vezes as pessoas não querem pensar muito nisso porque tens que escarafunchar a tua alma e dói. Tens de enfrentar determinadas coisas. Tive momentos em que estive muito triste e agora não estou. Nunca duvidem da vossa intuição porque ela nunca nos engana. Agora, tens de fazer um trabalho muito grande contigo própria para perceberes o que é que a tua intuição está a dizer, este escutar a alma é muito importante.

Vou chegar ao final de 2021 e tenho a certeza que é isto que vai acontecer que é: tenho tomado as melhores decisões da minha vida porque vou sempre ao encontro da minha intuição e dos meus valores. E se me perguntam onde é que vou estar no final de 2021, não sei. Se sei como é que vai estar a minha vida daqui a três ou quatro meses? Não sei, mas estou a fazer o meu caminho porque há uma coisa que eu sei, estou no caminho certo. Ao início pensava muito e punha a carroça à frente dos bois, pensava no que é que ia acontecer. Agora já não estou assim. Tu não podes saber tudo, não podes controlar tudo. Tens é de saber que estás a seguir a tua intuição, e quando começam a vir pensamentos tóxicos, paras, vais apanhar sol, dar uma corrida, sair com os amigos… esqueces. E é isso.

Leia Também: Isabel Silva lança nova marca que "reflete o seu estilo de vida"

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