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  • 27 OUTUBRO 2021
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"A TV é cheia de preconceito. O que vende é a mulher branca, hétero"

Frontal, direta e disruptiva, mas com muito sentido de humor, Cecília Henriques é a entrevistada de hoje do Fama Ao Minuto.

"A TV é cheia de preconceito. O que vende é a mulher branca, hétero"

Foi dominada pela oxitocina - conhecida como a 'hormona do amor', muito presente na gestação - que Cecília Henriques, de 31 anos, aceitou ser entrevistada pelo Fama Ao Minuto. Mas ainda que a gravidez seja no momento o seu motivo de maior felicidade, esta conversa esteve longe de ser apenas sobre a chegada da sua primeira filha, a bebé Celeste.

Antes de ficarmos a saber como será no papel de mãe, quisemos saber quem é a atriz Cecília Henriques e que outros papéis assume no palco da vida. 

De forma frontal, direta e disruptiva, mas com muito sentido de humor, é assim que a atriz nos fala sobre a falta de apoio à cultura em Portugal, os 'maus-tratos' ao teatro e os preconceitos que ainda vivem atrás dos ecrãs de televisão. 

Como é que nasce a tua vontade de ser atriz?

Quis ser várias coisas, caçadora de tornados, meteorologista, bancária, depois comecei a perceber que o melhor para ser estas coisas todas era ser atriz. Era muito pequenina quando comecei a ter estas vontades. Na escola já fazia teatro, dança e também escrevia, foi aí que comecei a ganhar o gosto pela criação. Escrevia umas peças no colégio católico, onde andava, peças sobre o aborto e coisas assim muito polémicas. Gostava dessa sensação. No 9.º ano, quando tive possibilidade de fazer alguma coisa direcionada para a área, disse à minha mãe que queria ir para um escola de teatro. A minha mãe foi linda e querida e disse, claro que sim.

Aos 12 anos dizias que querias mudar o mundo através da arte, com o passar dos anos desististe da ideia ou a vontade permanece?

Já não com a mesma ingenuidade, mas sim. Com certeza continuo a tentar fazer isso, pelo menos mudar a bolha a que temos acesso. Penso sempre em fazer objetos artísticos onde possa questionar, onde possa pôr as pessoas implicadas em assuntos. Continuo a querer isso, não com a mesma ingenuidade e a pensar que poderia salvar o mundo inteiro… mas é isso ainda que me move, sim.

Dizes sempre com muito orgulho que estudaste no Chapitô. Consegues explicar o porquê de todo esse orgulho?

Eu adorei. Imagina, uma rapariga de 14 anos que estudava num colégio católico e que vai para uma escola de circo em Lisboa, no Castelo. É um sonho, a escola é incrível, lindíssima. Tínhamos aulas de circo, de dança, de teatro. Muita agente menospreza um bocadinho o Chapitô porque é a escola dos palhaços, mas o Clown é uma técnica super importante para qualquer pessoa que goste de interpretar. Tenho orgulho porque acho que me deu muito mais ferramentas do que se fosse só estudar teatro. Fazia teatro onde não se usava a palavra, fazia performance, também podíamos fazer espetáculos nossos e isso sempre foi uma coisa que gostei de fazer e que faço agora.

É o queixume só por si que não gosto. Não podes apenas dizer que está tudo mal e na realidade não fazes grande coisa para mudar…Surges em televisão na série ‘Lua Vermelha’, mas antes disso a tua carreira começa no teatro e ainda muito nova. Como foram esses primeiros anos?

Foram maravilhosos, foram maravilhosos. Comecei a fazer teatro profissional ainda era muito pequenina, tinha para aí 16 anos. Fizemos um espetáculo no Festival de Almada, com os Artistas Unidos e com uma encenadora norueguesa. Na verdade, não tinha grande noção de que já estava inserida num bom mercado dentro do panorama artístico lisboeta e português. Divertia-me imenso a fazer aquilo e ainda me pagavam no final. Foi um momento muito feliz, sem a noção real de que aquilo era trabalho. Isso é muito bom, isso é o que se quer. Foi super motivador, uma miúda que sai da escola e tem logo trabalho numa companhia de teatro, é raro e foi muito fixe. Foram tempos felizes, paguei muitas coisas aos meus amigos [risos].

Já te ouvi dizer que o teatro em Portugal é maltratado, mas também já te ouvi dizer que não gostas de ouvir os "queixumes" de alguns atores que dizem que é muito complicado fazer teatro. Explica-nos qual é afinal a tua opinião.

É o queixume só por si que não gosto. É a ideia de: o teatro não dá dinheiro, ninguém vive do teatro. As pessoas que fazem teatro têm de estar implicadas, têm de lutar por melhores direitos. Não podes apenas dizer que está tudo mal e na realidade não fazes grande coisa para mudar… não vais às reuniões do sindicato, não fazes arte sobre esse assunto. As pessoas querem os mesmos valores que se praticam em televisão no teatro e isso não acontece, acontece numa companhia ou duas... onde o trabalho também não é muito bom.

Quanto ao facto de o teatro ser maltratado. Vejo a cultura exatamente como a educação, não é tanto uma questão de dinheiro. No entanto, ainda estamos a lutar por 1%. Vivemos num país super atrasado, até há bem pouco tempo vivíamos numa ditadura. É completamente diferente quando comparando com outras cidades europeias. Estamos muito atrasados no sentido do valor que se dá à cultura, valor em termos imaterial e material. É uma dualidade, na verdade, mas é isso.

Achas então que em Portugal o teatro é maltratado não só por quem governa como pelo público que não lhe dá o devido valor?

Acho que o público não tem grande culpa. As pessoas não estão habituadas, não estão habituadas porque não há uma política cultural da parte do governo enraizada em que normalmente as pessoas vão todos os fins de semana ver um espetáculo, um museu, uma exposição. Isso é uma coisa que se cria, obviamente que estamos ainda a tentar criar outras coisas que são necessárias para que as pessoas consigam usufruir do direito à cultura no seu expoente máximo. As pessoas não têm capacidade monetária, há a descentralização. Não culpo tanto o público, mas culpo o Estado. A falta de interesse das pessoas é devido ao facto de acharem que a cultura é entretenimento, e isso só acontece porque o público tem muito mais fácil acesso ao entretenimento - que é um live no Instagram, uma telenovela… isso é entretenimento, isso não é cultura. O público não costuma diferenciar esta duas coisas, que são coisas diferentes.

Vemos sempre os mesmos atores e estamos sempre a ouvir Tchekhov e Shakespeare e já estamos todos muito cansados… pelo menos euE o que é que é preciso mudar?

Ai filha, tanta coisa [risos]. Não temos política cultural, para isso temos de mudar as medidas de apoio à cultura. Primeiro que tudo, era bom não estarmos aqui todos a lutar por 1% para a cultura. É um valor ridículo que ainda hoje estamos a pedir. 

Depois acho que os concursos que existem de apoio a companhias e a estruturas de teatro pecam por algumas coisas, primeiro por falta de dinheiro. Há imensas companhias que concorrem e têm candidatura elegível, só que não há dinheiro. Depois há coisas que são analisadas nos concursos que não são analisáveis. Não é possível quantificar a importância de um espetáculo artístico e também não é quantificável o número de espetadores que vais ter. Deveria haver espaço para tudo, espaço para teatro comercial, teatro de autor, teatro experimental, performance, espaço para espetáculos onde só vão 10 pessoas e para aquele onde vão 10 mil. E isso não acontece. Ficamos nas mesmas quatro ou cinco companhias em Lisboa, que ficam com o subsídio há anos, desde que a minha avó está viva, e é uma chatice porque vemos sempre os mesmos atores e estamos sempre a ouvir Tchekhov e Shakespeare e já estamos todos muito cansados… pelo menos eu.

Foi para mudares alguma coisa que criaste ao lado do Raimundo Cosme criaste a Plataforma 285?

Não, criei a Plataforma porque queria falar sobre questões minhas e queria desafiar-me. Queria falar sobre temas, questionar-me sobre o que era o teatro, a ideia de personagem, de texto. Foi uma coisa mais egoísta. No entanto, quando fazes um espetáculo que vem de ti as coisas estão lá. Nas coisas que faço na Plataforma e com o Raimundo temos sempre alguma coisa sobre esta ideia de não cultura em Portugal, porque faz parte de nós, vivemo-la todos os dias.

Para quem não conhece, de que forma apresentas este projeto?

É um projeto que cruza a ideia de entretenimento e da pop com outros conceitos mais profundos. É um trabalho onde eu e o Raimundo escrevemos os textos, às vezes outros colaboradores também, fazemos tudo de raiz e onde usamos quase sempre música. Não fazemos personagens, são sempre personas. É muito divertido, venham ver.

A cultura não é um live no Instagram, isso é entretenimentoEm tempos de pandemia, como tem sido fazer este projeto sobreviver?

Nós até estamos bem, dentro do género. Estive a fazer uma novela, parei, fiz dois espetáculos e recebemos dois apoios da DGARTES para dois espetáculos, um que fizemos agora e outro que vamos fazer no final do ano no CCB. Chama-se ‘Esa Cosa LLamada Amor’, foi o nosso primeiro espetáculo e vamos voltar a fazê-lo agora, 10 anos depois. Em vez de estarmos parados continuamos a criar, porque as migalhas que o Estado nos tem dado, devido a esta crise pandémica, quase que nos obrigam a continuar e acho que isso não é certo. Acho que isto seria uma boa fase para todos pararmos, fazer reset e questionarmos como temos feito cultura até aqui.

Achas então que os apoios do Estado aos artistas nesta fase de pandemia deveriam surgir em moldes diferentes?

O que nós estamos a fazer é, tomem lá mais um dinheirinho e façam uma coisa streaming, uma conversa online, mas continuem a produzir. A mim parece-me que é produção por produção.

Em Berlim, no início da pandemia, no ano passado, a discussão era: Ok, vamos dar 5 mil euros a cada artista por cabeça e eles não têm de fazer nada. Damos este dinheiro para eles sobreviverem este mês e para o próximo logo se vê. E o que acontece connosco é: Ok, têm este apoio, podem concorrer e se ganharem têm de fazer 400 relatórios, não sei quantas conversas online, streamings, concertos online. Não me parece justo. O que me parecia justo era: Vocês agora não têm como fazer, tomem este dinheiro e sobrevivam. Das coisas mais importantes é que todos, vivendo num estado social, tenham o salário que precisam para viver. Todos, todos os cidadãos.

Não é nada fácil fazeres televisão no sentido em que também não é pelo talento que vais lá… Não concordas então com a ideia de que nesta fase a cultura assume um papel importante para que as pessoas em casa tenham o que consumir?

Pois, isso é uma coisa que a mim me faz muita confusão. Não gosto de ver espetáculos streaming, não gosto de ver concertos streaming... eu não gosto, mas há pessoas que gostam. E também acho que a cultura não é um live no Instagram, isso é entretenimento, e não tem mal, mas é completamente diferente. Pelas pessoas com quem tenho falado, há muita gente que sente o mesmo. Agora, se há pessoas que gostam e que aderem, acho que todas essas coisas streaming e online têm de ser pagas e tem de ser feitas com algum cuidado. De repente estou a ouvir uma pessoa com um cavaquinho a tocar no meio da cozinha, não. É ir a um estúdio e fazer. É bom que existam condições para as coisas serem feitas.

Tens uma forte ligação com o teatro, mas ao contrário de muitos artistas assumes que gostas de fazer televisão.

Sim, gosto muito. Divirto-me imenso. Tenho tantas coisas para aprender ali. A televisão funciona de forma muito rápida. Recebes os textos três dias antes e tens de resolver aquilo na tua cabeça em cinco minutos. Grava-se muito rapidamente e, às vezes gravas 30 cenas num dia, isso cria-me desafios e com os quais gosto de trabalhar e que me divertem.

E há outra coisa, a televisão, que é entretenimento, tem um alcance inigualável. Milhões de pessoas veem as novelas e o que tenho visto acontecer, e que devia acontecer muito mais, é que alguns assuntos super importantes e educacionais começam a ser abordados. Já se fala de questões como o racismo, nem que seja pela rama, porque acho que é tudo muito pela rama, questões LGBT e outros assuntos que é importante desmistificar. 

Vivemos em Portugal, que tipo de fama? Não temos paparazzi a correr atrás de nós, as pessoas é que chamam os paparazziE é fácil partir do teatro e chegar à televisão?

Não, não acho que seja nada fácil. E depois há aqueles atores que são muito eruditos, os que gostam muito de dizer que odeiam televisão... é um género, acho que esses atores muitas vezes não foram convidados para fazer… pronto, têm ali qualquer coisa por resolver.

Não é nada fácil fazeres televisão no sentido em que também não é pelo talento que vais lá… quer dizer, no meu caso não deve ter sido o meu belo corpinho [risos]. No meu caso, fiz um casting... portanto, nem foi sorte nem foi ser muito linda, só correu bem. Obviamente que a televisão não é um poço de talento, mas tem imensa gente talentosa e cada vez mais. Na SIC, por exemplo, a programação prima por ter atores antigos, bons, pessoas que são ícones. Tem acontecido esse maior cuidado, eu pelo menos tenho sentido. Sempre que vou para uma novela já não tenho medo de estar a contracenar com tantos canastrões assim [risos].

E acho que é difícil porque, por exemplo, eu fiz a ‘Lua Vermelha’ e depois fiz apenas pequenas participações. Fiz muito muito teatro e durante muito tempo não tive assim uma incidência clara numa novela. Só no ‘Amor Maior’ é que recomecei a fazer com maior incidência. É um meio super rápido.

Foi a tua personagem na novela 'Amor Maior', a Gisela, que trouxe maior notoriedade e a chamada fama. Como geriste o facto de passares a ter exposição pública?

No início não estava à espera. Não estava à espera que fosse tão bem recebida, então foi mais o susto. Eu vou de pijama à rua, acho que vivo super bem com isso. Claro que há pessoas que são um bocadinho mais invasivas e intrusivas, mas não tenho tido grandes queixas. A minha experiência com a fama não tem sido nada aterradora ou perturbadora. Também vivemos em Portugal, que tipo de fama? Não temos paparazzi a correr atrás de nós, as pessoas é que chamam os paparazzi.

A televisão é um mundo cheio de preconceitos. Não há representatividade, não vês pessoas negras, não vês pessoas transexuaisAinda assim, foi nessa altura também que sofreste uma grande perda de peso e à conta disso surgiram algumas capas de revista menos simpáticas que davam conta de que poderias estar anorética. Experienciaste nessa altura o lado mau da fama?

Não foi o lado mau, só achei que não era bom estarem a inventar coisas porque as miúdas mais novas poderiam tomar como exemplo. Isso não é bom e achei que merecia uma justificação. Eu estava com peso a mais, não era o meu peso normal, e tirei o glúten e lactose porque estava inchada, não me sentia bem, e tem que ver com outras questões hormonais. Foi uma questão de saúde, não foi tanto uma questão estética, que também poderia ser. As pessoas não têm de obedecer a padrões de beleza e cada um deve ser como quer.

Na televisão ainda existem esses "padrões de beleza" e estereótipos em relação ao peso e à imagem de homens e, particularmente, de mulheres?

Particularmente de mulheres, claro que sim. Gostava de pensar que cada vez menos, porque, como já disse, temos tido assim um leque de atores que são talentosos e que não estão lá só por serem muito giros e muito magros, mas claro que existem ainda muitas barreiras por quebrar na televisão.

"Como sabem, trabalho em televisão e sei o quão difícil é assumir a nossa sexualidade num meio tão macho-branco-hetero-normativo". Esta frase é tua, publicada nas tuas redes sociais há uns tempos.

Exatamente. É isso. É obviamente um meio que se nota claramente que é dirigido pelo macho-hétero-branco-normativo, sim. É super normatizado, todas as escolhas são super normatizadas, não há representatividade, não vês pessoas negras, não vês pessoas transexuais. Outra questão é que não há muitos atores ou atrizes que tenham a sua orientação sexual aberta, que consigam assumir a sua orientação sexual. A televisão é um mundo cheio de preconceitos. O que vende é um homem branco, hétero, jeitoso, e uma mulher, uma miúda, branca, bonita, que não dá muito estrago, que não pensa muito também. São coisas muito antigas.

Temos de normalizar a ansiedade, depressão, bipolaridade, todas as doenças mentais. Há um preconceito gigante aindaMas será que o público não procura já outro tipo de histórias, tendo em conta a sociedade atual?

Acho que se déssemos outras coisas ao público, o público via. Não gosto de culpar o público em relação a isso. Aliás, é da nossa responsabilidade darmos outro tipo de diversidade às pessoas. Ia ser aceite, eles iam aceitar. Se continuarmos assim estamos em 2050 e ainda é a historia da miúda rica que namora com o miúdo pobre que os pais são pescadores… pronto.

Nas tuas redes sociais defendes muitas destas causas das quais já falámos. Assumiste numa das tuas publicações que sofres de ansiedade, o teu objetivo era conseguires normalizar este tema?

Sim. Ainda não falei desse assunto a fundo porque cada pessoa precisa do seu tempo, mas obviamente que acho que as pessoas precisam de pensar muito mais na saúde mental e normalizá-la. Temos de normalizar a ansiedade, depressão, bipolaridade, todas as doenças mentais e pensar mais na saúde mental. Há um preconceito gigante ainda, ninguém diz que vai ao psicoterapeuta, ao psiquiatra.

Normalizar o não estar bem é muito importante e se falarmos sobre isso vamos sentir-nos todos menos sozinhos. As redes sociais também trazem uma pressão muito grande a muita gente. As pessoas olham para um feed e pensam que a vida dos outros é um sonho, isso causa ansiedade desmedida em muita gente, em muitos miúdos. Tento sempre que no meu feed também esteja o podre, porque acho interessante. Não sou contra as redes sociais, sou a favor mas com bom uso.

A ideia de que a mulher tem de se resguardar se não é prostituta, é algo que abominoFalando precisamente sobre redes sociais. Quando na tua conta de Instagram publicas uma fotografia sem roupa, o teu objetivo é exaltar a liberdade e o empoderamento feminino ou chocar e conseguir likes?

Agora estou grávida e estou a adorar o meu corpo, estou assim meio fanática com a barriga. E sim, faço porque o corpo é meu e a ideia de censura ou de coisa errada vem da igreja, da culpa. A ideia de que a mulher tem de se resguardar se não é prostituta, é algo que abomino e sempre que posso tento mesmo acabar com ela. O corpo é meu e tenho o direto de fazer o que quiser com ele, tal como todas as mulheres, e não é por elas andarem mais nuas ou mais vestidas que são isto ou aquilo. O corpo é um direito. É uma questão de empoderamento feminino, sem dúvida alguma.

Agora, se queres que te diga, já usei a questão de ter menos roupa para chamar atenção a certos assuntos que acho importantes. Quando meto um cartaz de um espetáculo tenho para ai 200 likes, e quando ponho uma foto minha em soutien tenho muitos mais, mas não uso por causa disso.

Notícias ao Minuto Cecília exibe orgulhosa a sua barriguinha de grávida© Reprodução Instagram/ Cecília Henriques  

Estás grávida da tua primeira filha, a Celeste. Como é que está a correr esta fase que marca uma grande mudança na tua vida?

Estou a adorar, é ridículo, mas estou a adorar. Sempre achei que não ia ser uma coisa fora do normal, mas está a ser tudo incrível. Sei é que há muitas mulheres que não têm a mesma sorte. É tudo incrível, desde a ideia de uma mulher estar a gerar outra mulher, os pontapés, a ligação que crias com o bebé. Já começo a perceber como é que vai ser a minha vida daqui para a frente, começo a relativizar algumas coisas e a preocupar-me com outras. É uma preocupação que é diferente, porque não é contigo, é com um ser que é teu filho.

Por estares grávida, as tuas preocupações com a Covid-19 são maiores?

São mais no sentido em que se eu apanhar Covid e for para a maternidade ter a minha filha há montes de complicações que podem ocorrer, como ficar longe dela. Estou a ter o mesmo cuidado que teria, mas ainda mais. Era bom não apanhar para ter um parto o mais normal possível. É tudo muito estranho, é um momento que deveria ser vivido com muita calma e não com a preocupação de saber se o pai vai testar positivo e por isso não vai estar ao meu lado. Mas não estou a pensar muito nisso, ainda falta.

Já entraste na reta final da gestação, estás quase a conhecer a Celeste. Nesta altura a ansiedade aumenta?

Sou muito ansiosa, mas a maternidade trouxe-me calma. Deve ser a oxitocina, estou super calma, não tenho medo de nada. Claro que tenho preocupação, mas é preocupação materna... não dá para explicar. Além de me fartar de rir sozinha de coisas que o Filipe [Sambado – namorado de Cecília] faz e que não tem graça nenhuma. Ele está muito contente porque estou a achar imensa graça ao pai da minha filha neste confinamento. É porque as hormonas estão aos saltos, mas para mim tem sido em bom. Estou feliz, estou muito feliz.

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