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"Considero a TVI a minha casa. O que vem no futuro? Vamos ver"

Isaac Alfaiate esteve à conversa com o Fama ao Minuto, entrevista que se centra sobretudo nos projetos profissionais, sem esquecer de outras das suas grandes paixões: o exercício físico.

"Considero a TVI a minha casa. O que vem no futuro? Vamos ver"
Notícias ao Minuto

09:25 - 08/01/21 por Marina Gonçalves 

Fama Isaac Alfaiate

Desde que se estreou na série ‘Morangos com Açúcar’ que a TVI tem sido o seu ‘palco’. Há largos anos que Isaac Alfaiate trabalha para o canal, que continua a “acreditar em si” e a dar-lhe “personagens desafiantes”.

A arte de representar não é a sua única paixão. Como faz questão de mostrar nas redes sociais, onde se mantém ativo. O ator também gosta muito de fazer exercício físico, momentos que lhe dão “prazer”.

Além disso, já fez muitos trabalhos como modelo e aliou esta vertente ao exercício físico, paixão que tem em comum com a namorada, a personal trainer Inês Abrantes, e o resultado foi a “ponto no i”. Uma marca de vestuário de fitness para mulheres lançada no final do ano passado. O projeto já está, diz, a ter muito sucesso e pretende continuar com esta caminhada, prometendo ainda criar também peças para o sexo masculino.

Mas Isaac Alfaiate não ficou por aqui e, em conversa com o Fama ao Minuto, falou ainda do papel fundamental das redes sociais, assim como da importância da beleza no pequeno e grande ecrã.

Este ano lançou uma marca de roupa fitness feminino em conjunto com a Inês Abrantes [namorada do ator]. Era um projeto há muito desejado?

Sim! Desde há muito tempo que eu e a Inês gostávamos de ter um projeto em comum que tivesse, de certa forma, a ver com as nossas profissões - quer dizer, teríamos de gostar daquilo que viesse, mas que, de alguma maneira, fosse algo oposto àquilo que nós fazemos. Eu tenho a minha profissão, a Inês tem a profissão dela e gostávamos de ter outra coisa em comum, um negócio dos dois. Foi aí que surgiu esta ideia. Uma coisa que tem um pouco dos dois mundos. É um pouco do meu mundo que vai um bocado direcionado para a moda, e tem o mundo da Inês que é tudo o que é ligado ao exercício físico.

Foi um projeto que nos deu muitíssimo trabalho, porque é um mundo que nós não dominamosO que difere esta coleção de outras?

Estamos desde o início a trabalhar com excelentes tecidos. Nós sabemos, e a Inês sabe enquanto mulher, as grandes preocupações das mulheres no ginásio. Por exemplo, a nível de transparências, existem muitas leggings no mercado que têm bastantes transparências e depois a mulher não se sente à vontade no ginásio quando vai fazer um agachamento. E todas as nossas peças foram testadas quase durante um ano em contexto de ginásio, em todo o tipo de exercícios para que funcionassem exatamente na perfeição.

Outra das coisas que queríamos dar muito à nossa marca era que fossem peças que pudessem ser usadas no ginásio ou em contexto do dia-a-dia. Que fossem roupas bonitas, com uma vertente estética e design forte para que se a pessoa quiser vestir para ir dar um passeio à praia ou às compras, irá sempre bem.

Qual o feedback que têm recebido?

O feedback está a ser muito positivo. As coisas estão a correr muitíssimo bem. Já temos pessoas que têm praticamente a coleção inteira. Neste momento, não quisemos fazer uma coleção muito grande. Nesta primeira fase estamos com seis peças. Virá agora uma sétima que é um casaco, que já temos em produção. Está a ser muito pedido. Quando fomos à TVI promover a marca no dia de lançamento, a Inês levou o casaco e já temos muitas pessoas a pedir.

Posso também dizer que este foi um projeto que nos deu muitíssimo trabalho, porque é um mundo que nós não dominamos. E quando pensamos em lançar uma coleção de roupa, não é só lançar, há muita coisa que tem de ser feita. Foi uma batalha grande dos dois, mas que está a compensar.

Tencionam lançar, no futuro, uma coleção para o sexo masculino?

Já tínhamos pensado em mais à frente termos uma coleção masculina, mas vai ter de ser mais cedo do que aquilo que tínhamos planeado. Estão imensos homens a pedir roupa.

Já estive em novelas em que o ambiente não seria tão bom, e faz toda a diferença quando o ambiente é bom, quando nos sentimos bem a trabalhar, quando temos vontade de ir trabalhar 'Quer o Destino' foi um dos recentes projetos do Isaac, onde deu vida à personagem João de Santa Cruz com problemas de dependência de drogas. Como foi a construção desta personagem?

Vi alguns filmes, gosto muito de cinema, vejo muitas séries e já apanhei vários personagens com problemas idênticos aos que a minha personagem tinha. Tinha algumas coisas em mente, depois li um bocadinho sobre a adição, e tive uma grande ajuda também dos nossos diretores de atores que me acompanharam em toda a preparação. Foi um grande desafio para mim, nunca tinha feito nenhuma personagem que sofresse deste tipo de vícios. Mas acho que também, no geral, o feedback foi bastante positivo. Acho que consegui transmitir aquilo que queria.

Estamos a falar de uma personagem que não ficou viciada só porque sim, era porque estes irmãos tinham feito uma coisa muito grave no passado, tinha havido uma violação. A minha personagem não participou nessa violação, mas incomodava-lhe bastante o facto de ter assistido e não ter dito nada. Ele vivia com o passado na cabeça, um trauma que ele tinha que não conseguia vencer e que lhe fazia tanto mal que ele acabou por seguir esse caminho.

Numa das vezes que marcou presença no 'Você na TV', ao falar desta novela, disse: "Não é mais uma novela, está a ser a novela porque tem um barco onde as pessoas remam todas para o mesmo lado. Às vezes há novelas em que as pessoas remam numa direção e outras pessoas remam noutra direção". O que mais valoriza em cada trabalho que faz além da personagem?

É exatamente isso, o ambiente que se vive nas gravações que é muitíssimo importante. Disse isso porque quando temos um excelente elenco e ao mesmo tempo temos também uma equipa técnica em que toda a gente está com muita vontade, e acredita a 100% no projeto, as coisas só podem correr bem. E foi isso que aconteceu. Já fiz muitas novelas e já experienciei um bocadinho de cada coisa. Já estive em novelas em que o ambiente não seria tão bom, e faz toda a diferença quando o ambiente é bom, quando nos sentimos bem a trabalhar, quando temos vontade de ir trabalhar.

Soube agora há pouco tempo que 'Quer o Destino' foi considerada a novela do ano e acho que é mais do que merecido. Tivemos excelentes audiências, o público adorou, ainda temos muita gente a falar dessa novela, há muita gente a perguntar se não virá uma nova temporada…

Posso dizer que me sentia seguro, estava com um grupo de pessoas responsáveis e evitávamos ao máximo o contacto com outras pessoas que não fossem as do nosso trabalhoE como foi gravar este projeto neste momento em que continuamos a enfrentar a pandemia da Covid-19? Foi fácil adaptar-se às novas regras? O que mais custou?

No início é tudo um bocado estranho, estamos habituados a gravar de uma determinada maneira e depois vem esta pandemia e tudo muda. Desde o guarda-roupa, a maquilhagem, a maneira como se esta em cena… Tivemos de fazer uma adaptação, tinha de ser feito desta maneira. Também houve um grande esforço de quem estava a escrever a novela, da produção, em fazer algumas alterações de cenas em que havia muita gente - portanto, tirar as pessoas que não faziam mesmo falta à cena, tirar o número de figurantes… Só se fazia as cenas de beijo quando fazia mesmo falta que existisse aquele beijo… As coisas depois correram, dentro do possível, na normalidade.

Nesse período de adaptação custou-lhe mais cumprir as regras de segurança ou a ansiedade de poder estar exposto ao vírus?

As duas coisas. Toda a gente também andava protegida, toda a gente andava de máscara em estúdio, só eram retiradas quando estávamos mesmo a gravar – até os ensaios eram feitos com a máscara. As equipas técnicas estavam sempre de máscara, o dia inteiro, só tiravam para ir almoçar ou lanchar. Posso dizer que me sentia seguro, estava com um grupo de pessoas responsáveis e evitávamos ao máximo o contacto com outras pessoas que não fossem as do nosso trabalho. Obviamente que existe sempre risco, mas isso todos nós corremos. Basta ir ao supermercado e estamos em risco de contaminação.

A sua estreia na televisão foi na série 'Morangos Com Açúcar'… O que recorda de bom e de mau dessa altura?

O que recordo de bom foi a aprendizagem que tive, considerava os ‘Morangos com Açúcar’ uma das melhores escolas de representação. Uma coisa é estarmos a tirar um curso de representação que é muito teórico e outra coisa é aprendermos a fazer, e acho que essa é que é a grande escola. É isso que nos dá a bagagem enquanto atores e os ‘Morangos com Açúcar’ foi uma verdadeira escola para mim, quer para posicionamento para câmara, para luz… de tudo.

O que recordo de menos bom foram eram os horários. Como protagonista, gravava das 8h00 às 20h00, de segunda a sábado, só tinha mesmo um dia para descansar. Cheguei a meio da novela completamente estafado, morto [risos]. É a única coisa que tiro, não de má, porque faz parte, mas é uma coisa que não foi tão boa. Tudo o resto foi bom.

Todas as personagens nos marcam um bocadinho. Tenho personagens que já fiz e que não adorei, mas aprendemos com todas elas, com cada trabalhoEntre as muitas personagens que fez, o Manuel Carrapiço, em 'Deixa Que Te Leve', foi uma das que mais marcou os portugueses. Ainda lhe pedem para cantar o 'Beijinho Maroto'?

Acontece algumas vezes, até nas redes sociais. Essa personagem nunca foi esquecida, e acho que nunca irá ser esquecida. Marcou bastante, deu-me imenso gozo fazer. Vai ser uma novela e uma personagem que vou levar para sempre. Foi um ano a rir. Depois estava num núcleo muito bom, com a Sofia Nicholson, a Maya Booth, o Vítor Norte… Esta era a nossa família e divertiamo-nos imenso.

Qual foi a personagem que mais o marcou?

Acho que todas as personagens nos marcam um bocadinho. Tenho personagens que já fiz e que não adorei, mas aprendemos com todas elas, com cada trabalho. Logicamente que há personagens que nos marcam. Estávamos a falar do Manuel Carrapiço, esta personagem vai marcar-me sempre. Agora o João de Santa Cruz também foi uma personagem que vou levar, certamente, por tudo, pelo grupo, pelo trabalho que me deu, por toda esta experiência, por todo este ano magnífico de trabalho… Há sempre personagens que vão ficando, mas nós atores aprendemos com todas elas.

Ofertas já tive várias para sair e aquilo que posso dizer é que estou bem na TVI, é um canal que sempre acreditou em mim, não me posso mesmo queixar, tenho tido sempre trabalhoE qual a personagem que teve mais características do próprio Isaac?

Nós entregamos sempre um bocadinho de nós a cada personagem, portanto, todas precisam de ter alguma coisa que tenham um pouco a ver comigo. Por exemplo, no caso deste João de Santa Cruz, além de ter este vício das drogas que não tem nada a ver comigo, tem a outra vertente de ser boa pessoa, de gostar imenso da família, de ter um carinho especial pelo irmão mais velho – apesar de ao longo da novela ele não conseguir ter uma boa relação com os outros dois irmãos por causas óbvias. Todo este conceito de família tem tudo a ver comigo. Eu também dou imensa importância à minha família… Uma personagem má, um vilão, não é só mau, há de ter o seu lado bom mas por vezes está mais escondido…

Esteve sempre ligado à TVI até aos dias de hoje... Alguma vez ponderou mudar de canal ou houve ofertas?

Ofertas já tive várias para sair e aquilo que posso dizer é que estou bem na TVI, é um canal que sempre acreditou em mim, não me posso mesmo queixar, tenho tido sempre trabalho. Têm me dado sempre personagens desafiantes, que é isso que um ator procura. Isto não quer dizer que mais tarde não haja uma saída, não sei o que vem no futuro, mas até agora considero a TVI a minha casa. Comecei na TVI, estou na TVI, tenho trabalhado sempre na TVI e já são muitos anos de ligação a uma casa. Agora o que vem no futuro? Não sei, vamos ver.

As pessoas também querem ver o Isaac. E o único sítio onde lhes posso mostrar um bocadinho daquilo que é a minha vida é nas redes sociaisComo já referiu anteriormente, gosta muito de cinema e também já fez alguns trabalhos na sétima arte com curtas-metragens, e até no filme dos ‘Morangos com Açúcar’… Mas já sonhou ou sonha com Hollywood?

Claro que sim! Todos os atores sonham com o expoente máximo que é Hollywood. Hoje em dia temos também as plataformas como a Netflix e a HBO. Acho que não há nenhum ator que não queria fazer algo bom para uma plataforma ou Hollywood. Acho que é o sonho de qualquer ator e todos nós ambicionamos lá chegar, trabalhamos todos os dias para isso.

As redes sociais são vitais para um artista manter-se ativo?

Acho que sim. Tenho alguns colegas que não concordam com isso, mas acho que é fundamental hoje em dia haver aproximação ao público, e essa aproximação é feita muito através das redes sociais. Apesar de gostarem muito de ver a televisão e as personagens, as pessoas também querem ver o Isaac. E o único sítio onde lhes posso mostrar um bocadinho daquilo que é a minha vida é nas redes sociais, e é isso o que tento fazer. Tento fazer uma gestão pensada daquilo que mostro, ou não, mas hoje é essencial.

As próprias marcas, todas elas estão a investir nas redes sociais, querem estar presentes e acho que faz parte da nossa carreira. Qualquer ator de Hollywood está nas redes sociais, possivelmente nem será pela vertente profissional porque eles não devem precisar daquela publicidade que vai surgir através das redes sociais. Eles também sentem necessidade de expor um bocadinho da vida deles ao grande público, às pessoas que estão lá para nós quando é preciso. Acho que no futuro as redes sociais ainda vão fazer mais parte [das nossas vidas].

Se há um dia em que estou mais preguiçoso a Inês puxa por mim, se há um dia que ela esteja mais preguiçosa eu puxo por ela…Qual é a sua ‘linha limite’ do que se deve mostrar nas redes sociais?

Posso dizer que isso não é muito pensado. Logicamente que sei aquilo que posso ou não mostrar. Não vou fazer uma publicação na cama a dormir, há coisas que são a nossa privacidade. Há coisas que não se mostram. Nas outras coisas, como ir dar um passeio com os meus cães, ir à praia com eles, fazer desporto, acho que já não há problema nenhum em mostrar esse bocadinho da minha vida.

E como acabou de referir, o exercício físico faz parte do seu quotidiano, assim como na vida da Inês [namorada do ator]... Quem é que motiva mais a quem?

Motivamo-nos um ao outro. É uma casa de desportistas. Se há um dia em que estou mais preguiçoso a Inês puxa por mim, se há um dia que ela esteja mais preguiçosa eu puxo por ela…

Qual o 'segredo' para manter-se em forma?

É exatamente esse, fazer muito exercício físico.

Mas treina todos os dias?

Treino! Não tenho por regra treinar exatamente todos os dias, se chegar ao domingo e não me apetecer treinar, não treino. Mas normalmente treino todos os dias, mas não é por obrigação. Treino porque gosto! Essa é a grande diferença. Há muitas pessoas que vão por obrigação. Não gostam, mas porque têm de perder peso vão, e vão contrariadas. Eu não, não treino pela vertente estética ou para melhorar o meu corpo. Treino porque gosto, porque me dá prazer.

Antigamente, se calhar, havia mais aquele pensamento de que ‘só lá está por ser bonito’. Isso depois também cabe aos atores mostrarem que as pessoas estão erradasE no que toca à alimentação? Come de tudo?

Como de tudo! Não me privo de nada. Se me apetecer comer pizza como, ou um bife com batatas fritas… Não tomo qualquer tipo de suplementos. Acho que isso é feito para atletas profissionais, pessoas que fazem da vida o desporto. Pessoas que treinam uma, duas ou três vezes por dia, essas precisam de suplementação, é uma pessoa que leva o corpo ao limite. Agora, aqueles miúdos que vão ao ginásio três vezes por semana e tomam quatro tipos de suplementação, não concordo com isso. Acho que para as pessoas tomarem suplementação devem ir ter com um especialista na matéria, ir ter com um médico, fazer análises clínicas e perceber se têm falta de algum nutriente… Se a pessoa fizer uma boa alimentação, não precisa de recorrer a suplementos, na maior parte dos casos.

Falo disto até porque trabalha com a imagem… Sente que ainda estão muito presentes os ditos padrões de beleza, as medidas perfeitas, ou isso está a cair por terra?

Acho que isso nunca vai cair por terra. A beleza vai sempre ajudar na televisão e no cinema, a vertente estética vai sempre fazer falta. Agora, acho que antigamente, se calhar, havia mais aquele pensamento de que ‘só lá está por ser bonito’. Isso depois também cabe aos atores mostrarem que as pessoas estão erradas. Esse pensamento qualquer pessoa pode ter, agora depois temosde mostrar aquilo que realmente valemos com trabalho.

Que desejos (pessoais e profissionais) que gostava de concretizar num futuro próximo?

Não penso muito no futuro. Vivo o dia de hoje. Desde que me mantenha saudável, com uma boa saúde, e com trabalho, acho que esta perfeito. Isso é o fundamental e o resto vem por acréscimo.

Neste momento sente-se feliz e concretizado?

Estou bastante feliz, as coisas estão a correr bem profissionalmente para mim e para a Inês… Estou muito feliz, claro que sim!

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