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"Incuti às minhas filhas que nunca deviam depender de um homem"

Júlia Pinheiro foi distinguida pelo site Executiva como uma das 25 mulheres mais influentes do país. A cerimónia de entrega de prémios aconteceu esta quinta-feira, em Lisboa.

"Incuti às minhas filhas que nunca deviam depender de um homem"

A cerimónia anual do site Executiva, fundado pelas jornalistas Isabel Canha e Maria Serina, que distingue as 25 personalidades femininas com mais impacto nas áreas dos negócios, política, ciência, artes e cultura, nos média e na justiça em Portugal aconteceu esta quinta-feira, dia 17, na Câmara de Comércio e Indústria, em Lisboa. 

Ao lado de outras caras conhecidas - como Rita Pereira e Ana Garcia Martins (A Pipoca Mais Doce) - Júlia Pinheiro recebeu a distinção pela quarta vez e dedicou-a, também, aos homens.

“Este ano é bizarríssimo, faz-nos sair da nossa pele, da nossa moldura. Por isso mesmo, acho que devo endereçá-lo a todas mulheres… e também aos homens. Este ano, em circunstâncias tão aflitivas, estiveram ao mais alto nível na nossa capacidade de performance na vida das famílias. As mulheres são intérpretes extraordinárias na adversidade, mas os homens, este ano, estiveram connosco”, afirmou ao receber o galardão.

O sucesso e as posições de poder

A luta das mulheres para chegarem à liderança “é uma batalha que é constante e que tem de ser alimentada com prémios como este e com outras iniciativas que dêem, sobretudo, visibilidade às mulheres, aos seus esforços, e ao seu enorme contributo para aquilo que é a sociedade no seu todo”, começou por dizer.

A apresentadora referiu ainda que gostava que a mesma “luz que pousa” sobre mulheres com visibilidade pública, como a própria, destacasse também os “esforços de tantas mulheres que tanto fazem pelas suas famílias e pela sociedade e que pouco reconhecimento têm. Às vezes, nem um salário justo”.

“Sou uma afortunada, tenho tido uma carreira fantástica e, muito ajudada pelas minhas capacidades e talento, mas muito ajudada por grande parte das pessoas que encontrei no meu caminho - de entre elas, muitos homens. Nunca me senti travada por ser mulher em nenhum momento na minha carreira”, frisou. 

A estrela das tardes da SIC, que assume também o cargo de diretora da SIC Mulher e SIC Caras, constata que “não é invulgar haver mulheres na primeira linha de direção das empresas de comunicação”, pelo que não se sente parte de uma “geração pioneira”. “No caso da SIC, quase 49% ou 50% das posições de liderança são ocupadas por mulheres. Estou num local de privilégio, onde a igualdade de género é uma questão muito sensível e muito trabalhada”, realçou. 

"Independência financeira", um conselho de mãe

Mãe de das gémeas Matilde e Carolina, de 27 anos, e de Rui Maria Pêgo, de 31, Júlia Pinheiro garantiu que “educou-os exatamente da mesma maneira”, contudo, teve atenção especial em “incutir” às filhas algo que lhe foi incutido pela própria mãe, “a independência financeira”.

“Há mulheres que não conseguem lançar-se para voos mais altos porque estão tolhidas por condições financeiras, por estarem dependentes de um homem, e às minhas filhas em particular incuti essa ideia: que nunca deviam depender financeiramente de um homem tal como eu nunca dependi financeiramente de ninguém”, afirmou.

“Esta nota acho que é muito importante para as mulheres terem a sua autodeterminação. Gerirem o seu dinheiro e terem a noção de como isso as liberta”, rematou. 

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