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"Talvez um dia se valorize as pensões em função dos filhos que se teve"

Pedro Lima partilha desabafo sobre pensões e gera discórdia, tendo recebido algumas críticas.

"Talvez um dia se valorize as pensões em função dos filhos que se teve"

Foi através de uma publicação que fez na conta que tem no Instagram que Pedro Lima expressou a sua opinião sobre as pensões de reforma. Desabafo que não foi bem visto por muitos seguidores. 

"Ouço e leio com frequência a reivindicação do direito às pensões de reforma com o argumento de se ter descontado uma vida inteira. Já me dei ao trabalho de fazer umas contas por alto e percebi que alguém que se reforme aos 65 e viva até aos 90 a receber pensão equivalente ao salário que auferia em fim de carreira, custa à segurança social muito mais do que foi descontado. Sobretudo porque, em regra, quem tem melhores salários, tem melhor capacidade de acesso a cuidados de saúde e, como consequência, esperança de vida mais alargada", começou por escrever, frisando que "é preciso que se entenda que quem paga as pensões dos atuais reformados são os atuais contribuintes no ativo". 

No seguimento deste pensamento, o ator reforçou: "E os contribuintes, por mais que contribuam, se não tiverem e criarem filhos, não vão ter quem lhes pague as pensões quando atingirem a idade de reforma". 

Reconhecendo que ter filhos "é difícil e dá muito trabalho", o artista acrescentou: "Mas alguma vez foi mais fácil do que é hoje? Não. O que acontece é que a cultura nacional caminhou no sentido de privilegiar o triunfo pessoal e o bem-estar individual no imediato, em detrimento de um equilíbrio coletivo com futuro".

Destacando a importância, para si, de ter filhos, o ator mostrou-se ainda esperançoso que um dia o "governo se encha de coragem e valorize as pensões em função dos filhos que se teve e criou". 

"Cá estou eu a desalinhar, mais uma vez, do politicamente correcto, perguntando àqueles que escolhem ter zero ou um filho, quem é que acham que lhes vai pagar as pensões de reforma. Talvez, um dia, algum governo se encha de coragem e valorize as pensões em função dos filhos que se teve e criou. Porque não sou eu, com os descontos que realizei, que vou pagar a minha reforma. São os meus filhos para quem reservei a maior parte do rendimento que me sobrou depois de pagar impostos e descontos para a Segurança Social. Porque criar, formar e educar filhos dá muito trabalho e custa muito dinheiro. Mas também dá sentido à vida", disse, incentivando desta forma os seguidores a terem filhos. "Vamos, coragem, tenham um filho, vai correr bem", rematou. 

Uma publicação que recebeu algumas críticas. "Atenção que há muitas pessoas que gostavam de ter filhos e não podem", alertou uma seguidora. Reação que mereceu a resposta de Pedro Lima: "Se for por questões biológicas, estamos a falar de um assunto que não se enquadra na preocupação que aqui partilho: sustentabilidade da Segurança Social". 

"Fala de barriga cheia porque recebe milhares de euros no final do mês... Já pensou que há pessoas que fazem contas diariamente no supermercado para saber se podem dar leite ou carne aos filhos? Este post não vai de encontro ao que precisamos em Portugal: políticas de apoio à natalidade. [...] Não temos de viver como antigamente em que cinco crianças partilhavam uma cama e achar isso bem! Eu até simpatizava com o Pedro, mas estou muito desiludida. [...]", lê-se entre os comentários que discordam com a opinião do artista. 

No entanto, também houve quem concordasse com Pedro Lima. "Grande verdade" ou "concordo plenamente" são outras das reações que se pode ler na caixa de comentários. 

Ver esta publicação no Instagram

Ouço e leio com frequência a reivindicação do direito às pensões de reforma com o argumento de se ter descontado uma vida inteira. Já me dei ao trabalho de fazer umas contas por alto e percebi que alguém que se reforme aos 65 e viva até aos 90 a receber pensão equivalente ao salário que auferia em fim de carreira, custa à segurança social muito mais do que foi descontado. Sobretudo porque, em regra, quem tem melhores salários, tem melhor capacidade de acesso a cuidados de saúde e, como consequência, esperança de vida mais alargada. É preciso que se entenda que quem paga as pensões dos actuais reformados são os actuais contribuintes no activo. E os contribuintes, por mais que contribuam, se não tiverem e criarem filhos, não vão ter quem lhes pague as pensões quando atingirem a idade de reforma. É verdade que ter filhos é difícil e dá muito trabalho. Mas alguma vez foi mais fácil do que é hoje? Não. O que acontece é que a cultura nacional caminhou no sentido de privilegiar o triunfo pessoal e o bem estar individual no imediato, em detrimento de um equilíbrio colectivo com futuro. Cá estou eu a desalinhar, mais uma vez, do politicamente correcto, perguntando àqueles que escolhem ter zero ou um filho, quem é que acham que lhes vai pagar as pensões de reforma. Talvez, um dia, algum governo se encha de coragem e valorize as pensões em função dos filhos que se teve e criou. Porque não sou eu, com os descontos que realizei, que vou pagar a minha reforma. São os meus filhos para quem reservei a maior parte do rendimento que me sobrou depois de pagar impostos e descontos para a Segurança Social. Porque criar, formar e educar filhos dá muito trabalho e custa muito dinheiro. Mas também dá sentido à vida. Vamos, coragem, tenham um filho, vai correr bem! #futuro #reforma #filhos #familia #sustentabilidade

Uma publicação partilhada por Pedro Lima (@pedrolimaoficial) a 5 de Nov, 2019 às 11:19 PST

Recorde-se que Pedro Lima é pai de cinco filhos, João Francisco, de 21 anos, Emma, de 15, Mia, de 12, Max, de nove, e Clara, de três. 

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