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"Deixa-me muito orgulhosa porque nunca ninguém conseguiu este feito"

Depois de ter sido considerada a maior influenciadora digital portuguesa pela Forbes Portugal, Rita Pereira conquista mais um feito: é o rosto nacional da nova campanha VRCT da Adidas.

Depois de ter anunciado na sua conta do Instagram que estava prestes a desvendar uma grande novidade, Rita Pereira revelou o segredo esta quinta-feira, dia 12 de setembro, na loja Adidas do Estádio da Luz, em Lisboa.

Ao ser entrevistada por Carina Caldeira, a atriz anunciou que é o rosto nacional da nova campanha VRCT da Adidas. Sendo embaixadora da marca há 15 anos, Rita mostrou-se muito orgulhosa e feliz com esta nova conquista, pois é a primeira vez que a marca escolhe um rosto nacional.

O novo casaco VRCT “foi lançado para inspirar a criatividade e a autoexpressão, sendo que cada pessoa pode personalizá-lo com diferentes emblemas”: Família, [Im]perfeita, Autor, Sacrifício, Coragem e Acreditar. O escolhido por Rita foi coragem.

A campanha VRCT, que foi lançada em Portugal no mesmo dia, junta a atriz a outros rostos internacionais: ao jogador de basquetebol James Harden, à ciclista paralímpica Denise Schindler, à artista e dançarina Mette Towley, ao antigo campeão do mundo de natação Ning Zetao, ao tenista Stefanos Tsitsipas e ainda ao jogador da Juventus [equipa onde joga Cristiano Ronaldo] Paulo Dybala.

Um evento que contou com a presença de 20 fãs que venceram um passatempo para conseguirem estar presentes neste dia especial.

Como referiu e recordou durante a apresentação da campanha, Rita contou que recebeu o convite para este projeto quando ainda estava grávida de Lonô, que nasceu em dezembro do ano passado.

Estava grávida quando soube que iria ser a primeira portuguesa/português a fazer a campanha da Adidas. É uma coisa que me deixa muito orgulhosa porque nunca ninguém conseguiu este feito e isto tem de ser aprovado mundialmente, não é só a responsável em Portugal que escolhe. A minha cara teve de ir lá para fora, o meu currículo teve de ir lá para fora e os responsáveis pela Adidas tiveram de me aprovar. Lembro-me de que estava a ensaiar para o ‘Dança com as Estrelas’ e a Sónia [responsável pela Adidas em Portugal] veio ter comigo, mostrou-me a campanha e disse: ‘Nós gostávamos que fosses tu a representar Portugal'. Pensava que era apenas o meu nome que ia sair, mas disse-me logo que ia fazer fotos: 'As fotos vão estar em Portugal inteiro com a tua cara vestida de Adidas'. Foi o concretizar de um sonho. Por isso é que quando cheguei aqui comecei a chorar”, disse, muito orgulhosa.

Sobre o casaco, descreve: “É um casaco de autoexpressão, ou seja, quem o adquirir pode escolher este emblema, existem seis diferentes e cada um pode escolher aquele com que se identifica mais. Eu escolhi coragem porque acho que realmente é uma palavra que tem andado de mão dada comigo ao longo destes 16 anos de carreira. Cada vez mais acredito, olho à minha volta e percebo que sou uma pessoa que tem coragem”.

E ter coragem não é não ter medo, porque às vezes tenho medo. Agora, mesmo com medo continuo em frente e isso é que é ter coragem. E tenho coragem de 500 coisas. Tenho coragem de ler 500 comentários por dia e seguir em frente. Tenho coragem de viver bem com as 500 notícias que já saíram sobre mim e continuo em frente. Tenho coragem de ouvir 300 'nãos'. Antes de começar fui a 200 castings e ouvi 200 vezes não e tive coragem de continuar a acreditar que ia conseguir”, acrescentou.

Carina destacou o facto de Rita ser uma pessoa muito confiante, uma característica que a acompanha desde sempre.

Confesso que fui assim desde pequena: confiança. Os meus pais dizem que aos três anos já era eu que decidia no colégio a que é que íamos brincar. Já tinha essa confiança de levar alguém comigo a fazer uma coisa que eu achava que era fixe. E acho que a autoconfiança também ajuda a teres coragem. E a minha autoconfiança também me ajuda a encorajar alguém porque é importante darmos coragem a alguém que não a tem. Adoro chegar ao pé de uma pessoa, perceber que ela está sem coragem e pelas minhas palavras ela tem coragem de fazer alguma coisa que sempre quis fazer e ainda não tinha tido aquele clique. E às vezes é tão incrível entre nós e ler mensagens de pessoas que me acompanham a dizerem que graças a mim tiveram coragem [para fazer alguma coisa]”, destacou.

Ao longo destes anos, Rita tem vindo a conseguir conquistar muitos êxitos, sendo uma das atrizes mais reconhecidas em Portugal, influencer, tendo também já dado alguns passos na apresentação.

O segredo é não pensar no sucesso. Chegaste a este sucesso, mas é um sucesso exterior, não é um sucesso que me complete a 100% cá dentro. Não de um lado negativo, mas é, eu fico muito feliz com aquele sucesso, mas sei que vou conseguir mais sucessos. E o sucesso não é eu sou melhor que os outros. O sucesso é algo nosso, interior. Eu quero todos os dias ser melhor do que era, não quero todos os dias ser melhor do que a pessoa que está ao meu lado. Se eu puder ir de mão dada com essa pessoa e as duas termos sucesso para mim isso é ótimo, conseguir ver o sorriso de alguém que também tem sucesso”, explica, mas não é tudo.

E o segredo também é a minha família. Por exemplo, eu tenho de chegar ao pé dos meus pais e repetir dez vezes: mãe, pai, eu sou a cara da campanha mundial da Adidas. E os meus pais: 'boa filha, então, o que é que vamos jantar?' Essa tranquilidade com que eles levam as coisas e essa onda sempre descontraída – não vou dizer que eles não são meus fãs enquanto pessoa, também são, mas eles tentam mostrar-me que, ok, conseguiste isto, mas segue caminho que ainda vais conseguir mais”, continuou.

Rita lembrou ainda que sempre foi uma jovem com muita liberdade: “Eles sempre me deram liberdade. Os meus pais nunca me disseram: 'Rita, já estudaste hoje?' Eles queriam acreditar que eu iria fazê-lo por mim e não por eles. Muitas vezes os miúdos vão estudar só para agradar aos pais, ou fingem que estão a fazer os trabalhos de casa só para os pais não os chatearem. E os meus pais acreditavam em mim, davam-me essa liberdade de eu falhar e a liberdade de eu ter sucesso. E eu ao ter essa liberdade - não, eu quero ter boas notas, quero passar o ano, quero estudar por mim - fazia sem eles me pedirem”.

No entanto, como todas as outras pessoas, na sua vida não há só vitórias e também já comete erros. “Já falhei muitas vezes, e é esta mensagem que também gosto de passar. Já errei muitas vezes, já me arrependi de algumas coisas, mas aprendi com esses erros, aprendi com essas falhas e arrependimentos e tive coragem de continuar em frente e tentar outro caminho. Mesmo que aquele caminho ainda não esteja traçado, eu vou escavá-lo, afastar os arbustos e vou querer que ali haja outro caminho”, realçou.

Sempre com muita energia e garra para continuar firme, a gravidez não parou Rita e uma semana depois de ter sido mãe já estava de volta ao trabalho para apresentar mais uma gala de ‘Dança com as Estrelas’.

“Essa situação de trabalhar grávida e trabalhar logo a seguir a ter o bebé não é algo que eu esteja em casa a pensar que tinha de conseguir trabalhar grávida ou que tinha de conseguir trabalhar a seguir a ter o bebé. Eu pensei: sinto-me bem, porque é que eu não vou trabalhar? Tive coragem de aparecer uma bola vestida de espelhos vermelhos no primeiro programa de ‘Dança com as Estrelas’ porque eu me sentia bem. Porque mesmo estando gigante, estava bem, feliz, a apresentar um programa que também era um sonho. Essa mensagem, mesmo não pensada, foi passada. Obviamente que o médico disse que eu não podia ir logo trabalhar, a TVI disse-me: Rita, não vás logo trabalhar. Mas eu estava em casa, sentia-me bem, tinha tido o bebé já há sete dias, estava fixe, porque é que vou ficar sentada? Porque as outras mães estão sentadas? Porque as outras mulheres decidiram em 200 anos que temos de ficar sentadas a seguir a ter o bebé? Não foi para provar nada a ninguém, foi porque eu me sentia bem”, explicou, frisando ainda que “cada caso é um caso”.

Eu motivo as mulheres a pensarem duas vezes sobre se realmente estão sentadas porque estão grávidas ou estão sentadas porque querem estar sentadas. Mas cada caso é um caso”, reforçou.

Meses depois de ter nascido o pequeno Lonô, a atriz viajou para Miami sem o filho, uma decisão que foi alvo de vários comentários negativos nas redes sociais. Reações que não afetaram o rosto da TVI.

Eu leio e respondo, mas é-me mesmo indiferente. A partir do momento em que tu sabes que a tua família está bem, nem sequer me passa pela cabeça: ‘Meu Deus, esta pessoa está a dizer que eu viajei, o meu filho só tem quatro meses, será que…’ Não! Eu é que sei do meu filho, eu é que sei da minha família. Portanto, vou na mesma”, afirmou.

E depois deste grande feito com a marca, o que falta alcançar? “Agora é conseguir convencer os americanos a espalhar a campanha pelo mundo... E o próximo passo, adorava que a Adidas dissesse: vamos juntar todos os embaixadores deste casaco. Um deles eu sou mega fã que é o Harden (um jogador de basquetebol)", confessou. 

Sobre a reação do namorado, Guillaume Lalung, às suas conquistas, Rita afirma que este “fica feliz”.

Antes de terminar a apresentação, partilhou com os fãs algumas das dicas para quando estão num dia menos bom, mais em baixo, para terem coragem de levantar a cabeça e seguir em frente. “Quando acordo mais em baixo ou não me apetece fazer o que tenho para fazer, ponho música, a mais alegre, aquela que te dá boas energias. Comigo a música resulta mesmo, é aquela coisa que me transforma. Depois tento vestir a roupa mais fixe que tiver no armário”, revelou.

Uma entrevista que terminou com a pergunta: é preciso coragem para ser feliz? “Sim, às vezes também me apetece meter tudo para o lado e não quero ser mais a Rita Pereira… Acontece, são só dois segundos, mas acontece porque às vezes estamos cansadas… Sou uma pessoa verdadeira, real, igual aos outros e a todos nós acontece um bocadinho e é preciso ter coragem de pormos para o lado esses dois segundos em que pensamos que as coisas não estão a correr tão bem e acreditarmos que daqui a dois segundos as coisas vão ser muito melhores”, respondeu.

Em conversa com os jornalistas, o Fama ao Minuto questionou se foi preciso ter coragem para enfrentar este desafio. “Sim, eu identifico-me com todas as palavras. Fiquei muito indecisa entre a família e a coragem e resolvi escolher a coragem porque eu também preciso de coragem para passar à minha família para ser a minha família. Não é fácil ser os pais da Rita Pereira, não é fácil ser a irmã da Rita Pereira, todos os dias a levar com tantas coisas… Eles também são pessoas corajosas e eu achei que nós todos nos identificávamos com essa palavra”, admitiu a atriz.

E será que há alguma coisa na vida que nunca tenha tido coragem de fazer? “Nunca tive coragem de pegar numa cobra e acho que não vou ter porque não é uma coisa de que goste”, rematou.

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