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Lesados querem que Governo faça "reversão da provisão" de 1,8 mil milhões

O grupo de lesados do BES/Novo Banco apelou hoje, no Porto, para que o Governo faça a reversão da provisão de 1.837 milhões de euros existentes para os ressarcir, na totalidade, dos montantes reclamados.

Lesados querem que Governo faça "reversão da provisão" de 1,8 mil milhões
Notícias ao Minuto

13:55 - 26/04/18 por Lusa

Economia BES/Novo Banco

"Pedimos que o Governo faça a reversão da provisão, porque isso é um direito que temos. A provisão foi utilizada para pagar aos institucionais, esses senhores receberam o dinheiro indevidamente, porque o dinheiro era destinado aos clientes de retalho. O Governo se quer fazer justiça, em vez de estar a deixar esta gente a morrer aos bocados, que faça alguma coisa, que faça a reversão da provisão", afirmou António Silva.

O porta-voz do grupo dos lesados falava à Lusa numa manifestação que os levou, pela terceira vez, à sede do PS no Porto para relembrar "as promessas" de dirigentes do partido de pagar na íntegra as aplicações efetuadas caso fossem para o Governo.

"Não podemos desistir. É injusto e seria abrir um precedente, se assinássemos aquela proposta seria estar a concordar com a burla", afirmou António Silva.

Na quarta-feira, fonte oficial da Patris, a sociedade gestora do fundo de recuperação de créditos, disse à Lusa que quase 99% dos lesados tinham pedido adesão ao fundo.

A mesma fonte indicou ainda que os lesados que já pediram a adesão representam também 99% do capital reclamável, que ronda, na totalidade, os 433,8 milhões de euros.

Em declarações hoje à Lusa, o porta-voz deste grupo de lesados que desde o início se mantêm irredutível na decisão de reaver a totalidade do seu dinheiro, disse não saber "se essa adesão (de 99% dos lesados) é verdadeira"

"Nós não sabemos se é verdade essa adesão ou não, de qualquer das formas as pessoas que aderiram fizeram-no porque não lhes é apresentada outra alternativa e estão a sentir-se obrigadas", considerou.

Referiu ainda que "mais de 100 lesados já morreram e os outros assinam porque acham que daqui a um ano ou dois já nem estarão cá e é preferível aceitar algum".

"As pessoas estão a sentir-se obrigadas a assinar por vários motivos, por não terem dinheiro e pela idade. Era preciso analisar o que está a acontecer", defendeu.

O grupo refere que se sente "pressionado" a assinar propostas "que perpetuam o dolo e a ofensa" e que não são as transmitidas pela CMVM nem indicadas pela Justiça.

Em causa está a solução encontrada para as cerca de 2.000 pessoas que subscreveram papel comercial aos balcões do BES, pensando tratar-se de produtos sem risco.

Esta solução prevê o pagamento de 75% das aplicações até 500 mil euros (com limite de 250 mil euros) e de 50% para valores acima de 500 mil euros, devendo para o efeito os lesados começar a receber nos próximos dias o contrato final de participação no Fundo de Recuperação de Créditos, já registado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e através do qual vão receber parte do dinheiro aplicado.

Através deste fundo deverão vir a ser pagos pelo menos cerca de 280 milhões de euros (de um total de 430 milhões de euros) em três tranches ao longo de 2018, 2019, 2020. O dinheiro para esse pagamento vem do Estado, sob a forma de empréstimo, ou através de empréstimo bancário, mas garantido pelo Estado.

Para o grupo de lesados do papel comercial e lesados emigrantes esta não é a solução efetivamente pretendida, passando antes a resposta pela utilização da provisão de 1.837 milhões de euros existente para os ressarcir na totalidade dos montantes reclamados.

O BES, tal como era conhecido, acabou em 03 de agosto de 2014, quatro dias depois de apresentar um prejuízo semestral histórico de 3,6 mil milhões de euros.

O Banco de Portugal, através de uma medida de resolução, tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os ativos e passivos de qualidade num 'banco bom', denominado Novo Banco, e os passivos e ativos tóxicos no BES, o 'banco mau' ('bad bank'), sem licença bancária.

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