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Fundo mais otimista diz que zona euro cresce 2,4% este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em alta a estimativa de crescimento da economia do conjunto da zona euro para 2,4% este ano, mas continua a prever um abrandamento em 2019.

Fundo mais otimista diz que zona euro cresce 2,4% este ano
Notícias ao Minuto

14:00 - 17/04/18 por Lusa

Economia FMI

De acordo com o 'World Economic Outlook' (WEO), relatório com previsões económicas mundiais divulgado hoje, o FMI melhorou em 0,2 pontos percentuais a estimativa de crescimento económico da zona euro, esperando agora que cresça 2,4%.

Para o ano seguinte, o Fundo mantém a estimativa mais recente, apresentada em janeiro, e que aponta para um crescimento económico da zona euro de 2%.

O FMI afirma que as novas previsões refletem uma procura interna "mais forte do que o esperado" em toda a zona da moeda única e melhores perspetivas de procura externa.

O crescimento de médio prazo na zona euro deverá rondar os 1,4%, com os baixos níveis de produtividade, um "ímpeto de reformas fraco" e uma "demografia desfavorável" a impedirem que a economia apresente níveis de crescimento mais elevados, segundo o FMI.

Entre as principais economias da zona euro, a Alemanha deverá crescer 2,5% este ano e 2% no próximo -- com uma revisão em alta em 0,2 pontos percentuais este ano e uma manutenção da estimativa de crescimento de 2019.

Segundo o Fundo, a economia de França deverá acelerar este ano, crescendo 2,1%, depois de ter avançado 1,8% em 2017, e abrandar ligeiramente no próximo, crescendo 2% (com revisões em alta ligeiras para cada um dos anos).

Itália deve continuar a crescer abaixo de 2%: este ano mantém o ritmo de crescimento nos 1,5% e no próximo cresce apenas 1,1%, de acordo com as previsões do FMI.

Já Espanha deverá crescer acima da média europeia este ano e no próximo, crescendo 2,8% e 2,2%, respetivamente. A previsão do FMI para a subida do PIB espanhol deste ano foi revista em alta em 0,4 pontos percentuais.

"Na zona euro, vários países já esgotaram a sua margem orçamental e devem apostar numa consolidação gradual de uma forma 'amiga do crescimento' e faseada para reconstruir 'almofadas financeiras'", defende a instituição liderada por Christine Lagarde.

Em Itália e Espanha, por exemplo, os níveis elevados de dívida pública e as tendências demográficas desfavoráveis "exigem uma melhoria nos saldos estruturais primários [que excluem os efeitos do ciclo económico e dos encargos com a dívida] para colocar a dívida numa trajetória de redução firme".

Por outro lado, escreve o Fundo, a Alemanha "tem uma margem orçamental que deve ser usada para aumentar o investimento público em áreas que vão aumentar o crescimento potencial, pela melhoria da produtividade e pela melhoria da participação das mulheres e dos imigrantes no mercado de trabalho".

Para o Fundo, uma área importante para o investimento público da Alemanha seria "mais importações do resto da zona euro, o que facilitaria o rebalanceamento da procura entre a zona euro".

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