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"Economia continua em recessão, apesar da variação positiva"

A CGTP considerou que os dados hoje divulgados pelo INE sobre a estimativa rápida das Contas Nacionais indicam que “a economia continua em recessão”, apesar da variação positiva face ao primeiro trimestre.

"Economia continua em recessão, apesar da variação positiva"

“Ainda que, em termos de comparação com o trimestre anterior, tenha havido uma variação positiva, a economia caiu 2% no segundo trimestre deste ano, em comparação com o mesmo trimestre de 2012”, refere a central sindical num comunicado enviado às redações.

O PIB português cresceu 1,1% no segundo trimestre, face ao trimestre anterior, interrompendo um movimento de queda que dura desde os últimos três meses de 2010, mas continua a cair em termos homólogos.

De acordo com a estimativa rápida divulgada hoje pelo INE, o PIB terá crescido 1,1% entre abril e junho deste ano, em comparação com os primeiros três meses do ano, altura em que caiu 0,4% também em cadeia (face ao trimestre imediatamente anterior).

A CGTP destaca que “houve fatores pontuais que explicam que tenha havido crescimento no segundo trimestre face ao trimestre anterior”, nomeadamente, “o aumento das exportações, as quais subiram 6,3% no segundo trimestre”.

Porém, ressalva a estrutura sindical, “este aumento está em parte associado à melhoria das exportações de combustíveis, para o qual teve um grande contributo a entrada em funcionamento de uma nova unidade de refinação da Galp em Sines”.

Assim, “o crescimento ocorrido no segundo trimestre face ao trimestre anterior tem de ser devidamente enquadrado e analisado, sendo que os dados disponíveis estão longe de representar o fim da recessão”.

No entender da CGTP, “este crescimento pontual não é suficiente para que a economia, no conjunto do ano, cresça”.

Apesar da recuperação verificada no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos o PIB continua a cair. A quebra apresentada neste segundo trimestre do ano foi de 2% face ao segundo trimestre do ano passado, e só não foi mais expressiva devido a uma queda mais leve do investimento (em especial na construção) e por um efeito de calendário (a celebração da Páscoa em março deste ano, quando no passado foi em abril) que provocou assim uma aceleração expressiva das exportações de bens e serviços.

Assim, a economia cumpriu também 10 trimestres de queda em termos homólogos.

A maioria das previsões antecipava um crescimento no segundo trimestre entre os 0,3% e os 0,6%.

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