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Centenas de pessoas em vigília contra fecho dos CTT em Riba d'Ave

Centenas de pessoas estão concentradas em frente aos CTT de Riba d'Ave, Vila Nova de Famalicão, numa vigília de protesto contra o anunciado fecho daquele posto dos correios, salientando a sua "extrema importância" para a economia local.

Centenas de pessoas em vigília contra fecho dos CTT em Riba d'Ave
Notícias ao Minuto

18:19 - 06/01/18 por Lusa

Economia Correios

Em declarações aos jornalistas, a presidente da Junta de Freguesia, Susana Pereira, destacou que o posto dos correios da Vila de Riba d'Ave "serve muito mais do que a população" local, servindo também empresas e freguesias vizinhas, e considerou que "não há argumentos" para encerrar aquela loja dos CTT.

A população, que se juntou na rua em frente aos CTT, acabando por cortar o trânsito, mostrou "receio pelo futuro da vila" e alguns empresários deram conta do "transtorno e custos" para as empresas que representa a saída dos CTT do local.

"Há uma grande falta de argumentos, não há argumentos para encerrar este posto dos correios. Este é um balcão que, ao que sei, dá lucro, tem movimento e podia ainda ter mais se houvesse investimento por parte dos próprios CTT", apontou a autarca.

Segundo Susana Pereira, "este posto não serve só os 3600 habitantes da vila, mas serve também freguesias vizinhas, empresas, muitos negócios".

"O movimento que gera o posto aqui, neste local, é motor da economia daqui, traz gente, movimenta dinheiro, comércio, é de extrema importância para a economia local. O fecho ou a saída dos CTT daqui compromete a economia local e isso tem de ser tido em conta", salientou.

Os empresários corroboram o alerta da autarca: "Temos aqui os nossos apartados, pagamos por eles, precisamos deles. Despachamos muita mercadoria por aqui, podíamos despachar mais se os CTT nos dessem esse serviço. Termos de fazer mais nove quilómetros até ao posto mais próximo só nosso ia aumentar custos e fazer perder dinheiro", explicou António Cunha, dono de uma empresa têxtil sediada em Riba d'Ave.

Também os mais velhos se mostraram "muito preocupados".

"É por aqui que recebemos a nossa reforma. Se tivermos de fazer nove quilómetros para a ir buscar a outro sítio, o que vamos gastar em táxi, porque não há transporte público, vai-nos comer a reforma toda", referiu Suzete Carmo, 79 anos.

"A maior parte de nós, os chamados velhos, não temos contas bancárias para receber a reforma, como é que vamos fazer?", questionou Maria Silva, 82 anos.

Uma das soluções apontadas para colmatar a saída dos CTT da vila é a abertura de um balcão no edifício da Junta de Freguesia.

"Estamos abertos a tudo, mas a prioridade é mantermos este espaço aberto com todos os serviços e mais alguns que queiram aqui instalar", disse Susana Pereira.

A autarca afirmou ainda ter "esperança e fé" que a administração dos CTT reconsidere o fecho dos CTT em Riba d'Ave.

"Espero que a administração olhe para nós e analise bem tudo", disse.

Os CTT confirmaram a 2 de janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação, que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.

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