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Fórum para a Competitividade estima défice estrutural nos 2% em 2017

O Fórum para a Competitividade estima que Portugal tenha um défice estrutural de 2% em 2017 e que este se reduza "ligeiramente" até aos 1,8% em 2018 e critica a forma como o INE apresenta os dados do PIB.

Fórum para a Competitividade estima défice estrutural nos 2% em 2017
Notícias ao Minuto

14:10 - 06/12/17 por Lusa

Economia INE

Na nota mensal hoje divulgada, o Fórum lembra que a Comissão Europeia avaliou a proposta de Orçamento para 2018 e que atribuiu a segunda pior nota possível, "risco de incumprimento", devido aos fracos progressos previstos no saldo estrutural e porque a dívida pública não se deverá reduzir tanto quanto era exigido no Tratado Orçamental.

"Note-se que para reduzir o défice estrutural não há qualquer impacto do crescimento económico. Assim, apenas aumento de impostos ou outras receitas (por exemplo os dividendos do Banco de Portugal) e/ou redução de despesa (por exemplo pagando menos juros) contribuem para reduzir o défice estrutural", refere.

Assim, acrescenta, Portugal, que reduziu o défice estrutural de cerca de 9% em 2010 para 1,7% em 2014, voltou desde 2015 (em que o défice estrutural subiu 0,5 pontos percentuais para 2,3%), "a marcar passo na consolidação estrutural".

"A minha estimativa é que em 2017 Portugal tenha um défice estrutural de 2%, e que este se reduza ligeiramente (eventualmente para 1,8%) em 2018", estima.

O Fórum refere que "a forma enganadora como o INE [Instituto Nacional de Estatística] apresenta os dados do PIB levam os decisores políticos a cometer erros muito graves, de privilegiar a procura interna, quando a chave do crescimento está nas exportações".

"Exortamos o INE a alterar a forma como divulga estes dados, apresentando-os líquidos de importações", refere o Fórum para a Competitividade.

Segundo os economistas Jaime Lacerda e Pedro Braz Teixeira, o INE diz que o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do Produto Interno Bruto (PIB) aumentou, verificando-se uma aceleração do consumo privado e um abrandamento do investimento.

Mas para o Fórum, embora sendo verdade que o consumo privado acelerou de 1,9% para 2,5%, isso deveu-se sobretudo à componente de bens duradouros (de 4,5% para 8,1%), 90% dos quais são importados e, por isso, praticamente não contribuem para o PIB.

"Se, como é muito mais correto, analisarmos o contributo do consumo privado para o PIB líquido de importações, verificamos que o seu contributo se manteve estável em apenas 0,4% dos 2,5% que o PIB cresceu", acrescentou.

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