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Importações caíram 37,5% em Moçambique em 2016, pior ano da crise

As importações de Moçambique registaram uma redução acentuada em 2016, o pior ano de crise no país, com uma queda de 37,5% face a 2015, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) moçambicano consultados hoje pela Lusa.

Importações caíram 37,5% em Moçambique em 2016, pior ano da crise
Notícias ao Minuto

13:08 - 14/11/17 por Lusa

Economia Balança comercial

As exportações também caíram, mas de forma mais ligeira, perdendo 2,5% face a 2015, de acordo os resumos publicados na última semana pelo organismo.

Em números absolutos, em 2016, o país lusófono exportou 3,3 mil milhões de dólares e importou 5,2 mil milhões, o valor mais baixo dos últimos cinco anos.

Como resultado, Moçambique diminui o défice da balança comercial com o exterior, que passou de cerca de cinco milhões de dólares para 1,8 milhões de dólares (se forem excluídos os megaprojetos, passou de 3,9 milhões de dólares para 1,2 milhões de dólares).

A taxa de cobertura (exportações sobre importações) passou de 40,95% para 63,93% (de 46,3% para 73,3% excluídos megaprojetos).

A descida mais significativa nos custos com importações foi registada no grupo de produtos que engloba "veículos e outros materiais de transporte", de acordo com a designação do INE moçambicano, grupo que caiu 74,38%.

Analisando para onde vai o dinheiro, verifica-se que a compra ao estrangeiro de máquinas e aparelhos, por um lado, e de combustíveis minerais, por outro, representam 40% do valor das aquisições.

A África do Sul é a origem de um terço de todas as importações, numa lista de cerca de 1100 produtos com destaque para a eletricidade (14% do valor total).

No segundo lugar da lista passou a estar Singapura (9% do valor das importações) ao vender a Moçambique óleos de petróleo ou de minerais betuminosos e químicos (fluoretos, fluorossilicatos e fluoroaluminatos).

Moçambique importou produtos de 200 países em 2016, mais 11 em relação ao ano anterior, resultado da entrada de 26 novos parceiros e da saída de 15 da lista de transações.

Do lado das exportações, o grupo de combustíveis minerais com 1,2 mil milhões de dólares (38,9% do total das vendas ao exterior) e o grupo de metais comuns com 896 milhões de dólares (26,92% do total) representam dois terços de todo o valor que Moçambique obtém do estrangeiro.

Os combustíveis minerais já se constituíam como o segundo grupo mais importante das receitas externas e em 2016 cresceram 31% (a maior subida absoluta da tabela) e passaram para o topo.

Destaca-se também a exportação na categoria de "químicos", um crescimento de 883% desde 2015, de 15,6 para 154 milhões de dólares, graças à venda de carvões ativados e matérias minerais naturais para a Índia, China e Japão.

Os grupos de produtos tradicionais "têm-se revelado pouco representativos nos últimos anos, face ao surgimento dos recursos minerais de grande valor de exportação", refere o INE.

Ainda assim, o valor de exportação de cresceu 10,73% face a 2015 e é o mais representativo com 197 milhões de dólares (5,93% do total).

A lista dos principais destinos de exportação de Moçambique é liderada pela África do Sul, que representa 22% da receita, seguida pelos Países Baixos (21%) e Índia (18,96%).

Cerca de 80% das exportações para a África do Sul são gás e energia elétrica, enquanto que os Países Baixos compram alumínio e a Índia leva carvão.

Em 2016, Moçambique exportou para 123 países, menos cinco em relação ao ano anterior, resultado da entrada de 15 e saída de 20 parceiros.

Os 10 principais destinos representam 80,5% do valor, "o que torna Moçambique cada vez mais dependente de um número reduzido de mercados para venda de seus produtos", conclui o INE.

Os dados do INE moçambicano refletem os dados recolhidos junto de entidades oficiais, como a Autoridade Tributária de Moçambique e serviços alfandegários, ficando de fora uma percentagem desconhecida de mercadorias que circulam de forma ilegal (contrabando) e que diversas autoridades e empresas ainda classificam como um flagelo com impacto nalgumas atividades económicas.

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