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Empresa de rating avalia negativamente títulos de dívida venezuelana

A empresa de classificação de risco da China, Dragong Global Credit Rating, anunciou hoje que incluiu a Venezuela na sua lista de países com revisões negativas, devido à deterioração da economia.

Empresa de rating avalia negativamente títulos de dívida venezuelana
Notícias ao Minuto

21:06 - 13/11/17 por Lusa

Economia Dragong Global

"A 2 de novembro último a Venezuela anunciou uma reestruturação da sua dívida externa total, indicando que enfrenta a deterioração contínua da sua economia e das finanças governamentais, além de pressões pela baixa solvência em moeda local e internacional. O Governo da Venezuela demonstrou uma crescente falta de vontade no pagamento da dívida de 183 milhões de dólares (157,75 milhões de euros) com vencimento a 7 de novembro, e outras dívidas vencidas", lê-se num comunicado da Dragong.

O documento sublinha que "a triste perspetiva da reestruturação da dívida causa uma considerável incerteza sobre se o Governo venezuelano poderá pagar as suas dívidas vencidas, resultando em altos risco de 'default'".

"Até agora, as reservas internacionais da Venezuela cobrem quase 10% da dívida externa total. Prevê-se que até junho de 2018, os juros da dívida vencida do Governo venezuelano e da principal empresa petrolífera (do país) atinjam 21% e 10,05% das reservas internacionais. Embora as reservas internacionais possam cobrir dívidas com vencimento a curto prazo, em última análise, não podem cobrir a dívida de longo prazo", acrescenta-se no documento.

A Dragong explica que relativamente à dívida que venceu a 7 de novembro e a outras dívidas que vão vencer-se nos próximos meses, "o Governo venezuelano não demonstrou nenhuma disposição para pagar a dívida existente, mas sim de abrir uma negociação sobre a reestruturação da dívida, ou para chegar a um acordo".

"Existe uma considerável incerteza sobre se o Governo venezuelano poderá pagar a dívida, conforme previsto, ou não", precisa.

Segundo a Dragong Global Credit Rating, quase 60% dos detentores de títulos de dívida do Estado e da petrolífera venezuelana são americanos e os EUA têm sanções ativas contra a Venezuela.

"Continuará a ser difícil reestruturar a dívida com credores norte-americanos enquanto os canais de refinanciamento forem limitados (...) é difícil prever o futuro da Venezuela quanto à busca de refinanciamento de credores não americanos (...) a curto prazo ver-se-ão riscos consideráveis de incumprimento", adianta.

Por outro lado, o comunicado sublinha que "a Venezuela não possui capacidade para criar riqueza por conta própria" e as "fontes para pagamento da dívida são muito frágeis".

Com a queda dos preços do petróleo, em finais de 2014, "a Venezuela entrou num período de forte recessão económica e hiperinflação contínua, o que provocou uma queda substancial nas receitas financeiras" em que os ativos relativamente grandes não podem ser uma fonte de pagamento confiável devido à pouca liquidez, pelo que o Governo venezuelano depende muito da emissão de moeda e de fontes de pagamento da dívida consideradas vulneráveis.

"Ao mesmo tempo, devido à diminuição das reservas internacionais e à enorme pressão pela desvalorização da moeda local, o Governo (venezuelano) enfrenta riscos significativos (...) em 2016 as reservas internacionais caíram para 11 mil milhões de dólares (9,48 mil milhões de euros), que deverão continuar a cair em 2017 e 2018", conclui a Dragong.

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