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Parlamento quer portugueses a comer mais arroz carolino e menos asiático

A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, uma resolução do PCP que recomenda campanhas de valorização para um maior consumo do arroz carolino português, que sofre uma concorrência crescente de produções provenientes da Ásia.

Parlamento quer portugueses a comer mais arroz carolino e menos asiático
Notícias ao Minuto

17:50 - 13/10/17 por Lusa

Economia Alimentação

Na recomendação ao Governo, o PCP salienta que a produção preferencial em Portugal é de arroz carolino, que representa cerca de dois terços do total produzido.

"O arroz carolino é aquele para o qual o país e os produtores portugueses estão mais vocacionados e é nesta produção que Portugal faz a diferença. Apesar de o país não atingir a autossuficiência, dado os baixos níveis de consumo de arroz carolino, já aconteceu proceder-se à sua exportação", refere-se no projeto da bancada comunista.

No mesmo projeto, o PCP defende que o arroz carolino "é o mais adequado à gastronomia nacional e colhia as preferências dos portugueses".

No entanto, os comunistas lamentam que "diversas campanhas de marketing começaram a 'desviar' essas preferências para outras qualidades de arroz".

"Em Portugal entra muito arroz importado de países asiáticos com custos de produção muito inferiores. Contudo, esses países produzem arroz 'indica' e não arroz carolino", acrescenta-se na resolução.

Apenas com a oposição do deputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) André Silva num dos três pontos, o PCP fez também aprovar uma segunda resolução, esta a recomendar a valorização do pescado de baixo valor comercial e uma avaliação dos resultados das campanhas de promoção de consumo de pescado desenvolvidas pela Docapesca.

Para o PCP, o Governo deve proceder a um estudo ou levantamento exaustivo sobre os "fatores que concorrem para aumentar e condicionar a subida do valor do pescado, identificando os fatores que são responsáveis pelas margens elevadas dos intermediários entre a lota e o consumidor".

"A partir da avaliação e do levantamento", o Governo deve depois redesenhar as campanhas de valorização e promoção do consumo das espécies de baixo valor comercial e para a quais existem grande possibilidade de captura, como a cavala e o carapau", acrescenta-se na resolução.

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