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Crédito à habitação e ao consumo continua a crescer e a ficar mais barato

O Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho divulgado hoje pelo Banco de Portugal revela que o número de contratos de crédito voltou a aumentar e a aproximar-se dos máximos pré-crise.

Crédito à habitação e ao consumo continua a crescer e a ficar mais barato
Notícias ao Minuto

13:17 - 03/08/17 por Bruno Mourão

Economia BdP

O crédito para a compra de casa pode não ter crescido tanto em 2016 como em 2015, mas continua a aumentar rumo a níveis que já não se veem desde a queda do Lehman Brothers: "Em 2016, foram celebrados 57 912 contratos de crédito à habitação num total de 5,5 mil milhões de euros. O número de novos contratos e o montante de crédito concedido aumentaram, respetivamente, 34,2% e 39,6% em 2016, depois de terem registado crescimentos de 51% e 65% em 2015.". 

"O montante de novas contratações foi, contudo, superado pelos reembolsos antecipados e pelos vencimentos, resultando numa redução do valor global da carteira de crédito à habitação, de 90,5 mil milhões de euros, no final de 2015, para 88,4 mil milhões de euros, no final de 2016. Em 2016, foram realizados reembolsos antecipados em contratos de crédito à habitação no montante de 3,2 mil milhões de euros, mais 45,4% do que no ano anterior", revela o Banco de Portugal no Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho publicado esta manhã. 

"Em 2016, o montante médio dos novos contratos de crédito à habitação aumentou (4%), assim como o prazo médio contratado (de 32,1 para 32,8 anos). A maioria dos contratos (83,4%) continuou a ser celebrada a taxa de juro variável, embora a importância deste tipo de taxa de juro se tenha reduzido (89,5% em 2015). A Euribor a 12 meses foi o indexante mais utilizado, ultrapassando, assim, a Euribor a 6 meses, o indexante mais frequente em 2015." 

Nas taxas de juro também há boas notícias: "O spread médio dos contratos a taxa de juro variável diminuiu 33 pontos base, para 1,98 pontos percentuais". 

No crédito ao consumo, a tendência é semelhante: "O montante de novo crédito aos consumidores aumentou 17,5%, prosseguindo o crescimento observado desde 2013 e ultrapassando os valores de 2010. Em 2016, foram concedidos, em média, 497,4 milhões de euros e celebrados 119,5 mil novos contratos por mês". 

"O aumento do montante de crédito concedido foi acompanhado de uma diminuição do custo do crédito. No último trimestre de 2016, a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) média do mercado situava-se em 11,3% por cento, menos 0,6 pontos percentuais do que no período homólogo de 2015." 

"O acréscimo do montante de crédito concedido foi transversal aos três segmentos de crédito aos consumidores, mas voltou a ser mais significativo no crédito automóvel (27,1%) do que no crédito pessoal (16,1%) e no crédito revolving (3,6%). A redução no custo do crédito também ocorreu em todos os segmentos, mas foi mais substancial no crédito 'revolving'", conclui o Banco de Portugal.

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