Dagong retira perspetiva "estável" do Novo Banco e coloca em "evolução"

A agência de notação financeira Dagong Europe retirou o 'outlook' (perspetiva) "estável" do Novo Banco, colocando-o em "evolução", mantendo o 'rating' de crédito de longo prazo em "CCC+", informou hoje a entidade chinesa.

© Reuters
Economia Notação financeira

Segundo a Dagong, esta decisão foi tomada depois da recente divulgação dos resultados em 2016 do Novo Banco - prejuízo de 788 milhões de euros -, bem como do acordo de venda recentemente assinado com o fundo norte-americano Lone Star.

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A Dagong realçou que esta operação está ainda dependente da obtenção das autorizações regulatórias, mas também de uma operação de troca de obrigações seniores com vista a melhorar o capital do Novo Banco em 500 milhões de euros, o que implicará penalizações para os detentores dos cerca de 3.000 milhões de euros destes títulos no balanço do Novo Banco.

"Entendemos que o cenário para este exercício ainda não é claro, neste momento, apesar de parecer que vai ser voluntário para os obrigacionistas. Como os seus termos ainda não foram comunicados, consideramos que o fecho do processo de venda está a trazer incertezas para os obrigacionistas sobre as suas alternativas e perdas potenciais", destacou a Dagong.

"Consideramos que, se este exercício é uma condição obrigatória para o sucesso da venda e para o reforço da base de capital do banco, os obrigacionistas podem ser eventualmente 'forçados' a aceitar a troca de dívida", alertou a agência, acrescentando que, uma vez que ainda não são conhecidas as condições desta operação, não é possível avaliar ainda o seu impacto.

"Neste momento a informação é demasiado limitada para ter a certeza sobre a direção do fecho do processo de venda e as suas consequências para os 'ratings' de curto e longo prazo do banco", sublinhou, explicando que vai aguardar pela informação adicional acerca da operação para avaliar o perfil financeiro do Novo Banco.

A Dagong apontou ainda o dedo para os riscos da litigância judicial que existem em torno do banco de transição criado em 2014, na altura da intervenção das autoridades no ex-Banco Espírito Santo (BES), nomeadamente, para os processos movidos por grandes fundos de investimento internacionais que pretendem bloquear a venda, bem como a queixa apresentada pelo grupo britânico Aethel contra a venda do Novo Banco à Lone Star.

"Enquanto o fecho da venda não for completado, avaliamos [o Novo Banco] com base na sua atual estrutura, sendo integralmente detido pelo Fundo de Resolução português", rematou a Dagong.

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