Investidores devem estar atentos ao populismo e ascensão da China

As políticas populistas e o regresso da China como motor de crescimento global são algumas das tendências que devem merecer a atenção dos investidores em 2017, segundo um relatório da Allianz Global Investors.

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Economia Outlook

O 'Outlook' da AllianzGI para 2017, elaborado pelo estratega global da gestora de investimentos, Neil Dwane, estima que o crescimento económico vai continuar "lento, fraco e sem brilho", com os Estados Unidos a entrarem num novo ciclo, o Japão a ter de lidar com o envelhecimento da população e a Europa a sofrer as consequências do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia).

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"Os mercados emergentes devem prosperar à medida que a China se reequilibra", sendo a Ásia globalmente atrativa, com a Índia e a Indonésia a realizarem um progresso significativo nas reformas.

O analista estima também que as políticas populistas vão impulsionar a volatilidade do mercado: "Brexit, os Valões (belgas), Bernie Sanders e Donald Trump, todos desempenharam o seu papel", refere no estudo, salientando que "a política deve manter-se uma consideração -chave na hora de investir".

Segundo a AllianzGI, a "gestão monetária vai também tornar-se mais política, dado que vai passar a estar integrada nas políticas de controlo fiscal explícitas dos governos".

As taxas de juro baixas devem persistir e a inflação "vai manter-se chave, mas levará décadas a funcionar", segundo o relatório.

Quanto ao petróleo, a AllianzGI antecipa que em 2017 haverá um reequilíbrio entre a oferta e a procura: "Acreditamos que um pequeno aumento no preço do petróleo em 2017 pode estimular o investimento em petróleo e a inflação global, mas não nos parece que isso provoque um 'boom' do gás de xisto nos EUA".

A oferta continuará pressionada pela situação geopolítica de convulsão no Médio Oriente, América Latina e África, acrescenta o relatório.

 

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