Ministro afirma que "a inovação não é uma opção das empresas ousadas"

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, disse hoje, durante a inauguração das novas instalações da empresa Moldes D'4, na Batalha, distrito de Leiria, que "a inovação não é uma opção das empresas ousadas".

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Economia Caldeira Cabral

Segundo o ministro, a inovação "é uma constante nas empresas que querem sobreviver, que querem ter futuro em Portugal e que querem ser competitivas".

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"A inovação não é uma opção das empresas ousadas. A única forma de podermos ser competitivos em Portugal é valorizando os nossos produtos, diferenciando-os, inovando-os ao nível dos processos e valorizando os trabalhadores", afirmou Manuel Caldeira Cabral, considerando que, desta forma, está-se a fazer "produtos de melhor qualidade, em processos produtivos que respondem com maior rapidez".

"São estes produtos que se diferenciam e que acrescentam valor. Só acrescentando valor é que podemos ser competitivos e temos que sair daquela ilusão que poderíamos ser competitivos na base do esmagamento de salários", acrescentou.

O ministro da Economia sublinhou que "a estratégia das empresas tem de ser de exigência, de valorização dos nossos produtos e dos nossos trabalhadores, porque só assim podemos ter a exigência dos bons clientes".

"São os bons clientes que pagam essa diferença, porque sabem que é com moldes de qualidade, com produtos de qualidade, que se consegue vencer hoje no mercado global", frisou.

A empresa Moldes D'4 abriu portas em 2005, fruto do empreendedorismo de quatro funcionários da área dos moldes.

Caldeira Cabral sublinhou que "foram empresas como esta que fizeram com que Portugal tivesse um crescimento notável nos últimos 10 anos nas exportações e que vão continuar a fazer o futuro do país".

O ministro considerou que a indústria atual em Portugal "tem clientes muito exigentes, que não quer saber dos outros clientes, menos exigentes, que só querem pagar preços baixos".

Caldeira Cabral lembrou que no Orçamento do Estado foram aprovados novos instrumentos fiscais que "favorecem quem investe nas empresas capitalizando-as".

"Até hoje tínhamos uma discriminação em quem investia com capitais alheios podia deduzir aos lucros os custos financeiros que tinha, mas quem investia com capitais próprios não podia. A partir de janeiro, quem investir com capitais próprios vai poder deduzir 7%, o que significa que vai ter menor tributação", anunciou.

Um dos sócios-gerentes da Moldes D'4, Carlos Rosa, referiu que a empresa exporta 97%, tendo um ativo de 4,9 milhões de euros.

"As novas instalações são o resultado do nosso crescimento e foram um investimento de 1,6 milhões de euros", revelou.

Carlos Rosa acrescentou que o número de empregados aumentou e que o objetivo da empresa é, "nos próximos cinco a dez anos, crescer cinco a dez por cento ao ano".

 

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