Endesa diz que alargamento do prazo não resolve liberalização do mercado

O presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, afirmou hoje que mais importante do que alargar o prazo para as famílias mudarem para o mercado liberalizado de eletricidade era criar um mecanismo para concluir o processo.

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Economia Eletricidade

"Adiar não resolve o problema que acontecerá sempre que é no final do prazo haver sempre muitas pessoas que não atuaram, não foram proactivas na procura de um comercializador em mercado livre", afirmou Ribeiro da Silva, à margem do encontro anual do AGN - Associação das Empresas de Gás Natural, no Centro Cultural de Belém.

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Em declarações aos jornalistas, o presidente da Endesa Portugal considerou que "mais importante era ter um mecanismo para resolver essa situação que acontece sempre", até tendo como exemplo o que se passou em outros países.

"Importa ter um mecanismo para lidar com essas situações que aconteceriam mesmo que se estendesse o prazo até 2050", acrescentou.

A energética espanhola Endesa quer duplicar o número de clientes de eletricidade e de gás natural em Portugal até 2019, através de um reforço no segmento doméstico e empresarial, segundo o plano estratégico divulgado há uma semana.

Para Ribeiro da Silva, o adiamento do prazo para o fim do mercado regulado da eletricidade não obriga a rever os planos, uma vez que "há muito terreno para lavrar dentro do universo de pessoas que já estão no mercado liberalizado".

O prazo para as famílias mudarem para um comercializador de eletricidade em mercado livre foi prolongado por três anos, para 2020 em vez de 2017, com a aprovação da proposta do PCP.

 

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