OPEP confirma corte de produção. Petróleo já dispara mais de 8%

A tão ansiada limitação do número de barris disponibilizados aos mercados foi ratificada. A Arábia Saudita sacrificou uma fatia significativa da própria produção para garantir o sucesso do acordo.

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Economia Matérias-Primas

O pessimismo dos analistas e investidores propagou-se ontem com o ceticismo a ditar leis, mas a verdade é que no final da tão aguardada reunião dos maiores produtores mundiais em Viena, o corte na produção de petróleo foi confirmado.

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Segundo o MarketWatch, o corte diário de produção vai ser de 1,2 milhões de barris, um número bastante superior ao esperado que significa a primeira redução da oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo desde 2008.

A Arábia Saudita vai assumir o maior corte, cerca de 486 mil barris por dia, como voto de confiança aos parceiros da OPEP e sinal de compromisso. A Reuters e a Bloomberg indicam que a Nigéria e o Irão ficaram isentos dos cortes, como contrapartida do apoio dado ao acordo geral.

A Rússia terá também assinado o acordo mesmo não fazendo parte da OPEP, comprometendo-se a cortar a própria produção em cerca de 300 mil barris para tentar ajudar na recuperação dos preços.

Graças à perspetiva de um maior equilíbrio entre oferta e procura nos mercados, os investidores voltaram a apostar no petróleo, com efeitos notórios. A euforia está a provocar uma repentina subida de quase 9% na Europa e nos Estados Unidos, com o preço por barril a ultrapassar os 51 dólares em Londres e quase a atingir os 50 dólares em Nova Iorque.

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