Lufthansa anuncia nova proposta para pôr fim a greve dos pilotos

A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou hoje que a proposta salarial que fez aos pilotos na sexta-feira deixou de estar associada a outras condições.

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Esta posição surge após seis dias de uma greve que levou ao cancelamento de 4.461 voos, afetando mais de meio milhão de passageiros.

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Hoje, foram canceladas 890 ligações e afetados 98 mil passageiros.

A companhia afirmou que propôs aos pilotos um aumento de 4,4% em dois anos (a remuneração seria aumentada em 2,4% em 2016 e em 2% em 2017), mais um pagamento único (não especificado), referindo que esta proposta deixou de estar ligada a quaisquer outras condições.

"Queremos evitar mais danos à empresa e voltar a oferecer aos nossos passageiros o serviço que esperam de nós", disse Harry Hohmeister, um dos dirigentes da empresa.

Esta proposta é similar à que foi feita na passada sexta-feira, mas deixou de estar associada a alterações no sistema de pensões, que o sindicato Vereinigung Cockpit considerava inaceitáveis.

Cada dia de greve custa à empresa entre 10 e 15 milhões de euros, disse à AFP um porta-voz da empresa.

A companhia aérea conta normalizar a sua atividade a partir de quinta-feira, não tendo até agora sido anunciado qualquer prolongamento da paralisação.

O diferendo entre o sindicato e a administração da Lufthansa persiste desde abril de 2014.

O sindicato aponta que não houve aumentos salariais nos últimos cinco anos, quando a empresa regista lucros e exige uma valorização salarial com efeitos retroativos e correspondente em média a 3,66% por ano.

 

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