Trocas comerciais no G20 estagnaram após recuperação incipiente

A incipiente recuperação das trocas comerciais nos países do G20 que se tinha constatado no segundo trimestre ficou quase estagnada no terceiro, de acordo com os dados apresentados hoje pela OCDE.

© Reuters
Economia OCDE

Segundo os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), as exportações inclusivamente desceram "marginalmente" 0,1% no G20 entre julho e setembro, depois de terem subido 1,6% no trimestre anterior.

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As importações continuaram a aumentar pelo segundo trimestre consecutivo mas a um ritmo nitidamente inferior, já que o acréscimo no terceiro trimestre foi de 0,6% face ao período anterior, contra 1,9% no trimestre precedente.

Em termos globais, as transações de mercadorias mantiveram-se em cerca de 10% abaixo do nível observado antes do segundo trimestre de 2008, ou seja antes de se fazerem sentir os efeitos da crise financeira, sublinha a organização.

A organização considera que a debilidade do comércio externo nos últimos dois anos resulta em parte do afundamento dos preços do petróleo, que no terceiro trimestre de 2016 permaneceram mais estáveis, em torno dos 45 dólares por barril.

Entre julho e setembro deste ano, as exportações da China ('número um' mundial) recuaram 2,9%, ou seja, o quarto decréscimo trimestral consecutivo, bem como as da Índia, (-1,5%), da Indonésia (3,7%) e da União Europeia (1%).

No seio da UE, as exportações no terceiro trimestre recuaram nas três principais economias, designadamente caíram 1,0% na Alemanha, 4,3% no Reino Unido e 1,0% em França.

As exportações desceram ainda mais no período em referência na Turquia, tendo recuado 9,5%.

Em sentido contrário, as exportações continuaram a aumentar pelo segundo trimestre consecutivo nos Estados Unidos (4,2%) e no Japão (4,1%) e avançaram no México (4%) e no Canadá (3,9%).

Em relação às importações, as variações mais pronunciadas foram registadas nas economias emergentes do G20, já que aumentaram 4,3% na Índia, 4,5% na Rússia e 4,8% na África do Sul e diminuíram 5% na Argentina, 4,3% na Indonésia e 9,9% na Turquia.

As compras ao exterior dos Estados Unidos no terceiro trimestre, maior importador em volume a nível mundial, subiram 1,2%, enquanto as da China, segunda maior importadora do mundo, recuaram 0,4%.

Na UE em conjunto, as importações permaneceram estagnadas, com subidas de 2,7% em França, 0,1% na Alemanha e 0,3% em Itália e um decréscimo de 2,3% no Reino Unido.

 

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