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Zarph: Uma "brincadeira de amigos" que já é um caso sério em Portugal

A Web Summit acolheu um leque muito vasto de tecnológicas nacionais muito promissoras. O Economia ao Minuto conseguiu falar com uma das escolhidas do Road 2 Web Summit, a Zarph.

Zarph: Uma "brincadeira de amigos" que já é um caso sério em Portugal
Notícias ao Minuto

08:20 - 20/11/16 por Bruno Mourão e Miguel Patinha Dias

Economia Entrevista

Começou como uma "brincadeira de amigos", mas ao longo de quatro anos, foi crescendo até se tornar um dos mais importantes nomes da gestão de pagamentos em Portugal e uma das tecnológicas mais promissoras em Portugal. 

Presente na Web Summit, a Zarph tirou alguns minutos da ocupada agenda para falar com o Economia ao Minuto sobre o próprio nascimento, o evento realizado em Lisboa e a participação no Road 2 Web Summit, que lhe valeu um espaço reservado nos pavilhões da FIL. 

Leia abaixo a conversa com Pedro Gordo, fundador e presidente executivo da Zarph. 

Como é que a Zarph começou? Qual é a vossa história? 

A Zarph começou em 2012 como uma brincadeira entre amigos para resolver o problema do numerário dos bancos; nós dizíamos: "Temos de ir buscar o dinheiro à rua e ficamos ricos num fim de semana de certeza". 

Começámos a pensar nisso e começámos a desenvolver um protótipo da nossa solução e logo desde o início tivemos a ideia de ir para Silicon Valley testar a solução. Passei sete meses em Silicon Valley a fazer testes, falei com bancos, com pessoas do retalho, para perceber se estávamos de facto a resolver um problema. Queríamos saber se as pessoas tinham de facto este problema. 

Felizmente, percebemos que era uma solução que podia ser aplicada a nível mundial. 

E como foi a experiência em Silicon Valley? 

Foi extremamente enriquecedora. É um ambiente muito diferente daquele a que estamos habituados na Europa: Os Estados Unidos têm uma indústria de startups e o modo como olham para o aparecimento das startups é diferente. Não é pior nem melhor, simplesmente é diferente. 

A nós, deu-nos muita experiência no contacto com parceiros de negócio, com investidores e foi crucial para nós quando percebemos que íamos avançar e tivemos de recorrer a capital de risco. 

Como se definem e o que oferecem de diferente no mercado nacional e internacional? 

A Zarph é uma empresa portuguesa e é especialista na gestão de dinheiro, soluções de tesouraria e soluções de pagamento. O que nós fazemos e a forma como ajudamos os nossos clientes é: Nós introduzimos automação na gestão do dinheiro.

O que a Zarph disponibiliza aos clientes são equipamentos e um software, uma plataforma web, que automatiza uma boa parte deste processo. Durante o dia, os trabalhadores vão introduzindo informação nos equipamentos e estes vão gerindo a informação em tempo real. Cada vez que é introduzida informação, o equipamento envia um e-mail a detalhar a transação, dizer que depositaram uma certa quantidade de dinheiro em notas de 10, 20, 50 euros. Assim, no fim do dia, através de uma tecla, eu sei quais os colaboradores que fecharam o turno, quanto fizeram, o dinheiro que toda a empresa recebeu e em que notas e moedas foram feitos os depósitos. 

O software é também a nossa grande informação, através de uma plataforma onde as empresas de transporte, por exemplo podem ir buscar a informação e saber quando têm de ir buscar o dinheiro. Também permite que um banco saiba quanto foi depositado para que o banco possa depositar essa mesma quantidade na conta do cliente. Isto traz muita eficiência e redução de custos. 

Uma das vossas parcerias mais importantes que têm é com a plataforma MB Way. Qual é o papel que desempenham na aplicação? 

Nós, como parceiro tecnológico da SIBS, disponibilizamos a tecnologia para o comerciante poder aceitar pagamentos via MB Way. Para os utilizadores, basta descarregar a aplicação, mas os comerciantes precisam de algo mais para fazer a transação. 

Quatro anos depois, chegam à Web Summit em Lisboa. Qual é o objetivo da vossa presença? 

Nós já passámos a fase da validação, já temos clientes em Portugal e no estrangeiro nas duas áreas mais importantes para nós, o retalho e a banca, mas queremos mais exposição. Temos tido muitas pessoas interessadas a falar connosco. O mais importante é vermos e sermos vistos. 

Vocês foram uma das startups escolhidas para representar Portugal na Web Summit graças ao Road 2 Web Summit. Como foi essa experiência e a competição com tantas empresas inovadoras? 

Logicamente, foi um grande desafio. Estávamos a concorrer com 180 empresas, portanto há sempre um nervoso miudinho para apresentar o nosso projeto. Aí, foi muito importante a experiência que tivemos em Silicon Valley, que nos permitiu preparar um bom 'pitch' que convenceu o júri. Acho que também são importantes, sem dúvida, os resultados que a Zarph tem obtido até agora. 

O vosso crescimento tem sido orgânico? Esperam continuar nesta senda durante os próximos anos? 

Sim, temos conseguido crescer bastante. Tem sido uma das consequências da expansão do nosso negócio e a nossa previsão agora, tendo em conta que já estamos a trabalhar em três mercados internacionais e a fazer testes em seis outros, é que de facto tenhamos um crescimento grande em 2017. 

Que balanço fazem da vossa pequena viagem até à Web Summit? 

Tem correspondido claramente às expectativas. Como eu disse, o nosso objetivo era fazer contactos e de facto conseguimos fazer muitos contactos, ter muitas conversas com potenciais clientes e até com investidores que querem perceber em que ponto está a Zarph e ficaremos com os contactos para voltar a chamar interessados para investir na empresa. 

Preparado para o próximo ano? 

Sim, preparado! (risos)

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