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Governo diz que contratos tóxicos "não devem ser diabolizados"

No final do Conselho de Ministros, o ministro Luís Marques Guedes referiu que os ‘swaps’ não foram uma questão abordada na reunião desta sexta-feira, contudo esclareceu que essas operações financeiras “não devem ser diabolizadas”.

Governo diz que contratos tóxicos "não devem ser diabolizados"

Na habitual conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, os jornalistas questionaram o ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, sobre os ‘swaps’ (operações financeiras de seguro de risco de crédito) que, soube-se esta semana, provocaram ‘buracos’ em várias empresas públicas.

Apesar de referir que o “assunto não esteve em análise no Conselho Ministros” e que é o Ministério das Finanças que está “mandatado para tratar desse assunto, nomeadamente a negociação com a banca”, Marques Guedes salientou que “os ‘swaps’ não devem ser diabolizados”.

“São operações a que as empresas, quer no sector privado, quer no público, podem recorrer”, destacou o ministro dos Assuntos Parlamentares, esclarecendo que o que está em causa na auditoria da Inspecção-Geral das Finanças e da Agência de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) às empresas públicas são “operações deste figuro mas que continham natureza puramente especulativa e que pode ser entendida como danosa para as empresas públicas que o terão feito”.

Por isso, explicou, “a orientação [agora] é que qualquer operação deste tipo deverá ser feita via IGCP” para que estas operações se realizem “com a transparência que a utilização de dinheiros públicos determina”.

Sobre as responsabilidades criminais a apurar, o governante admitiu que ainda não há matéria suficiente para apresentar queixa seja contra quem for mas que o Governo vai entregar todos os dados ao Ministério Público para que este apure se existe matéria suficiente para o efeito.

"Não se trata da apresentação nesta fase de nenhuma queixa por parte do Governo ao Ministério Público, porque não temos matéria suficiente, trata-se de entrega ao Ministério Público do apuramento de todos os factos que terão à data ocorrido, no período anterior ao exercício de funções deste Governo para o Ministério Público depois analisar se existe ou não alguma matéria que possa ser passível de algum procedimento judicial. Essa matéria é uma decisão que será tomada pelo Ministério Público", afirmou.

Marques Guedes admitiu ainda que a saída dos secretários de Estado Braga Lino e Juvenal Silva Peneda aconteceu para "não colocar qualquer tipo de responsabilidade política sobre este Governo relativo ao apuramento dos factos".

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