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Caixa Geral de Depósitos tem de dar exemplo na concessão de crédito

O PSD considerou esta sexta-feira que há excesso de aversão ao risco por parte do sistema financeiro e defendeu que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem de dar o exemplo na concessão de crédito às empresas.

Caixa Geral de Depósitos tem de dar exemplo na concessão de crédito

Esta posição foi assumida pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, na Assembleia da República, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que reiterou que o Estado vai actuar para que os bancos recapitalizados reanimem o crédito à economia.

"Continua a haver algum excesso de aversão ao risco por parte do sistema financeiro que é importante que possamos vencer e modificar. É necessário que haja aqui alguma evolução na filosofia que o sistema financeiro tem tido para com as empresas", afirmou o líder parlamentar do PSD.

"E não posso também deixar de lhe dizer que, desse ponto de vista, o próprio banco público, a CGD não pode deixar de dar o exemplo", acrescentou, dirigindo-se ao primeiro-ministro.

Segundo Luís Montenegro, "sendo a CGD, naturalmente, uma alavanca importante do sistema financeiro, é necessário que daí possa emanar uma nova postura de relacionamento com as micro, pequenas e médias empresas, que possa precisamente fazer chegar ao tecido económico a capacidade para poder desenvolver os seus negócios".

Em resposta a "responsáveis do sistema financeiro" que alegam que há liquidez e que não há "assim tanta procura" de crédito, o líder parlamentar do PSD contrapôs que "as taxas de juro e os 'spreads' que estão a ser praticados são ainda muito elevados para garantir um investimento sustentado".

"Para além disso, muitas empresas carecem hoje, não só do apoio a investimentos, como do apoio do sistema financeiro para reestruturarem as suas dívidas, os seus planos financeiros, e com isso viabilizarem negócios que do ponto de vista económico têm sustentabilidade", acrescentou.

Ainda quanto à CGD, Luís Montenegro sustentou que, "no passado recente, a capacidade de crédito do banco público foi muito absorvida por investimentos feitos na esfera do Estado, no sector empresarial do Estado, também com outros de duvidoso critério de apoio à aquisição de participações sociais, etc.".

Em resposta a esta intervenção, Pedro Passos Coelho reafirmou que está convencido de que "há hoje condições para que os bancos possam dar um contributo mais expressivo para o financiamento à economia" e que, "em particular, junto daqueles que obtiveram um financiamento público para fazer essa recapitalização, o Estado não deixará activamente de fazer valer esses pontos de vista".

O primeiro-ministro ressalvou que o Governo não quer envolver-se "na disputa com os bancos sobre a avaliação de risco", mas considerou que também não pode "permitir que o financiamento à economia, dentro de condições que existam para a assegurar, não seja feita em tempo útil de modo a garantir uma inversão da tendência".

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