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BES: Fundo de Resolução deverá financiar solução que compensa lesados

A criação de um fundo autónomo, financiado pelo Fundo de Resolução para comprar os créditos que os clientes lesados têm sobre as empresas do GES, é a solução mais provável para compensar os lesados do papel comercial.

BES: Fundo de Resolução deverá financiar solução que compensa lesados
Notícias ao Minuto

22:20 - 16/06/16 por Lusa

Economia Propostas

Segundo a informação recolhida pela Lusa junto de fonte envolvida nas negociações, será depois esse veículo que irá receber eventuais compensações decididas pela Justiça, decorrentes dos processos que os lesados puseram nos tribunais.

A Rádio Renascença já tinha noticiado hoje à tarde que a solução passa por uma espécie de "fundo de indemnização", que irá adiantar o dinheiro aos lesados, ficando em troca com os direitos judiciais.

A questão prende-se com o modo como será financiado esse fundo, uma vez que terá de pagar aos clientes lesados para ficar com os créditos.

A estratégia passa por o dinheiro vir do Fundo de Resolução bancário, que depois irá receber o empréstimo concedido em função das compensações que venham a ser decididas na Justiça. Em caso limite, poderão não ser suficientes para amortizar o empréstimo ao Fundo de Resolução que, nesse caso, teria de assumir essa perda.

No entanto, há outra questão a resolver, uma vez que de momento o Fundo de Resolução não terá dinheiro para financiar esse veículo.

O cenário em cima da mesa é esse dinheiro vir do Fundo de Garantia de Depósitos. No entanto, refere a mesma fonte, enquanto o pagamento pelo veículo do empréstimo do Fundo de Resolução é contingente, já no caso do empréstimo do Fundo de Garantia de Depósito esse tem de ser obrigatoriamente reembolsado pelo Fundo de Resolução, receba este o dinheiro do veículo ou não.

O Fundo de Resolução bancário tem como participantes os principais bancos a operar em Portugal, pelo que em última análise será o setor financeiro a ficar com as perdas.

Esta solução complexa para compensar os lesados do papel comercial do GES é o resultado das nove reuniões que aconteceram entre a Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial do GES, o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, sob a mediação do Governo.

Este cenário ainda tem, contudo, pontos para clarificar, só devendo ser enviado para o Ministério das Finanças, de modo a que seja analisado, depois do novo encontro marcado para segunda-feira.

O objetivo desta solução é compensar os mais de 2.000 clientes do retalho que dizem ter sido lesados pelo BES. Estes investidores reclamam 432 milhões de euros investidos em papel comercial das empresas Espírito Santo International e Rioforte, do GES, que foi vendido aos balcões do banco BES.

Esse dinheiro foi dado como praticamente perdido aquando da 'implosão' do grupo da família Espírito Santo, em 2014.

Apesar desta solução, os clientes que investiram nestes títulos irão suportar perdas, uma vez que não será devolvido todo o dinheiro que investiram.

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