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Município de Sintra prepara missão empresarial a São Tomé e Príncipe

O presidente da Câmara de Sintra defendeu hoje que o município pretende ser um interlocutor do investimento português em São Tomé e Príncipe, num seminário que antecede a preparação de uma missão empresarial programada para 2016.

Município de Sintra prepara missão empresarial a São Tomé e Príncipe
Notícias ao Minuto

20:46 - 23/11/15 por Lusa

Economia 2016

"Podemos fazer de Sintra uma plataforma de interesse para quem quer investir em São Tomé, ajudando nos fóruns da AICEP [Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal], aliás com quem trabalhamos muito intimamente", afirmou Basílio Horta (PS).

O autarca, que falava na abertura do seminário "Oportunidades de Negócios & Cooperação em São Tomé e Príncipe", salientou que a economia é importante, mas "há momentos em que Portugal, por todos os motivos, e se calhar até por um dever histórico, deve estar ao lado de quem mais necessita do seu apoio".

O seminário, promovido pelo gabinete municipal de apoio ao empresário, teve como objetivo identificar potenciais oportunidades de negócios em São Tomé e Príncipe, mas também lançar as bases para uma missão empresarial de investidores do município programada para "o primeiro trimestre de 2016", anunciou a organização.

Segundo Basílio Horta, o arquipélago de São Tomé e Príncipe possui uma "economia pequena", mas conseguiu ultrapassar "alguns momentos" mais difíceis, quando se sabe que "estabilidade política vive paredes meias com atração de investimento e manutenção dos mercados".

O antigo presidente da AICEP destacou as potencialidades de São Tomé nos setores agrícola, com o cacau, o café e outras matérias-primas, e do turismo, com o aproveitamento das roças, que pode ajudar a economia local e sintrense.

"Sintra deseja ser apenas um modesto interlocutor, com o seu modesto contributo, nesta aproximação", frisou o autarca, acrescentando que a colaboração deve passar também pela área da formação profissional.

O embaixador de São Tomé e Príncipe em Portugal, Luís Guilherme Viegas, salientou que a "nova visão" das autoridades do seu país passa por promover os recursos naturais e "consolidar São Tomé e Príncipe como um polo de negócios no golfo da Guiné".

Os principais pilares do desenvolvimento assentam na construção de um porto em águas profundas, na remodelação do aeroporto internacional, criando um 'hub' para a aviação regional, e numa infraestrutura para apoio aos investidores, explicou o diplomata.

O governo são-tomense pretende viabilizar a transformação de quatro roças "em centros de ecoturismo e agroturismo", através da sua adaptação como 'boutique hotel', além do apoio ao investimento na agricultura, nomeadamente na fileira do cacau, também para a exportação.

A formação profissional no setor do mar, para marinheiros, construção naval e turismo, é outra aposta governamental, que planeia ainda a construção de um terminal de armazenamento de combustíveis, para utilização nacional e regional, enunciou Luís Viegas.

O embaixador sublinhou ainda como medidas de apoio ao investimento privado estrangeiro a redução de procedimentos para a criação de empresas e a revisão da carga fiscal.

No seminário participaram ainda Pedro Correia, da AICEP Portugal Global, e Jorge Gaspar, do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

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