A medida aplicada pelo estatal Banco de Venezuela, que tem uma quota de mercado de 20%, está a causar polémica entre os seus clientes e foi adotada quando rareiam as notas de valor mais elevado, de 100 bolívares.
A redução da quantia a levantar diariamente ocorre ainda quando os analistas económicos defendem que o Banco Central da Venezuela imprima papel-moeda de maior valor fiduciário, face à subida constante dos preços dos bens de consumo.
Segundo José Vicente León, diretor da empresa Datanalisis, "perante a inflação galopante, as pessoas levam grandes maços de bilhetes nas algibeiras", situação que contribui para aumentar o sentimento de insegurança vigente, com a continuação do elevado número de assaltos.
A limitação de levantamentos nas caixas multibanco agora imposta suscita ainda críticas da população, que se queixa que a redução impede ter dinheiro suficiente para fazer face a situações inesperadas, como a compra de um produto que escasseia no mercado e entretanto chegou a um estabelecimento comercial.
Desde 2003 que existem na Venezuela três taxas de câmbio oficiais e uma que é praticada no mercado paralelo.
As três taxas oficiais são utilizadas consoante os fins a que destinam.
No caso de ser para pagamento de importações de produtos prioritários, feitas pelo Estado venezuelano, utiliza-se a taxa de 6,30 bolívares por cada dólar, mas se for para levantamento de dinheiro em caixas multibanco, com cartão de débito ou crédito estrangeiro, a taxa considerada sobe para 12 bolívares.
Para os restantes casos, a taxa cambial utilizada é de 199,96 bolívares por cada dólar.
No mercado paralelo, a cotação sobe substancialmente, tendo fechado a semana nos 700,99 bolívares.