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Governo atribui descida dos juros à "trajetória da economia"

O ministro da Presidência, Marques Guedes, considerou hoje as taxas de juro negativas de Portugal "boas notícias" e "a confirmação da confiança internacional nas políticas e trajetória da economia portuguesa".

Governo atribui descida dos juros à "trajetória da economia"

"São boas notícias, sobretudo, são a confirmação da confiança internacional na política e trajetória da economia portuguesa", afirmou o governante no final do Conselho de Ministros, contrapondo que "no mesmo dia", as taxas de juro da Grécia "estão acima de 15%".

Em declarações aos jornalistas, Marques Guedes assinalou as taxas acima dos 15% na Grécia, "cujo partido do Governo continua a ser o guru do Partido Socialista e de outros partidos à esquerda".

"A única coisa que ressalta é a confiança em relação à trajetória da economia portuguesa e das políticas que têm vindo a ser seguidas", acrescentou.

Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a cair a dois, cinco e dez anos, uma tendência que se estende à Irlanda, mas que não é acompanhada pela Espanha, Itália e Grécia.

Hoje, cerca das 10:00 em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos caíam para 1,622%, contra 1,623% na quarta-feira. O atual mínimo de sempre é 1,560% e foi registado a 13 de março.

A tendência a dois anos dos juros da dívida portuguesa negociados no mercado secundário era igualmente de queda para 0,012%, contra 0,030% na sessão anterior.

Entretanto, os preços para a emissão de dívida que tem maturidade a 15 de outubro de 2016 e que é utilizado como referência para a atual dívida soberana portuguesa a dois anos "tem uma yield (rendimento oferecido ao investidor) negativa", disse à agência Lusa o analista da IMF, Filipe Garcia.

Sendo assim, a taxa de juro da dívida tocou esta manhã num valor negativo de 0,04%, o mais baixo desde a criação zona euro.

Já os juros na maturidade dos cinco anos estavam também a cair, para 0,774%, contra 0,765% na quarta-feira.

Trata-se de títulos que estão a ser negociados entre os investidores e não emissões reais pelo Estado português.

A 09 de março passado, o Banco Central Europeu (BCE) arrancou com um programa sem precedentes de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir injetar 60.000 milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro na esperança de a redinamizar.

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