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Portugal poderá "beneficiar de acordo" entre a Grécia e a UE

A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, defendeu hoje que Portugal beneficiará de um acordo nas negociações entre a Grécia e a União Europeia que seja bom para ambas as partes.

Portugal poderá "beneficiar de acordo" entre a Grécia e a UE
Notícias ao Minuto

11:17 - 12/02/15 por Lusa

Economia Helena Roseta

Helena Roseta é uma das 32 figuras portuguesas que subscreveram uma carta-apelo ao primeiro-ministro para aproveitar o debate sobre a Grécia no Conselho Europeu de hoje de forma a inverter as políticas de austeridade seguidas internamente.

"A questão essencial é que nos parece ser do interesse de Portugal contribuir para que haja uma saída para a negociação entre a Grécia e a União Europeia. É fundamental que haja uma saída, que as duas partes possam aceitar, e que seja boa para os dois, acabando por ser boa também para Portugal", explicou a ex-dirigente socialista em declarações à agência Lusa.

Helena Roseta mostrou-se surpreendida com as declarações do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, quando classificou a posição do novo Governo de Atenas sobre a dívida como "assuntos que são contos de criança", sublinhando que se tratou de "uma gafe monumental".

"Ontem [quarta-feira] caiu-me a alma aos pés quando ouvi o presidente da Republica dizer que os dirigentes gregos já aprenderam muito. É uma falta de respeito, uma pesporrência perante uma atitude de um governo soberano de outro país e obriga-nos a dizer uma coisa óbvia: defendam os interesses de Portugal ", enfatizou.

A responsável lembrou ainda que não se trata de defender os interesses da Grécia isoladamente, mas sim "defender soluções alternativas àquilo que estamos a viver".

"A grande questão que a Grécia pôs em cima da mesa foi a de que 'a história de que não há alternativa' [às medidas de austeridade] acabou. Tem de haver e, se há alternativas, é do interesse de Portugal contribuir para elas", acentuou.

A "Carta ao primeiro-ministro de Portugal", noticiada hoje pelo Público, é subscrita por 32 figuras, como os ex-ministros Bagão Félix (CDS-PP) e Freitas do Amaral (executivos da AD/CDS e PS), Ferro Rodrigues e João Cravinho (PS), mas também pelo ex-líder parlamentar do PSD José Pacheco Pereira, pelo ex-coordenador do Bloco de Esquerda Francisco Louçã, pelos economistas Paulo Trigo Pereira, Pedro Lains e José Reis, pelo empresário Ricardo Bayão Horta, pela escritora Lídia Jorge, pelo ex-secretário-geral da CGTP Manuel Carvalho da Silva ou pelo ex-dirigente comunista Octávio Teixeira.

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