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Soares dos Santos ganha 108 vezes mais que os seus trabalhadores

Um estudo levado a cabo por dois economistas revela que os trabalhadores têm noção que os gestores das grandes empresas têm um salário muito superior ao seu. No entanto, o que não sabem é que os rendimentos não são muito superiores, mas sim, extraordinariamente superiores. No caso da Jerónimo Martins, Soares dos Santos ganhou, em 2013, 108 vezes mais que a média dos trabalhadores do grupo, escreve o Público.

Soares dos Santos ganha 108 vezes mais que os seus trabalhadores

Os trabalhadores têm noção que os gestores das empresas onde trabalham têm um salário muito superior ao seu. No entanto, o que não imaginam é o quão superior é esse salário.

Os economistas Sorapop Kiatpongsan e Michael I. Norton realizaram um estudo, tendo por base 40 países, cujos resultados foram publicados recentemente pela Harvard Business School.

Segundo o jornal Público, as conclusões deste trabalho são assustadoras.

Em Portugal, os trabalhadores sabem que os salários dos gestores são mais altos. Mas são da opinião que os CEO deveriam ganhar ‘apenas’ cinco vezes mais que a massa trabalhadora. No entanto, a verdade é que os gestores ganham em média 53 vezes mais que os trabalhadores não qualificados.

Escreve o Público que a empresa que se destaca nesta diferença entre salários é a Jerónimo Martins. Em 2013, o presidente executivo, Pedro Soares dos Santos auferiu um rendimento 108 vezes superior ao rendimento dos seus trabalhadores.

Logo a seguir surge Paulo Azevedo, da Sonae, cujo salário no ano passado foi 92 vezes superior ao da média dos seus trabalhadores.

Apesar destes resultados, Portugal não é o país onde o diferencial entre salários é maior.

Veja-se o caso dos Estados Unidos. Os norte-americanos gostavam que a diferença salarial fosse de 6,7 vezes, mas acreditam que na verdade os CEO ganhem 30 vezes mais que os trabalhadores. Contudo, a verdade está muito longe destes números: os gestores recebem 354 vezes mais que os trabalhadores não qualificados.

Regressando ao Velho Continente, na Alemanha também existe uma diferença salarial consistente. Os CEO auferem um salário 147 vezes superior ao dos trabalhadores não qualificados e na Dinamarca os rendimentos dos gestores são 48 vezes superiores ao dos trabalhadores.

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