O cabaz alimentar de verão custou 49,94 euros esta semana, o que representa uma descida de 1,17 euros face à semana passada. A conclusão é de um estudo realizado pela DECO PROteste e que compreende o período de 20 a 27 de agosto.
"Entre o dia 20/08/2025 e o dia 27/08/2025 existe uma diferença de menos 1,17 € quando comparado o mesmo cabaz nos 2 dias (-2,29%)", lê-se na análise enviada ao Notícias ao Minuto.
Note-se que esta é uma análise 'extra para esta altura do ano, onde os especialistas se focam nos produtos mais consumidos durante esta época de verão.
A análise em causa engloba 12 produtos habitualmente utilizados durante esta estação, sendo estes: febras de porco, frango inteiro, robalo, dourada, carapau, azeite virgem extra, salsichas Frankfurt, café torrado moído, alface frisada, tomate chucha, cebola e batata vermelha.
O que mais encareceu?
Face à análise realizada, os especialistas apontam ainda outros dados, como, por exemplo, as variações de preço em relação à semana passada. De acordo com a tabela enviada, sabe-se que fora, produtos como a salsicha frankfurt, a cebola ou a alface frisada que mais encareceram.
Por outro lado, foram produtos como a dourada, o café torrado moído ou o carapau que mais baratos ficaram.
De notar que, a alface frisada está presente no 'top 3' de produtos que mais encareceram nas análises em causa, sendo estas: uma análise da semana anterior, outra relativa ao último mês e outra em relação ao período homólogo de 2024.
Como está a taxa de inflação?
Segundo uma estimativa provisória divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de inflação aumentou 2,8% em agosto, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de julho.
A informação apurada pelo instituto, ainda sujeita a revisão, aponta para uma aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC).
Depois de em julho a diferença no índice em relação ao mesmo mês do ano passado ser de 2,64%, a taxa passou para 2,78% este mês, indica o INE na síntese estatística.
O indicador de inflação subjacente - o índice total excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos - registou uma variação de 2,5% face ao valor do índice em agosto do ano passado. Neste caso, a diferença é igual à de julho.
"A variação do índice relativo aos produtos energéticos foi -0,2% (-1,1% em julho) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá voltado a acelerar para 7,0% (6,1% no mês anterior)", detalha o INE.
A variação global do IPC em relação a julho (em cadeia) foi negativa, com a diferença mensal a ser de -0,2%. A descida foi menor do que a registada de junho para julho, que foi de -0,4%.
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