Em fevereiro, a S&P decidiu subir o 'rating' de Portugal, de 'A-' para 'A'. Portugal estava no patamar de 'A-' desde março de 2024, quando a S&P subiu a classificação de 'BBB+' para 'A-', levando o país, 13 anos depois, a estar entre os níveis 'A' de todas as principais agências.
Para esta revisão, "o cenário base é manutenção do rating em 'A'", sinalizou Nuno Mello, analista da Xtb, à agência Lusa, acrescentando que a S&P acabou de elevar o rating de Portugal, em fevereiro, mantendo outlook (perspetiva) positivo e "reconhecendo como motores a desalavancagem externa e a trajetória de dívida pública em queda".
Como o quadro macro europeu "continua moderado", "a decisão mais prudente será a manutenção do 'rating'", notou o analista.
Esta visão é partilhada por Filipe Silva, diretor de Investimentos do Banco Carregosa, que apontou à Lusa que "as tarifas alteraram a dinâmica do comércio global, introduzindo incerteza e custos acrescidos".
O impacto efetivo das tarifas impostas pelos EUA "apenas será visível nos próximos meses, o que levou a uma revisão em baixa das perspetivas de crescimento, tanto a nível global como em Portugal".
Neste cenário, o economista acredita que a S&P deverá manter o 'rating' de Portugal, mas rever o 'outlook' para estável, já que "o país continua a reduzir o rácio da dívida pública e a preservar a disciplina orçamental", mas "é essencial reforçar o crescimento económico, dinamizar o turismo e adaptar a economia aos novos desafios que surgem diariamente".
Já Nuno Mello considera que o mais provável é a manutenção do outlook positivo, se não surgir nenhuma "surpresa negativa".
O 'rating' é uma avaliação atribuída pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos países e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.
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