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Sazonalidade, custos (e Costa). O que disseram o CEO e CFO da TAP na AR?

A audição decorreu na sequência de requerimentos do PSD e do Chega, que foram aprovados por unanimidade e, em causa, esteviveram os prejuízos registados no quarto trimestre de 2023 e no primeiro trimestre de 2024.

Sazonalidade, custos (e Costa). O que disseram o CEO e CFO da TAP na AR?
Notícias ao Minuto

08:36 - 19/06/24 por Notícias ao Minuto

Economia TAP

O CEO da TAP, Luís Rodrigues, foi ouvido na Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação, à semelhança do administrador financeiro da empresa, Gonçalo Pires, sobre a situação da companhia aérea, nomeadamente, sobre os prejuízos registados no quarto trimestre de 2023 e no primeiro trimestre de 2024.

No entanto, no mesmo dia, a CNN Portugal divulgou  uma escuta da Operação Influencer, na qual António Costa terá dito ao ex-ministro João Galamba que Christine Ourmières-Widener teria de sair da liderança da TAP por razões políticas, por forma a conter eventuais danos para o Governo e em que refere já ter "um gajo muito bom" como solução para liderar a TAP: Luís Rodrigues, da SATA, que "é um fator de tranquilidade e descompressão".

A audição decorreu na sequência de requerimentos do PSD e do Chega, que foram aprovados por unanimidade e, em causa, esteve o facto de a TAP ter comunicado prejuízos de 71,9 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, um agravamento face ao resultado líquido negativo de 57,4 milhões registados no mesmo período do ano passado.

Além disso, em 2023, a companhia aérea registou um lucro 'recorde' de 177,3 milhões de euros, com um prejuízo de 26,2 milhões no último trimestre daquele ano.

"Não há nenhuma indicação que a TAP não consiga cumprir o orçamento a que se propôs em 2024"

Apesar dos resultados negativos, Luís Rodrigues, garantiu que "não há, neste momento, nenhuma indicação que a TAP não consiga cumprir o orçamento a que se propôs em 2024", sublinhando também que o objetivo da TAP, enquanto empresa pública, não é "maximizar lucros mas ser sustentadamente rentável".

O CEO da TAP disse ainda que os resultados do primeiro trimestre deste ano não são comparáveis com o trimestre homólogo de 2023 pelo facto de no ano passado a empresa viver uma situação de custos mais baixos, mas que não era a normal, antes refletia uma "enorme falta de investimento na companhia nos cinco, seis anos anteriores" e em que a massa salarial ainda refletia os cortes salariais de 20% a 40%.

A consequente subida dos custos com pessoal também pesa na comparação, com Luís Rodrigues a sublinhar a importância da paz social: "Os erros [neste setor da aviação] pagam-se muito caros e demoram muito tempo a resolver", disse sublinhando que "se não tivermos paz social não conseguimos resolver o resto".

"Obviamente, os custos com pessoal tiveram impacto"

Tal como Luís Rodrigues, o administrador financeiro (CFO) da TAP, Gonçalo Pires, também destacou que, "obviamente, os custos com pessoal tiveram impacto" nos resultados registados, porque a companhia aérea celebrou acordos de empresa "que representam um encargo adicional".

Mas nestes resultados pesa também "um efeito de sazonalidade" do negócio, referiu, salientando que se vive "um momento histórico na TAP", pois os resultados de 2023 "são históricos" - notando que o plano de reestruturação apenas apontava para resultados positivos em 2024.

Nome de Luís Rodrigues aparece nas escutas da Operação Influencer

Tendo em conta que a divulgação da escuta da Operação Influencer pela CNN Portugal, onde se ouve o antigo primeiro-ministro a falar de Luís Rodrigues, aconteceu no dia da audição, o CEO da TAP foi questionado sobre o assunto, tendo respondido que não conhece nem nunca falou com António Costa.

"Fico muito lisonjeado com o comentário", respondeu o atual presidente da TAP aos deputados. "Não conheço António Costa, nunca falei com ele por qualquer meio. Tudo o resto passa-me completamente ao lado", afirmou.

De seguida, o Chega aproveitou as questões para anunciar que vai propor a audição na Assembleia da República do ex-primeiro-ministro António Costa para dar explicações aos deputados na sequência de notícias de que terá dado indicação para o despedimento da ex-CEO da TAP.

Leia Também: CEO da TAP afirma: "Fico muito lisonjeado. Não conheço António Costa"

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