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São Tomé quer envolvimento da oposição na busca de acordo com o FMI

O Presidente são-tomense considerou hoje que a situação económica e financeira do país, associada à falta de acordo com o Fundo Monetário Internacional exige envolvimento de todos, incluindo a oposição, contrariando a posição do primeiro-ministro.

São Tomé quer envolvimento da oposição na busca de acordo com o FMI
Notícias ao Minuto

22:12 - 12/06/24 por Lusa

Economia São Tomé

Carlos Vila Nova respondia à Lusa no aeroporto de São Tomé, no regresso ao país, após participar na Cimeira Coreia-África.

"Eu penso que essa questão é tão transversal, que ultrapassa a competência dos órgãos de soberania. Nós precisamos do envolvimento de todos e eu não pouparei esforços em tentar envolver o máximo de colaboração ou pedir o máximo de colaboração das forças vivas da nação, porque o momento económico-financeiro que o país atravessa é sério. Então exige de todos ponderação, esforço, dedicação e energia para ultrapassarmos esse momento", defendeu Carlos Vila Nova.

Quando instado a esclarecer se incluía a oposição quando se referia a todos, Vila Nova sublinhou que "a oposição não estando a suportar o Governo", contribui para uma boa governação "e ela tem que ser associada a esse processo".

No sábado, quando questionado se ponderou chamar a oposição para a mesa das negociações com o FMI, o primeiro-ministro, Patrice Trovoada descartou esta hipótese, vaticinando que "até o FMI pode ficar mal disposto de ver a cara daqueles que não respeitaram o acordo com eles".

"É uma decisão que me cabe. A agenda do Presidente da República não depende de nenhum outro órgão, portanto, se eu tiver que chamar a oposição, chamarei oposição", assegurou Carlos Vila Nova, quando confrontando com as declarações do primeiro-ministro.

Na terça-feira o presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD, lançou "veemente apelo" e desafiou técnicos e académicos a esclarecerem o povo sobre os números e a situação económica do país.

"Quero instar, quero pedir as universidades, a associação dos economistas, contabilistas, outros estudiosos, nacionais e internacionais para pegarem nesse dossier [...] para poder, tecnicamente falar com maior propriedade, talvez com maior credibilidade do que os políticos porque os números não mentem", apelou Jorge Bom Jesus.

"Concordo com a necessidade de intervenção de todos e no que dependerá de mim todos estarão envolvidos", assegurou hoje o Presidente da República.

Segundo Patrice Trovoada, "as pistas de solução" apresentadas "para as contas baterem certo" passam pelo aumento do combustível em 30%, aumento da eletricidade em 20% e do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) em 2%, além da necessidade de um parceiro para "financiar a taxas concessionais uma grande parte da importação de combustível".

"Isso é uma pista, mas não nos traz a solução", sublinhou Patrice Trovoada, que esteve reunido na semana passada com a missão técnica do Fundo que esteve no arquipélago.

Por outro lado, quando questionado sobre as informações avançadas pelo presidente do Tribunal de Contas segundo as quais a Presidência da República integra o grupo de 45 instituições que não apresentou o relatório do ano passado, Carlos Vila Nova refutou, afirmando que tem conhecimento "que os serviços da Presidência entregaram em tempo às contas de 2023".

"Espero da direção do Tribunal de Contas uma atitude que corresponde às necessidades, aos objetivos para que a instituição foi criada [...] espero da instituição uma instituição reguladora, que orientar, que ajude e não uma espécie de braço armado, de outro órgão [...] ela tem que funcionar, não fazendo de contas. Tem que fazer as contas", sublinhou Carlos Vila Nova.

Além da Presidência, o Presidente do Tribunal de Contas referiu que também o Banco Central e o Governo Regional do Príncipe, também não haviam apresentado as contas.

O Governo regional, formalizou a entrega do documento na semana passada, mas também garantiu que sempre entregou às contas.

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