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Azeite. Reclamadas medidas para setor que teve mil milhões em exportações

O presidente do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL) reclamou hoje medidas ao Governo para assegurar a sustentabilidade do setor que ultrapassou a barreira dos mil milhões de euros em exportações em 2023.

Azeite. Reclamadas medidas para setor que teve mil milhões em exportações
Notícias ao Minuto

15:48 - 17/05/24 por Lusa

Economia CEPAAL

"O setor olivícola em termos de exportações, em 2023, ultrapassou a fasquia dos mil milhões de euros, que é um valor impressionante e acima do valor do vinho. Obviamente que isto também foi conseguido porque os preços do azeite estavam muito altos", afirmou Gonçalo Morais Tristão.

O responsável falava em Valpaços, distrito de Vila Real, à margem da 7.ª edição do Congresso Nacional do Azeite, que vai contar com a presença do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, na sessão de encerramento.

Segundo dados da organização, desde o ano 2000 a produção nacional de azeite mais do que quintuplicou e as exportações aumentaram já mais de 12 vezes, ultrapassando a fasquia dos mil milhões de euros em 2023.

"Eu espero que este novo Governo entenda a importância do setor olivícola, que aporta muito para a economia portuguesa", afirmou.

E, nesse sentido, Gonçalo Morais Tristão elencou algumas medidas reclamadas pelo setor, como, por exemplo, a eliminação dos obstáculos para que projetos de investimento em novos olivais e lagares possam beneficiar de financiamento comunitário.

O responsável explicou que, desde há cinco anos, que os projetos no setor foram afastados das medidas de apoio ao investimento, uma decisão "ideológica" que disse ser consequência da "diabolização da cultura do olival".

Gonçalo Morais Tristão defendeu ainda um desbloqueio do papel da Associação Interprofissional da Fileira Oleícola (AIFO), permitindo que possa obter financiamento para a valorização e promoção do azeite português.

"Espanha tem uma associação interprofissional que está a fazer um ataque ao mercado brasileiro. Estão a fazer uma promoção impressionante no Brasil, mercado que sempre foi nosso, e agora os nossos exportadores para o Brasil estão a sentir esse ataque de Espanha", referiu.

Pelo que, insistiu, o ministério deveria eliminar os "obstáculos para o desenvolvimento da atividade da AIFO".

O dirigente defendeu ainda um aumento do apoio ao olival tradicional e, por fim, salientou que a água é um "desafio muito grande" para este setor e da agricultura em geral, pelo que reclamou ao Governo uma expansão das áreas de regadio onde isso seja possível e algumas barragens.

"Não estou a promover que se façam barragens em todo o país, alquevas por todo o lado, mas há sítios identificados pelo ministério anterior onde pode haver expansão de regadio. Era importante que este Governo, no fundo, continuasse esse trabalho que o anterior fez, planeou e, agora, é preciso passar à ação", defendeu.

E exemplificou que um olival com rega produz "incomensuravelmente mais".

"Um olival tradicional produz duas toneladas por hectare e o olival superintensivo, ou olival em sebe, produz 15, 16, 17 toneladas por hectare", concretizou.

Organizado pelo CEPAAL, em parceria com a Câmara de Valpaços, o Congresso Nacional do Azeite realiza-se no âmbito da Feira Nacional de Olivicultura, que decorre entre hoje e domingo.

Leia Também: Apesar do aumento vertiginoso do preço do azeite consumo caiu 11% em 2023

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