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"Este vai ser o século de África" se adotar as políticas certas

O diretor do departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Aemro Selassie, considerou hoje que com as políticas certas, "este vai ser o século de África", apesar dos desafios que a região enfrenta.

"Este vai ser o século de África" se adotar as políticas certas
Notícias ao Minuto

15:31 - 19/04/24 por Lusa

Economia FMI

"O continente está num ponto de viragem, e eu acredito que com políticas certas, este vai ser o século de África", disse Selassie na abertura da conferência de imprensa de apresentação do relatório sobre as Perspetivas Económicas Regionais para a África subsaariana, hoje em Washington, no âmbito dos Encontros da Primavera do FMI e do Banco Mundial.

"África parece estar a recuperar depois de quatro anos de choques, havendo sinais encorajadores", disse Selassie, elencando a consolidação orçamental, a estabilização da dívida pública depois de uma tendência de subida e o fim do hiato de dois anos fora dos mercados financeiros internacionais.

O diretor do departamento africano do FMI reconheceu que os desafios são ainda grandes, apontando as restrições no financiamento, a percentagem elevada de receitas fiscais que têm de ser canalizadas para pagar a dívida, "mais do dobro de há uma década".

Esta elevada percentagem de 12%, salientou Selassie, "cria um problema grave, que é desviar o financiamento dos investimentos na saúde e na educação, para além de prejudicar a capacidade de os países lidarem com futuros choques".

Entre as prioridades sublinhadas pelo responsável estão reformas nas receitas, inflação e comunidade internacional.

"Há que melhorar a gestão das finanças públicas, mobilizando mais receita interna, colocar o foco na redução da inflação e implementar reformas que melhorem as capacidades, criem melhor ambiente de negócios e fomentem a integração comercial para garantir um financiamento mais barato", disse Selassie.

O caderno de encargos, no entanto, não é só dirigido aos países, porque a comunidade internacional tem também de aumentar a ajuda ao continente, afirmou o diretor do departamento africano do FMI.

"A comunidade internacional é essencial, e o FMI está pronto para ajudar, tendo dado já 58 mil milhões de dólares (54,3 mil milhões de euros) de financiamento desde o início da pandemia", referiu.

Na edição deste ano, o FMI apresenta também três notas de análises sobre como reduzir os défices orçamentais sem minar o financiamento do desenvolvimento, como potenciar a riqueza de África em recursos minerais e como alavancar o dividendo demográfico da região.

Na África subsaariana, o crescimento deverá aumentar de 3,4% em 2023 para 3,8% em 2024 e 4% em 2025, "com os efeitos negativos dos choques climáticos a manterem-se e os problemas nas cadeias de fornecimento a melhorarem gradualmente", diz o Fundo.

A nível mundial, o FMI melhorou em uma décima a previsão do crescimento global para 3,2% este ano, taxa que também espera para o próximo ano.

A instituição liderada por Kristalina Georgieva prevê que o crescimento global, estimado em 3,2% em 2023, continue ao mesmo ritmo em 2024 e 2025.

A previsão para 2024 foi revista em alta em 0,1 ponto percentual (pp.) face ao relatório de janeiro e em 0,3 (pp.) face a outubro do ano passado.

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