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Contratados quase 26 mil trabalhadores não residentes em um ano em Macau

O número de trabalhadores sem estatuto de residentes aumentou em quase 26 mil nos últimos 12 meses, foi hoje divulgado.

Contratados quase 26 mil trabalhadores não residentes em um ano em Macau
Notícias ao Minuto

06:19 - 29/02/24 por Lusa

Economia Macau

Segundo dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública, no final de janeiro, a região administrativa especial chinesa tinha 177.561 trabalhadores não residentes, mais 25.683 do que no mesmo mês do ano passado.

Em janeiro de 2023, a mão-de-obra vinda do exterior, incluindo da China continental, tinha caído para menos de 152 mil, o número mais baixo desde abril de 2014.

A cidade perdeu quase 45.000 não residentes (11,3% da população ativa) desde o pico máximo de 196.538, atingido em dezembro de 2019, no início da pandemia.

As estatísticas, divulgadas hoje pela Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais, revelam que o número de trabalhadores não residentes tem vindo a aumentar há 12 meses seguidos, atingindo o valor mais elevado desde o final de 2020.

O setor da hotelaria e da restauração foi o que mais contratou nos últimos 12 meses, ganhando 13.110 trabalhadores não residentes, seguido da construção civil (mais 2.950) e dos empregados domésticos (mais 2.788).

A área da hotelaria e a restauração tinha sido precisamente a mais atingida pela perda de mão-de-obra durante a pandemia, tendo despedido mais de 17.600 funcionários não residentes desde dezembro de 2019.

Macau, que à semelhança da China seguia a política 'zero covid', reabriu as fronteiras a todos os estrangeiros, incluindo trabalhadores não residentes, a partir de 08 de janeiro de 2023, depois de quase três anos de rigorosas restrições.

Com o fim da política de 'zero covid', a cidade acolheu em 2023 mais de 28,2 milhões de turistas, cinco vezes mais do que no ano anterior, e a taxa de ocupação hoteleira foi de 81,5%, mais de o dobro do registado em 2022.

A economia de Macau ainda está a recuperar da crise económica criada pela pandemia, que levou a taxa de desemprego a atingir 4% no terceiro trimestre de 2022, o valor mais alto desde 2006.

A taxa de desemprego caiu para 2,3% no final do ano passado, um valor ainda assim aquém do mínimo histórico de 1,7% atingido antes do início da pandemia.

Leia Também: Parlamento de Macau aprova proposta para proibir jogo através da internet

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