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Banco de Moçambique deixa de comparticipar importação de combustíveis

O Banco de Moçambique (BM) deixou de comparticipar as faturas de importação de combustíveis do país ao exterior, considerando que os valores já podem ser suportados pelos bancos comerciais, anunciou hoje.

Banco de Moçambique deixa de comparticipar importação de combustíveis
Notícias ao Minuto

14:50 - 02/06/23 por Lusa

Economia Moçambique

A comparticipação remonta a 2005 e chegou a ser de 100% depois de 2010, porque havia "grandes montantes, que variavam entre a 10 a 20 milhões de dólares numa só fatura", tornando-as incomportáveis para um banco ou conjunto de bancos suportá-la, explicou Silvina de Abreu, administradora do BM.

Nos últimos anos, "as faturas são bastante fragmentadas", às vezes da ordem de "um milhão de dólares ou menos" o que permite que bancos de menor dimensão possam entrar "neste mercado de financiamento para combustíveis", acrescentou, durante um encontro com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Oldemiro Belchior, vice-presidente do pelouro de Política e Serviços Financeiros da CTA, disse haver receios de que a decisão "possa gerar pressão cambial", tendo em conta que o sistema bancário "não está diversificado".

No entanto, Silvina Abreu sustentou que essa é a área de especialização dos bancos, ou seja, como usar meios alternativos e estimular o espaço interbancário.

A administradora do BM referiu que a importação de combustíveis representa apenas uma parte das operações financeiras dos bancos, concluindo que é possível "conviver" com o fim da comparticipação do BM, em vigor desde maio.

Todo o combustível líquido que está à venda em Moçambique (gasóleo, gasolina e 'jet', para aviões) é importado em cargueiros por via marítima. 

O processo está centralizado por lei numa única entidade, a Imopetro, detida pelas distribuidoras de produtos petrolíferos que operam no país. 

A cada seis meses, a empresa pública pergunta-lhes quanto combustível precisam para o próximo meio ano e lança um concurso internacional para escolher quem tem melhor preço e qualidade para fornecer todo o mercado moçambicano.

Leia Também: 'Prime rate' moçambicana para junho mantém-se em máximo de cinco anos

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