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Mercado petrolífero será suficientemente abastecido no 1.º semestre

A Agência Internacional de Energia (AIE) acredita que o mercado mundial do petróleo será suficientemente abastecido no primeiro semestre do ano porque a oferta vai superar a procura, mas alerta para mudanças rápidas caso haja cortes da Rússia superiores aos anunciados.

Mercado petrolífero será suficientemente abastecido no 1.º semestre
Notícias ao Minuto

11:46 - 15/02/23 por Lusa

Economia AIE

No relatório mensal publicado hoje, a AIE prevê um aumento da procura de dois milhões de barris por dia em 2023 para 101,9 milhões, o que significa um novo recorde, 1,4 milhões acima do nível de 2019, o último ano antes do início da crise da covid-19.

A maior parte deste consumo adicional virá da região Ásia-Pacífico (1,6 milhões) e em particular da China, que por si só absorverá mais 900.000 barris por dia do que em 2022, com a sua reabertura após o fim da política de "zero-covid" a desempenhar um papel importante.

Nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), a procura de petróleo aumentará muito moderadamente (mais 390.000 barris por dia), ou seja, a um ritmo muito mais lento do que em 2022 (1,2 milhões).

Analisando a evolução por setor de atividade, a aviação será de longe o principal motor deste crescimento global, com um aumento das despesas em parafina equivalente a 1,1 milhões de barris por dia para 7,2 milhões de barris por dia, o que significaria uma recuperação de 90% do nível em 2019.

Do lado da oferta, a agência - que reúne a maioria dos membros da OCDE - prevê um aumento de 1,2 milhões de barris por dia, principalmente devido aos Estados Unidos, Brasil, Noruega, Canadá e Guiana, que irão fornecer quantidades recorde de petróleo, e assim compensar largamente os cortes da Rússia.

Prevê também um aumento das extrações de dois membros-chave da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP, associada a Moscovo), Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que retirarão parte das suas capacidades excedentárias, estimadas em 3,4 milhões de barris por dia.

Globalmente, a contribuição do bloco OPEP+ (com a Rússia) deverá diminuir a produção em 590.000 barris por dia. Mas se a Rússia for excluída, o saldo seria positivo em 460.000 barris.

A AIE considera que o anúncio da Rússia de que irá reduzir a sua produção em 500.000 barris por dia em março, em resposta ao limite de preços imposto ao seu petróleo bruto pelo G7 e pela UE, poderia ser uma forma de tentar aumentar os seus preços de venda.

Devido às sanções ocidentais contra a Rússia dada a invasão da Ucrânia, Moscovo tem de vender o seu petróleo a preços com grandes descontos.

Os autores do estudo observam que o orçamento da Rússia (que é alimentado em grande parte por receitas de hidrocarbonetos) se baseia no pressuposto de que o seu ouro negro será vendido a 70,10 dólares por barril.

Mas, em janeiro, as exportações russas foram realizadas a uma média de 49,48 dólares por barril, enquanto o petróleo do Mar do Norte estava a ser comercializado a 82 dólares.

A AIE reconhece que a produção e exportação de petróleo bruto russo não foram particularmente afetadas pelas sanções ocidentais porque os fluxos foram redirecionados para a Ásia, em particular.

Em janeiro, as extrações russas foram de 8,2 milhões de barris por dia, apenas 160.000 barris abaixo dos níveis pré-guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022.

No entanto, o embargo e o preço máximo imposto pelo G7 e pela UE estão a fazer-se sentir, já que no primeiro mês deste ano, as suas receitas de exportação estão estimadas em 13.000 milhões de dólares, mais altas do que em dezembro, mas 36% inferiores às de um ano antes.

Leia Também: Sindicato e CGD sem acordo (outra vez) na 4.ª reunião de negociações

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