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Portugal coloca 750 milhões em dívida com juros mais altos

Portugal colocou hoje 750 milhões de euros em BT, montante mínimo indicativo, a três e 11 meses, a juros mais altos nos dois prazos face aos anteriores leilões comparáveis, foi anunciado.

Portugal coloca 750 milhões em dívida com juros mais altos
Notícias ao Minuto

11:00 - 15/02/23 por Lusa

Economia Leilão

Segundo a página da IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública na agência Bloomberg, no prazo de três meses foram colocados 450 milhões de euros à taxa de juro média de 2,568%, superior à de -0,302% verificada em 15 de junho de 2022.

No prazo de 11 meses, foram colocados 300 milhões de euros à taxa de juro média de 2,975%, também superior à taxa de 2,104 verificada em 19 de outubro do ano passado.

A procura de Bilhetes do Tesouro (BT) a três meses atingiu 1.310 milhões de euros, 2,91 vezes o montante colocado, e a de BT a 11 meses cifrou-se em 1.756 milhões de euros, 5,85 vezes o montante colocado.

A IGCP tinha anunciado para hoje a realização de dois leilões de BT com maturidades em 19 de maio de 2023 (três meses) e em 19 de janeiro de 2024 (11 meses), com um montante indicativo entre 750 e 1.000 milhões de euros.

Comentando o leilão de hoje, Filipe Silva, diretor de Investimentos do Banco Carregosa, sublinha: "Se comparamos com o leilão de janeiro, que foi para prazos superiores dos atuais, seis meses e 12 meses, verificamos que tivemos subidas significativas em ambas as maturidades".

"As taxas de curto prazo têm sido mais pressionadas, por força das subidas de taxas que os bancos centrais têm realizado, bem como pelas expectativas de novas subidas que se esperam que venham a realizar nos próximos meses", adianta.

Filipe Silva refere ainda que "a subida dos prémios de risco dos países tem sido global, Portugal tem agora taxas mais elevadas para se financiar, no entanto e por força do bom desempenho da sua economia, o seu 'spread' versus a Alemanha tem-se mantido estável e está no valor mais baixo desde abril de 2022, altura em que ainda tinha taxas negativas no curto prazo".

"Quando comparado com os países da periferia, Portugal é o que apresenta o melhor desempenho relativo", afirma, alertando: "Se tivermos taxas elevadas por um período de tempo muito longo, é possível que o custo do serviço da dívida comece a pesar mais nos resultados económicos do país".

No último leilão comparável de BT a 11 meses, em outubro do ano passado, o IGCP colocou 750 milhões de euros à taxa de juro média de 2,104%, tendo a procura atingido 1,74 vezes o montante colocado.

O último leilão de BT a três meses de Portugal realizou-se em junho do ano passado, quando foram colocados 500 milhões de euros a uma taxa de -0,302%, tendo a procura atingido 2,3 vezes o montante colocado.

Já este ano, em 18 de janeiro, foram colocados 750 milhões de euros em BT a seis meses à taxa de juro média de 2,417% e 500 milhões de euros à taxa de juro média de 2,725%.

A procura de BT a seis meses atingiu 2,14 vezes o montante colocado, e a de BT a 12 meses 3,8 vezes o montante colocado.

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