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Sindicatos do calçado concentram-se 4.ª-feira junto à loja de Luís Onofre

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles de Portugal (Fesete) e sindicatos afiliados vão realizar, na próxima quarta-feira, uma concentração de dirigentes sindicais junto à loja de Luís Onofre, presidente da APICCAPS.

Sindicatos do calçado concentram-se 4.ª-feira junto à loja de Luís Onofre
Notícias ao Minuto

15:16 - 16/12/22 por Lusa

Economia APICCAPS

Em comunicado, as estruturas sindicais indicaram que "vão realizar no dia 21 de dezembro, quarta-feira, entre as 10h30 e as 12h00, uma concentração de dirigentes sindicais, junto à loja comercial do presidente da APICCAPS [Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos], Luís Onofre", no Porto, "com o objetivo de manifestar o seu protesto público contra o congelamento dos salários em 2022".

A iniciativa protesta ainda pelo facto de "a retribuição salarial de uma parte significativa dos trabalhadores" ser "apenas o salário mínimo nacional" e pelo "subsídio de refeição diário, no valor de 2,5 euros".

"A concentração frente à loja comercial do Presidente da APICCAPS é simbólica e vai permitir evidenciar a profunda injustiça imposta aos trabalhadores pela direção da APICCAPS, da qual o Senhor Luís Onofre é presidente", indicaram, sublinhando que são vendidos "pares de sapatos por centenas de euros, alguns inclusive superiores ao salário líquido mensal de um trabalhador que produz estes sapatos".

"A esta prática de produzir sapatos de alta qualidade e elevado valor para calçar os mais ricos impondo aos trabalhadores salários no limiar da pobreza, a Fesete e os seus Sindicatos dizem basta", salientaram, indicando que exigem para 2023 "uma atualização salarial de 100 euros", um "aumento do subsídio de refeição para 4,5 euros" e o "respeito pelos atuais direitos laborais do CCT [Contrato Coletivo de Trabalho]".

Os trabalhadores do setor chegaram a anunciar uma greve no início deste mês, nas empresas de calçado que recusassem negociar a atualização dos salários e do subsídio de refeição, mas não se concretizou, na sequência de alguns avanços registados e das negociações ainda em curso.

Em declarações à agência Lusa em 01 de dezembro, a coordenadora da Fesete, Isabel Tavares, afirmou que a greve - anunciada no passado dia 11 de outubro - não chegou a ser formalmente convocada e já não iria realizar-se.

Segundo referiu, registaram-se avanços em algumas empresas relativamente às reivindicações dos trabalhadores, decorrendo também negociações no âmbito do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O facto de, no dia marcado, muitas empresas fazerem 'ponte' também pesou na decisão de cancelar o protesto.

A 11 de outubro, os sindicatos do setor do calçado reclamaram uma atualização salarial de 90 euros este ano e o aumento do subsídio de refeição para 4,5 euros e anunciaram uma greve a 02 de dezembro nas empresas que recusassem negociar.

"Perante a profunda injustiça que a APICCAPS tem imposto sobre os trabalhadores, aumentando o seu empobrecimento e o seu bloqueio a uma negociação do CCT [Contrato Coletivo de Trabalho] para 2022 que respeite o equilíbrio negociado entre direitos e deveres das partes, a Fesete e os seus sindicatos filiados vão avançar com reivindicações ao nível das empresas", lia-se numa moção aprovada nesse dia, "por unanimidade e aclamação", durante uma concentração de dirigentes sindicais no Porto.

Na concentração, realizada frente à sede da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), foi decidido reclamar uma atualização salarial de 90 euros em 2022, o aumento do subsídio de refeição para 4,5 euros e "o respeito pelos atuais direitos laborais do CCT".

Ainda aprovada foi a decisão de "mobilizar os trabalhadores do setor do calçado e das empresas que recusem negociar a atualização dos salários e do subsídio de refeição em 2022 para uma greve setorial no dia 02 de dezembro de 2022".

Contactado, na altura, pela agência Lusa, o porta-voz da APICCAPS afirmou que "os sindicatos têm toda a legitimidade para promoverem as ações que entendam" no âmbito do processo negocial, mas disse não "negociar em público contratos coletivos".

Leia Também: Exportações de calçado português para EUA aproximam-se dos 100 milhões

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