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Moody's piora 'rating' da Nigéria e avisa que pode haver mais descidas

A agência de notação financeira Moody's desceu o 'rating' a Nigéria em um nível, para B3, colocando-o em revisão para nova descida, devido à "significativa deterioração" das finanças públicas e da posição externa.

Moody's piora 'rating' da Nigéria e avisa que pode haver mais descidas

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Lusa
22/10/2022 17:09 ‧ há 2 anos por Lusa

Economia

Nigéria

"A descida no 'rating' foi motivada pela significativa deterioração das finanças públicas da Nigéria, bem como na sua posição externa, que exerce cada vez mais pressão sobre o perfil de crédito soberano apesar de um forte aumento nos preços internacionais do crude em 2022", é referido na informação divulgada.

Para os analistas da Moody's, a deterioração nas métricas financeiras da maior economia da África subsaariana não deve melhorar em breve: "A nossa opinião é que estes desenvolvimento são parcialmente resultado da fraca governação e provavelmente vão durar; a forte queda na produção petrolífera de 2022 e a abrangência do oneroso subsídio aos combustíveis anularam quase por completo o aumento das receitas governamentais provenientes da exportação de petróleo", afirmam.

Além da descida no 'rating' para B3 - um dos mais baixos na escala de não investimento, ou seja, 'lixo', como é geralmente conhecido -, a Moody's admite já uma nova descida devido "ao risco de aceleração da atual deterioração da posição orçamental e externa, o que enfraqueceria ainda mais a capacidade do Governo para servir a dívida, o que aumentaria o risco de incumprimento financeiro ('default')".

Na nota, a Moody's alerta também que uma extensão das maturidades da dívida dos credores privados, uma das hipóteses avançadas pela ministra das Finanças numa entrevista à agência de informação financeira Bloomberg, pode constituir um 'default', já que implica uma alteração das condições de pagamento aos credores privados.

A Nigéria, que recentemente perdeu para Angola o estatuto de maior produtor de petróleo na África subsaariana, não soube beneficiar do aumento dos preços do crude, que estão 42% mais elevados do que durante o ano passado, diz a Moody's, vincando que a queda de 32% na produção, este ano, "parece cada vez mais estrutural, devido aos constantes roubos e à crónica falta de investimento".

A deterioração do 'rating' da Nigéria surge na mesma altura em que outros países africanos viram o 'rating' avaliado pelas agências de notação financeira, com a Moody's a manter a opinião sobre a Zâmbia (em default, no nível Ca) e a melhorar a perspetiva de evolução de Angola, e a Standard & Poor's a manter os 'ratings' do Egito (B) e de Moçambique, em CCC+.

Leia Também: Nigéria: "Significativa perturbação" na entrega de gás (incluindo à Galp)

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