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Obras do Metro de Lisboa motivam ocupação de imóveis

As obras de prolongamento das linhas Amarela e Verde do Metro de Lisboa vão levar à ocupação, durante 16 meses, de alguns imóveis na Travessa do Pasteleiro que serão alvo de intervenções de reforço estrutural suportadas pela transportadora.

Obras do Metro de Lisboa motivam ocupação de imóveis
Notícias ao Minuto

11:33 - 30/09/22 por Lusa

Economia Habitação

Num comunicado hoje divulgado, o Metropolitano de Lisboa avançou que a partir de 16 de janeiro de 2023 e durante 16 meses "será necessário proceder à ocupação transitória durante a fase de obra dos edifícios situados na Travessa do Pasteleiro n.º 26 a 34 e n.º 38 a 44, bem como o logradouro acessível pela Avenida D. Carlos I, n.º 85".

Estes edifícios, pode ler-se na nota, vão ser alvo de intervenções de reforço estrutural, a cargo do Metropolitano de Lisboa, "sem qualquer despesa para os seus proprietários e ocupantes", que "beneficiarão destas intervenções, já que as mesmas envolvem a preservação, segurança e conforto das pessoas e bens".

A necessidade de ocupação temporária destes imóveis, segundo o Metropolitano, surgiu após "vistorias técnicas aprofundadas" na freguesia da Estrela, na Travessa do Pasteleiro e na Avenida D. Carlos I, num total de 32 frações.

A transportadora adiantou ainda que vai indemnizar os senhorios, residentes e proprietários de acordo com o que está previsto na lei e mediante o valor apurado por um perito avaliador independente da Lista do Ministério da Justiça e acordados com os interessados.

As indemnizações a pagar -- num valor que a empresa se escusou a divulgar - "incluem o realojamento dos residentes pelo período da ocupação e a diferença de custo quotidiano, incluindo as deslocações e as mudanças de pessoas e bens".

Aos proprietários de alojamento local será atribuída compensação de acordo com o rendimento proporcionado, adianta a empresa.

Entre os imóveis encontra-se a Torrefação Flor da Selva, fundada nos anos 1950. O Metro de Lisboa, "sabendo das condições específicas" que a atividade exige, diz que está a trabalhar "no sentido de ajudar a encontrar uma solução adequada e que minimize os impactos que a desocupação temporária possa ter, no sentido de manter a atividade laboral, assegurando a produção, a comercialização e os postos de trabalho existentes".

"O mesmo se aplicará às outras três restantes atividades comerciais desse local", indica o comunicado.

"Todos os procedimentos desenvolvidos pelo Metropolitano de Lisboa no âmbito não só deste processo, mas em todas as obras lançadas pela empresa, têm como objetivo prioritário salvaguardar a segurança de pessoas e bens", assegurou a empresa.

As vistorias aos imóveis em questão foram realizadas entre novembro e dezembro de 2021 e complementadas entre janeiro e fevereiro de 2022, permitindo a atualização do conhecimento da realidade geológica-geotécnica do local e o conhecimento da definição estrutural do edificado nesta área.

"Face a esta realidade, é imperativo tomar medidas que garantam as condições adequadas de segurança dos moradores e proprietários durante o período de execução das obras de construção da estação de Santos", inserida no âmbito do projeto de expansão para a criação da linha circular do metro, referiu a empresa.

A data limite prevista para devolução das frações aos proprietários é o final de maio de 2024.

A linha circular que ligará a estação Rato ao Cais do Sodré, numa extensão de mais dois quilómetros de rede, tem inauguração prevista em 2024 e irá criar um novo anel circular no centro de Lisboa, a que se somam interfaces que conjugam e integram vários modos de transporte.

Com um impacto estimado da procura no primeiro ano de nove milhões de novos passageiros na linha circular e de 5,3% em toda a rede, este novo anel deverá retirar da superfície 2,6 milhões de veículos de transporte individual por ano, segundo dados apresentados pelo Metropolitano de Lisboa.

A obra de expansão conta com um investimento total previsto de 240,2 milhões de euros cofinanciados em 137,2 milhões de euros pelo Fundo Ambiental e em 103,0 milhões de euros pelo Fundo de Coesão, através do POSEUR -- Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

Leia Também: Aeroporto de Lisboa precisa de obras "já" para "aumentar fluidez"

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