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Wall Street fecha em terreno misto mas confiante no consumidor

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje com manifestações de confiança no consumidor, base da economia dos EUA, com os investidores satisfeitos com resultados melhores do que esperado da grande distribuição, que fizeram subir o Dow Jones em detrimento da tecnologia.

Wall Street fecha em terreno misto mas confiante no consumidor
Notícias ao Minuto

23:37 - 16/08/22 por Lusa

Economia Nova Iorque

Os resultados definitivos da sessão mostram que o índice seletivo Dow Jones fechou a ganhar 0,71% e o alargado S&P500 a subir 0,19%. Ao contrário, o tecnológico Nasdaq cedeu 0,19%.

Durante uma sessão de agosto, com trocas pouco volumosas, os investidores foram agradavelmente surpreendidos com os anúncios dos conglomerados da distribuição Walmart e Home Depot, pesos pesados do Dow Jones, o que os levou de regresso às ações ligadas à distribuição.

A Walmart reviu em alta as suas previsões de lucros anuais, três semanas depois de ter divulgado um alerta sobre os seus resultados que perturbou os mercados financeiros. Hoje, o título progrediu 5,10%.

O grupo indicou que esperava um recuo do resultado operacional entre nove a onze por cento, menos que os 11% a 13% previstos até agora, uma melhoria atribuída a importantes descontos, que permitiram o escoamento de 'stocks', bem como a subidas de preços de outros produtos.

No seguimento, vários títulos do setor evoluíram em alta, como os armazéns Target (4,55%), a cadeia grossista Costco (1,33%) ou a Amazon, líder da distribuição em linha, que subiu 1,12%.

A Home Depot também foi muito procurada, o que lhe permitiu fechar com um ganho de 4,05%, depois de revelar resultados trimestrais conforme as expectativas e se declarar tranquila com a solidez da procura dos artigos para casa.

"Não podemos dizer que os resultados da Walmart tenham sido extraordinários, mas foram melhores do que esperado e Wall Street estava demasiado pessimista", considerou Gregori Volokhine, gestor de investimentos na Meeschaert Financial Services.

"Todos estavam na energia e ninguém na distribuição. Enterrou-se o consumidor uma cinquentena de vezes mais, pela 49.ª vez, não se deveria tê-lo feito", realçou.

"Enquanto houver pleno emprego e se a inflação -- mesmo que permaneça galopante -- começar a arrefecer ou a ser compensada pelas subidas salariais, o consumidor continua a ser referência, sobretudo para a Walmart", acrescentou.

Ao contrário, o Nasdaq, que tinha liderado a apreciação bolsista desde há um mês, cedeu terreno.

"A um dado momento, os que tinham investido no Nasdaq e se encontravam com uma presença fraca em setores talvez menos excitantes para o crescimento, como a distribuição ou o consumo, retificaram as suas posições", explicou Volokhine.

Das estatísticas macroeconómicas, o mercado imobiliário voltou a fazer má figura e as ações do setor recuaram 0,42%, no seu conjunto.

O lançamento da construção de casas novas caiu em julho mais do que previsto, em 9,6% em ritmo anual. As autorizações de construção, que antecipam futuras construções, também baixaram, se bem que menos fortemente, em 1,6%.

Para quarta-feira, as atenções vão focar-se na ata da mais recente reunião da Reserva Federal sobre política monetária, em busca da atitude futura do banco central sobre a taxa de juro de referência.

Leia Também: Wall Street abre a negociar mista

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