A Siemens informou hoje que no terceiro trimestre sofreu um prejuízo líquido atribuível de 1.655 milhões de euros, que compara com um lucro de 1.352 milhões de euros um ano antes, devido aos "números vermelhos" da Gamesa e por causa da reestruturação na Rússia.
Este é o primeiro prejuízo trimestral da Siemens em quase doze anos, desde o quarto trimestre de 2010 após a crise financeira internacional, e deve-se a perdas relacionadas com a sua participação de 35% na Siemens Energy, de 2.700 milhões, e com os custos na Rússia, de 600 milhões de euros, devido às sanções.
Nos primeiros nove meses do exercício em curso, iniciado em outubro de 2021, as receitas subiram para 51.405 milhões de euros, traduzindo um aumento de 15%.
O resultado operacional caiu 65,7% em relação ao ano anterior, para 1.498 milhões de euros.
O presidente da Siemens, Roland Busch, na apresentação de resultados, destacou a procura elevada e o crescimento de 20% nos pedidos desde o início do ano.
Da mesma forma, Roland Busch acredita que a Siemens tem "a estratégia certa para ter sucesso em tempos incertos".
A Siemens prevê um crescimento de receita entre 6% a 8% em 2022, mas reviu em baixa as suas previsões de lucro por ação devido ao prejuízo na Siemens Energy.
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