Fehrenbach falava após um encontro com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no dia em que a chanceler alemã, Angela Merkel, visitou Lisboa.
"A Bosch está há mais de 100 anos em Portugal e desde meados dos anos 80 estamos a investir também em produção", referiu o gestor.
"A grande proeza de Portugal é que mantém os preços do custo do trabalho por hora relativamente constantes, num nível entre 25% e 30% comparados com os custos laborais alemães e isso é um grande argumento para continuarmos a investir em Portugal", sublinhou Franz Fehrenbach.
"As recentes reformas no mercado de trabalho foram muito boas", elogiou o empresário alemão, que reforçou que os custos por unidade de produção e a flexibilidade são dois pontos que permitirão "melhorar a competitividade em Portugal".
A Bosch é uma das três empresas alemãs que manifestaram interesse em investir no mercado português.
A subsidiária portuguesa da Bosch opera em várias áreas, nomeadamente na tecnologia automóvel, tecnologia industrial (automação e equipamentos de embalagem), tecnologias de construção (ferramentas eléctricas) e na produção de bens de consumo (termotecnologia, eletrodomésticos e sistemas de segurança), de acordo com a informação do grupo na sua página electrónica.
No ano passado, a Bosch Portugal registou um volume de negócios de 1.047 milhões de euros e empregava 3.845 pessoas nas cinco empresas: Robert Bosch SA, Bosch Termotecnologia, Bosch Car Multimedia Portugal, Robert Bosch Travões, Robert Bosch Security Systems-Sistemas de Segurança e na BSHP Electrodomésticos, empresa resultante de uma associação na qual a Bosch e a Siemens detêm quotas iguais.